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Ventos sibilantes e cortantes se erguem sobre o solo fértil do humilde vilarejo, lançando-se em rápidas investidas e enchendo o ar com um assobio melodioso, clamando por atenção. No entanto, sua presença é ofuscada pelo esplendor de uma entidade majestosa que os convoca, pois um poder supremo é o artífice dessa brisa avassaladora, conduzindo-a até esse recanto.

Sob o vasto céu, um sutil e incessante tremor abala todo o solo do vilarejo, em perfeita harmonia com uma intensa corrente mágica que se expande em todas as direções. Cada feiticeiro, imerso em suas tarefas, é surpreendido pelo esplendor desse poder excepcionalmente refinado.

Nenhum lugar naquele cenário pastoril poderia abrigar tal concentração de força mágica, exceto por uma única e incomparável pessoa: Evangeline, nomeada guardiã do vilarejo.

Uma inquietante dúvida assalta a todos:

“Terá a meio-elfa cumprido sua promessa de trazer a cura para Karenn, como ela prometera antes de partir ontem?” Contudo, há aqueles que ainda duvidam da veracidade dessa declaração, uma vez que até mesmo para os aventureiros mais renomados e poderosos seria uma tarefa hercúlea adentrar a masmorra e retornar em poucas horas. No entanto, mesmo com essa conclusão em suas mentes, eles ainda não conseguem explicar a opressiva pressão que toma conta de seus sentidos.

Movidos pela curiosidade despertada por essa força mágica extraordinária, todos os feiticeiros, sejam eles moradores ou visitantes, seguem em direção à sua origem, devidamente equipados. Embora troquem olhares ao se cruzarem no caminho, nenhum deles se detém para questionar o próximo sobre suas intenções. O tempo é precioso demais para ser desperdiçado em dúvidas fúteis.

Em questão de segundos, uma rápida caminhada os conduz a uma grande multidão reunida em torno da área de plantio. Os magos do vilarejo começam a se questionar se a meio-elfa está realmente presente, realizando algum tipo de prática mágica. Afinal, graças a Balmor, todos foram informados sobre o novo método de cultivo desenvolvido por Evangeline, o que poderia explicar a fonte de poder que estão presenciando. Para esses feiticeiros, essa é a única hipótese plausível.

De repente, uma voz exclama do meio da multidão:

— O-Olhem só! A t-terra, o solo está flutuando!

Ainda mais confusos do que antes, os magos se espremem entre as pessoas para ver o que está acontecendo. No entanto, em vez de encontrarem a poderosa jovem de orelhas pontudas, deparam-se com alguém completamente desconhecido: uma garota de beleza radiante, com cabelos brancos como neve. Embora fiquem fascinados com sua aparência, o que verdadeiramente os deixa sem fôlego são os pequenos pedaços de terra flutuando pelo local, ignorando completamente a força da gravidade.

Outros aldeões, que chegam simultaneamente aos magos, começam a questionar a identidade da jovem enigmática, cujo rosto está oculto por um véu:

— Quem é essa moça? De onde vem todo esse poder?

— Vocês não ouviram falar? Ela é uma nobre que chegou à nossa aldeia recentemente.

— Sério? E o que ela está fazendo?

— Dizem que ela abençoará nossas terras de cultivo com todo o seu poder.

“Interessante!” Um dos magos que ouviu a conversa fica fascinado com a origem e o poder manifestado. Contudo, uma segunda onda de poder supera a compreensão de todos, tornando-se duas vezes mais intensa do que antes.

O sutil tremor se intensifica por todo o espaço. Assim como na primeira área de plantio, as outras duas também fazem com que pequenos grãos de terra flutuem no ar. No entanto, desta vez, o solo adquire um aspecto verdejante, revelando uma aura exuberante que emana de seu núcleo, um poder de proporções imensuráveis.

Todos observam, boquiabertos, a aura que paira sobre o terreno, mas sua surpresa atinge o auge quando percebem que essa aura se estende sobre as três áreas de cultivo. Nenhum presente ousa proferir uma única palavra, conscientes de que qualquer som poderia interromper a concentração de Isabel, levando a uma explosão incontrolável de poder.

“Que habilidade notável… Que maestria! Como alguém pode controlar um poder tão imenso com tanta destreza?” O mago anterior fica fascinado e assustado ao mesmo tempo com a perícia com que Isabel manipula esse poder, exibindo expressões de êxtase compartilhadas pelos demais magos ao seu redor. No entanto, o que eles não compreendem é que a jovem de cabelos brancos não está controlando esse poder, mas simplesmente dissipando toda a mana acumulada em seu núcleo de uma só vez.

Apenas alguns segundos se passam e o tremor gradualmente diminui até cessar por completo. Nesse momento, pequenos brotos verdes emergem do solo. As sementes recentemente plantadas são fertilizadas e amadurecem a uma velocidade impressionante, deixando os espectadores ainda mais perplexos.

Em todas as áreas de cultivo, cada semente plantada começa a crescer vigorosamente, lançando suas raízes profundamente no solo. Ao mesmo tempo, a terra ao redor da região arada se eleva, adquirindo uma exuberância verdejante, como se absorvesse parte daquele poder e crescesse com renovada vitalidade.

A área que anteriormente era apenas um terreno capinado, destinado a se tornar um local de plantio, adquire altura e densidade crescentes, quase ocultando Isabel dos olhares fascinados dos aldeões e magos presentes.


Após um período determinado, Isabel começa a sentir seu poder recuar.

A mana que acumulou durante seu treinamento atinge um limite e diminui em uma aceleração descontrolada. Para ela, o poder que adquiriu poderia servir para auxiliar sua mestra durante a exploração da masmorra, mas compreende que não deseja causar preocupações a sua família e amigos, agora que sua forma não é mais tão infantil como antes.

“O professor Lukas me disse que, mesmo que eu libere todo o meu poder agora, ele se recuperará da mesma maneira depois. Mas, por algum motivo, sinto que não consigo regenerar minha mana neste momento…”

Um sorriso tímido e preocupado surge no rosto de Isabel enquanto conclui suas ações, doando o restante de seu poder. A aura esmeralda sobre as áreas de plantio se intensifica e o tremor anterior retorna com mais força.

De repente, a jovem se ergue do chão e percebe que uma grama enorme cresceu ao seu redor, mas mal presta atenção, pois um pesar a domina, fazendo-a desmaiar instantaneamente.

Com movimentos ágeis, Trevor corre em direção a ela e a segura antes que seu corpo choque contra o solo.

Muitos presentes exibem expressões confusas ao questionar o motivo do desmaio de Isabel, enquanto outros, com olhares mais sérios, compreendem a causa. Quando um mago esgota toda sua mana, sua mente se cansa, permitindo que o poder se recupere, renove e, na maioria das vezes, evolua.

Tendo a bela jovem em seus braços, Trevor afasta-se da multidão, desaparecendo do local em um piscar de olhos, levando-a para longe. Enquanto isso, Lukas dirige-se a Balmor, informando ao homem que a bênção de Isabel chegou ao fim.

— Como podem ver, o processo da bênção foi concluído. Espero que aceitem este presente como uma forma de gratidão. Com isso dito, retiro-me… Ah, e mais uma coisa…

Observando uma pequena oscilação no solo da plantação, Lukas revela algo prestes a acontecer.

— Espero que se preparem rapidamente para… Bem, adeus…

Após essas palavras enigmáticas, semelhante a Trevor, Lukas segura Anastácia nos braços, uma ação que assusta a ferreira a princípio, mas sem tempo para questionar aquilo, ambos desaparecem dos olhares atentos de todos na multidão.

As palavras do rapaz mascarado ecoam nos ouvidos dos presentes, deixando-os em dúvida sobre o que está por vir. Balmor tenta obter uma resposta, mas é ignorado pelo misterioso indivíduo. Contudo, a resposta vem imediatamente quando o homem de idade avançada se vira para a plantação e os resultados da bênção se tornam aparentes.

A área, que antes apresentava uma aparência infértil e pálida, agora está exuberante e saudável, deixando a multidão boquiaberta diante de tamanho milagre. As expressões de fascínio e admiração se espalham pelo ar, fazendo com que até mesmo os mais céticos se surpreendam diante do poder da jovem maga.

Balmor, compreendendo a grandiosidade do presente recebido, curva-se em agradecimento na direção de onde o rapaz mascarado desapareceu, a pessoa que lhes proporcionou tal bênção. Para o fazendeiro, aquilo é um verdadeiro milagre, já que a chegada do inverno dificultaria o crescimento de sua plantação por vários meses, causando grandes prejuízos. Agora, graças a Isabel, ele e seus trabalhadores não precisam mais se preocupar com isso.

”Nunca esqueceremos deste presente em nossas vidas. Obrigado por isso…”

Balmor sente um profundo sentimento de gratidão pela ajuda da nobre maga, reconhecendo todo o esforço e dedicação empregados em sua plantação. Agora, ele se sente completamente recompensado por seu trabalho, podendo finalmente colher os frutos de seus esforços com tranquilidade.

Recobrando sua postura determinada, Balmor varre o olhar pela multidão e assume a liderança ao convocar seus ajudantes para que se unam a ele na colheita o mais rápido possível, já que agora a plantação está plenamente crescida. Sem perder tempo, ele ordena que comecem a cortar as plantas, alertando sobre a possibilidade de chuva que pode prejudicar toda a colheita.

— Rápido, rápido! Não há motivos para apenas ficarmos admirando tal acontecimento. Um milagre caiu perante nossas mãos, sejamos francos e cientes dos climas presentes para que possamos nos apressar a colher esta colheita! Graças à sacerdotisa, não precisamos nos preocupar com o tempo hostil do inverno e sim, o quanto nossos estoques conseguirão segurar!

Imbuídos pela determinação de Balmor, os trabalhadores da plantação pegam suas foices e outras ferramentas, prontos para colher os frutos da generosidade da nobre maga. A energia contagiante do momento se espalha para os outros aldeões, que se sentem compelidos a ajudar, despertando um senso de obrigação após presenciarem o milagre da bênção de Isabel, unindo-se para ajudar na colheita.

Ninguém ali questiona as ordens do experiente Balmor, cuja sabedoria e liderança são reconhecidas por todos. Todos compreendem a importância de agir rapidamente e com eficiência para aproveitar o máximo da dádiva concedida a eles.

Com trabalho árduo e cooperação mútua, a colheita se inicia, impulsionada pela gratidão e pela determinação de todos os envolvidos. Com isso, a multidão trabalha ferozmente, cortando os frutos e empilhando-os em montanhas de pilhas, com esperança de não deixar nada para trás. O som das ferramentas cortando os talos das plantas ecoa por toda a aldeia enquanto o sol começa a erguer-se, iluminando ainda mais o trabalho de todos.

É um cenário de harmonia e união, no qual os aldeões se unem em um esforço coletivo para colher os frutos do poder concedido pela nobre maga, sabendo que cada segundo conta para garantir o sucesso da empreitada. A esperança e a gratidão permeiam o ar, criando uma atmosfera de celebração e vitória diante das adversidades superadas.

O campo ganha vida com a movimentação incessante dos trabalhadores, que se empenham em coletar cada fruto maduro e guardar com cuidado os tesouros proporcionados. É um espetáculo de cooperação e determinação, marcado pela certeza de que aquele momento é único e precioso.

Enquanto os aldeões se empenham com afinco, a gratidão e o respeito pela nobre maga de cabelos brancos crescem ainda mais em seus corações. A jovem maga, mesmo inconsciente e alheia ao frenesi da colheita, tornou-se uma figura lendária em suas mentes, um símbolo de esperança e renovação que jamais será esquecido, sendo conhecida por todos naquele momento como Sacerdotisa Nevada.

E assim, a colheita prossegue, impulsionada pela força do trabalho conjunto e pela crença na transformação trazida pela magia. O destino da plantação e de todos que dependem dela está agora nas mãos daqueles que se unem em torno desse presente extraordinário, determinados a aproveitar ao máximo cada benefício concedido.

Enquanto os aldeões se empenham com afinco, a gratidão e o respeito pela nobre maga de cabelos brancos crescem ainda mais em seus corações. A jovem maga, mesmo inconsciente e alheia ao frenesi da colheita, tornou-se uma figura lendária em suas mentes, um símbolo de esperança e renovação que jamais será esquecido, sendo conhecida por todos naquele momento como Sacerdotisa Nevada.

E assim, a colheita prossegue, impulsionada pela força do trabalho conjunto e pela crença na transformação trazida pela magia. O destino da plantação e de todos que dependem dela está agora nas mãos daqueles que se unem em torno desse presente extraordinário, empenhados a aproveitar ao máximo cada benefício concedido.


4º dia do mês, Grande Inverno. Vilarejo (Área dos anciões) – 08:10 AM.

Um pouco afastados da agitação da colheita e nos arredores do vilarejo, Trevor, Lukas e Anastácia surgem subitamente em uma região isolada. Trevor ainda segura Isabel em seus braços enquanto os três se dirigem a uma casa modesta que se destaca das demais na área: A Casa do Patriarca.

Dentro da casa, Kamila está ocupada arrumando e organizando o interior. Ela empilha e troca algumas antigas armaduras de batalha de seu avô em seu quarto, como um lembrete dos tempos de guerra enfrentados por sua família e do sofrimento resultante disso. Com uma expressão um tanto triste, ela deixa o quarto e segue em direção a uma sala mais espaçosa, que possui uma janela em uma das paredes, proporcionando uma visão do exterior.

Enquanto se aproxima da janela, Kamila nota algumas sombras se movendo nas proximidades. Confusa, ela enxuga as poucas lágrimas que escaparam e se dirige à janela para investigar o que está acontecendo. Ao chegar lá, depara-se com três silhuetas familiares: os rapazes mascarados que ela já havia visto anteriormente e Anastácia. No entanto, fica impressionada com a jovem que um dos rapazes está segurando nos braços.

No instante em que Kamila começa a perceber uma sensação familiar emanando daquela jovem de cabelos brancos, uma voz se faz ouvir em seus sentidos, interrompendo seus pensamentos.

— Kamila, aí está você! Está ocupada agora? Precisamos de um favor, bom… eu preciso de um favor…

Um pouco surpresa com o pedido, ela responde rapidamente.

— A-ah… Bom, eu estava sim um pouco ocupada, mas o que seria esse favor? E… por que você trouxe esses homens consigo? E, além do mais, quem é esta garota….

— Relaxe, iremos explicar tudo no devido tempo. Só precisamos de um local para que ela descanse um pouco…

Ao retirar a máscara que encobre seu rosto e colocar seus óculos, Lukas se revela diante de Kamila, deixando-a absolutamente perplexa ao descobrir a verdadeira identidade daquele rapaz.

— Lu-Lukas!?

— Eu sei… eu sei… Mas como eu disse…

— Certo, certo! Entrem por favor… Não precisam se humildes, tratem este local como a casa de vocês! Podem deixá-la no meu quarto, ele está vago no momento.

Pouco tempo se passa, e todos se acomodam ao redor da mesa, desfrutando de um chá preparado pela dona da casa. Trevor, por sua vez, leva Isabel rapidamente ao quarto de Kamila, cobrindo-a com cuidado antes de se retirar.

O clima na sala fica tenso, impregnado de uma atmosfera confusa e repleta de incertezas. Kamila, ao observar de perto a jovem de cabelos brancos, começa a suspeitar de algo.

Há alguns indícios que a deixam intrigada. Primeiro, quando visitou Anastácia, ouviu vozes de uma jovem vindo do andar de cima, mas estava tão preocupada com o estado da ferreira que não deu muita atenção a isso. Depois, a revelação de que os rapazes mascarados são, na verdade, Lukas e Trevor. E, antes de tudo isso, Lukas encontrou Kamila durante a noite, próximo à residência de Anastácia, impedindo-a de vê-la, devido a algo que aconteceu com Isabel e Anastácia naquela noite.

“O que está acontecendo? O que tudo isso significa? Por que Lukas e Trevor estavam agindo estranhamente até agora com essas máscaras? E por que essa garota me lembra tanto a Isabel? Será que ela é parente de Isabel, e, é por isso que Anastácia está envolvida? Não, espera! Mas Anastácia não é a mãe biológica de Isabel…”

Inúmeros questionamentos invadem a mente de Kamila, deixando sua testa franzida em sinal de preocupação. Ao perceber a expressão da jovem, Lukas e Anastácia trocam olhares, compreendendo completamente o turbilhão de pensamentos que a assolam.

— Senhorita Kamila, sei que pode ser um pouco abrupto e confuso, mas aquela jovem, deitada na cama em seu quarto, é Isabel.

Contrariando as expectativas de todos ao seu redor, Kamila não demonstra nenhuma surpresa. De certa forma, assim como Trevor, ela sentiu uma conexão familiar na energia mágica daquela jovem, algo que a fez lembrar de Isabel.

— Eu entendo… Mas o que aconteceu com ela?

Nesse momento, Trevor se aproxima e se junta à conversa. Juntos, Trevor, Lukas e Anastácia concordam em compartilhar todos os detalhes do que ocorreu com Isabel e o feito extraordinário que ela realizou.

— Bom, serei o mais claro possível, então espero que escute até o final…

— Tudo bem…

— Certo. Foi exatamente isso…

Desde o relato inicial de Anastácia até a revitalização do solo e o crescimento da plantação, todos os aspectos são minuciosamente explicados para Kamila. Explicam a origem da maturidade e do poder acumulado manifestado por Isabel, bem como o selo colocado por Lukas. Isso deixa Kamila surpresa e, de certa forma, um pouco decepcionada por não ter sido envolvida desde o início. No entanto, ela compreende a necessidade de manter o sigilo e, em resposta, um sorriso se forma em seus lábios.

— Então foi isso que aconteceu, Kamila. Espero que entenda que o que fizemos não podia se espalhar pelo vilarejo. Foi apenas uma questão de segurança.

— Está tudo bem, não há motivos para se explicar. Eu sei que sou um pouco “falante” demais e sinto que comprometeria esse plano. Sinto-me um pouco feliz agora por ter confiado a mim tal segredo. Porém, o que me pergunto agora, o que acontecerá com Isabel? Ela ficará naquela forma para sempre?

Nesse momento, todos os olhares se voltam diretamente para Lukas, afinal, ele havia afirmado que Isabel retornaria instantaneamente assim que liberasse sua mana. No entanto, isso não aconteceu, e ela ainda permanece em sua forma jovem.

— Ahem! Bem, aquilo era apenas uma hipótese! Não podemos determinar quanto tempo levará para ela voltar à sua forma anterior. Poderiam ser dias, semanas ou até mesmo alguns meses. Mas uma coisa é certa, ela voltará. O selo em seu ventre impede que ela utilize inconscientemente a técnica de acumulação de mana, então é improvável que ela a execute novamente tão cedo.

— Agora entendo, mas ela não poderá sair, correto?

— Exatamente. Por isso trouxemos ela até aqui. Isabel terá que ficar na casa do Patriarca enquanto passa pelo processo de regressão. Dessa forma, ninguém poderá vê-la, ao contrário da residência de Anastácia, que é uma loja aberta ao público. Aqui é a residência do líder da vila, um local privado e restrito aos demais aldeões.

Uma pequena gota de insegurança escorre pela bochecha de Kamila nesse momento. A responsabilidade de guardar esse segredo é imensa, e mesmo que ela não diga nada, há muitos anciãos que visitam sua casa regularmente.

Percebendo a insegurança estampada no rosto de Kamila, Anastácia toma a frente para confortá-la em relação à sua responsabilidade:

— Não se preocupe, Kamila. Eu irei visitá-la com frequência, afinal, ainda sou a mãe de Isabel. Não posso permitir que isso se torne um grande alvoroço em toda a vila, especialmente depois daquela cena na plantação… hehe…

— E não se esqueçam de nós também. Estaremos acompanhando de perto o processo de regressão dela. Bem, Lukas ficará encarregado disso, enquanto eu cuidarei da escola durante esse período.

Reforçando ainda mais as palavras de Anastácia, Trevor e Lukas explicam suas responsabilidades nessa questão, aliviando um pouco o fardo de Kamila.

— Muito bem, então. Hoje será um dia agitado. Melhor eu dar uma olhada na plantação e verificar como está a colheita, afinal, agora eu sou a nova chefe do vilarejo e preciso fazer justiça a este título. Vocês não precisam sair daqui agora, fiquem o tempo necessário para ver o que está acontecendo com Isabel. Dito isso, voltarei em breve.

Com uma expressão determinada, Kamila levanta-se da mesa e dirige-se em direção à área de plantação, deixando seus convidados e Isabel para trás.

Olá, eu sou o HOWL!

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