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A unidade dos mosqueteiros! 

Renāto e Portz comentam sobre a técnica de Tulbs, Rioth e Wierd.

— Que habilidade incrível, capitão. Nunca tinha visto algo parecido.

— Claro que nunca ouviu, pois ela nunca foi realizada antes. Talvez porque precise de mosqueteiros de Dentō semelhantes para obter eficaz nos ataques. Além disso, mesmo que o treino para todo mosqueteiro seja o mesmo, é quase impossível algo assim acontecer. Mas, pelo que vejo, parece que esses três conseguiram sincronizar suas auras, como se tivessem nascido para isso.

— De fato. Também percebi na aura deles, ao lutarem. O azul parece se destacar mais do que o normal.

— Esse tipo de aura é bem raro na região, e envolve muito esforço físico para quem a está controlando. Só conheci um mosqueteiro que a dominou por completo, e ele era o maior dos 3 lendários de Gurenāru.

— Perfeito. Dessa forma eles irão conseguir derrubar esse chimara, com facilidade!

— Não se empolgue tanto, Portz — diz Renāto, com cautela — A astúcia de Kosuta é proporcional a sua sede de vingança. Mas tenho confiança de que nossos companheiros darão seu melhor.

Voltando para a batalha, Kosuta, após analisar mais um pouco ao seu redor,  finalmente volta para a sua feição traiçoeira e perigosa de sempre. O nervosismo de ser encurralado pelos mosqueteiros se mistura com a adrenalina de estar em uma luta à sua altura.

— Confesso que de todos os mosqueteiros que enfrentei, e que matei — Kosuta diz a última parte de maneira sussurrada, como se fosse um pensamento alto — Essa é a primeira vez que vejo uma aura dessas. Mas não adianta. Ela se dissipará aqui, com vocês!

Ao tentar se deslocar para atacar o trio, Kosuta sente um peso do chão que o impede de se mover. Quando ele olha para baixo, observa um emaranhamento mágico, que sai dos uniformes que forram o chão. Esse emaranhamento estava prendendo seu único pé ao chão. Com isso, o trio se pronuncia, ainda em uníssono.

— Algum problema, Kyapen vermelho?

— Parece que o peso dos seus pecados, o tornou um alvo fácil para nós.

— A única aura que se dissipará aqui… é a sua!

Então Tulbs, como uma flecha, parte para cima de Kosuta com sua rapieira, e os outros mosqueteiros se movem para trás. Kosuta tenta desviar do golpe, inclinando seu tronco para o lado. Mas sem muita mobilidade, acaba tomando um corte de raspão, o qual começa a sair uma fumaça azul. O mosqueteiro, após o golpe, se posiciona atrás de Kosuta, e os outros dois, mudam sua posição para frente do chimara, mantendo a distância igualitária entre eles.

— Ótimo truque, engomadinhos — diz Kosuta, colocando a mão sobre a ferida e a cauterizando com uma aura vermelha concentrada — Porém, como o capitão de vocês bem sabe, toda técnica possui uma fraqueza.

E assim, os mosqueteiros continuaram atacando Kosuta, um de cada vez. Tulbs, Wierd e Rioth, tentam superar a agilidade de Kosuta de se defender e desviar dos golpes, mesmo ele estando imobilizado. O chimara, durante as investidas, procura uma brecha para contra-atacar, até que executa um ataque de foice contra Tulbs, o próximo a atacá-lo. O mosqueteiro desvia, recuando, e os outros mosqueteiros, ao invés de recuarem, se aproximam de Kosuta. Eles aproveitam a chance, e cada um perfura um ombro do chimara. Então, eles voltam para as suas posições de origem.

— Desista, Kosuta. Se continuarmos assim, não haverá outro torneio para você.

— Por quê? Já estão cansados? Estou gostando da aula prática de geometria.

Ao curar seus ombros, Kosuta começa a ficar cansado pelo uso de aura. Porém, ao tomar esses golpes, ele percebe que a posição dos mosqueteiros possuem um padrão. Com isso, o chimara chega a uma conclusão do que deve fazer.

— Acho que já posso pegar meu diploma — diz o chimara, ofegante —  Hora de dar um fim a esse triângulo amoroso. Não queria usar essa habilidade contra meros mosqueteiros, mas ainda quero estar vivo para o torneio.

Então, quando é a vez de Rioth atacar o chimara, algo inesperado acontece. Kosuta desvia do golpe, pulando sob o mosqueteiro. O kyapen acerta a foice nas costas dele e o joga em Tulbs, com a foice ainda cravada. O mosqueteiro é atingido por seu companheiro, e com o impulso desse lançamento, Kosuta alcança Wierd, que estava se aproximando devido à habilidade, e o acerta com um soco no rosto, derrubando assim os três mosqueteiros de Girudo. Após acertar o golpe, o chimara se segura nas paredes de ferro da gaiola, evitando assim o chão de farrapos.

Depois desse evento, Renāto e os outros mosqueteiros olham para o chimara, espantados. Eles ficam desse modo não só pela habilidade ali recém-demonstrada, mas por outro detalhe assustador: Kosuta estava sem a metade da outra perna que lhe restava.

— Acho que exagerei um pouco… Mas, de certa forma, deu certo!

A determinação de um chimara vingativo!

Olá, eu sou o Silas Santos!

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