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Fosigua, localizada no litoral de Kimaran, é conhecida por sua fauna e flora gélica, a qual se delimita do mar desconhecido que rodeia a terra de Hue. Ninguém sabe bem o que tem além de Hue, nos mares e nos horizontes à vista dele. E as pessoas que sabem o pouco, não veem uma razão de contar o que viram, pois é um imenso desconhecido sem definição ou característica para ser descrito.

Andando pelas matas verdes e brancas, os jovens mosqueteiros chegam ao seu destino, à procura do lendário mosqueteiro.

— Os Kyapen são bem diferentes pessoalmente… Não são, Telly?

— Diria que questionáveis, não diferentes. Cada um tem sua própria personalidade. E essa personalidade parece estar relacionada com sua força.

— Concordo. Mas não muda o fato do quão fortes eles são. Não é qualquer um que sabe dominar uma parte da nejireta. Por isso são chamados de Senzo! Se esses já se destacam guri, imagina quando dermos de cara com o Renāto, que é um Nebarizuo. Ou quem sabe, futuramente, dar de cara com um lutador de nível…

— Shhhh… Quieto Lup. Fale menos e observe mais.

Eles olham em volta e veem uma floresta com flocos de neve em suas flores e folhas. Logo a frente, é avistado uma grande cachoeira, suspensa por uma rocha flutuante. A água que cai da cachoeira é trifurcada, formando uma vista irresistível.

— Nossa, guri… Nunca pensei que, fora da capital, Araukária tivesse tantos lugares para desvendar.

— Verdade… Mesmo Berugamotto sendo nosso lar, perdemos muito ficando somente por lá. Espero ser mandado em mais missões. Acho que paisagens como essa valem o perigo.

— Bem, vamos voltar à vaca-fria. Será que Renāto está por aqui? Espero que ele não esteja tão louco como Kiribuza disse.

— Não acho que ele esteja louco. Só se recuperando de um trauma.

Enquanto olhavam para todos os lados, os mosqueteiros avistam uma pessoa amarrada pelos pés e suspensa numa árvore. Ela parecia estar inconsciente e somente com botas e calça, sem camisa e desarmado.

— Renāto!

— Não pode ser! Como ele…

Eles correm em direção a Renāto. Quando os dois chegam perto da corda que suspende o mosqueteiro para soltá-lo, ouve-se um barulho atrás deles, parecido com os estrondos que Futomo causou em suas experiências. Na direção do barulho, surgem dois yetis, com o triplo da altura de Lup e Telly.

Os yetis aparecem conversando entre si, sem perceber a presença dos mosqueteiros.

— Mas deve ter comida por aqui, pois eu ouvi uma voz bem ínfima. Não é coisa da minha cabeça. Dessa vez eu juro que não é.

— Você e suas vozes. Deve ser a fome que gera esses ruídos na sua cabeça. Aposto que você ouviu um ninho de passarin… Opa!

Eles encaram os mosqueteiros, surpresos também com a presença dos gigantes.

— O que temos aqui… — diz um dos yetis, apoiando em um osso enorme, que ele usa como clava — os bem-vestidos da capital.

— Mais dois para a coleção, irmão. Ainda bem que saímos para procurar aquele intrometido de cabelo azul. Mas cuidamos dele depois.

— Estão falando do Renāto? — sussurra Lup para Telly — Pensei que fosse deles a armadilha em que ele está agora.

— Devem estar brincando com a gente. Mas não podemos deixar o mestre sozinho. Ei, vocês! — grita Telly para os yetis — O que fizeram com Renāto?

Os Yetis se encaram, confusos, e olham para Renāto, na armadilha.

— Ei, irmão, é o intrometido! Parece que alguém foi mais esperto que a gente.

— Bem, poupou o trabalho pesado. Vamos devorar esses dois primeiro!

Os gigantes partem em direção aos dois mosqueteiros, que sem escolha se preparam para o impacto.

— Bem, não tem quem ajude agora…

— Certo, guri!

Os mosqueteiros armam das rapieiras e vão em direção aos yetis. Enquanto isso, Renāto abre os olhos lentamente, e começa a ver a luta dos yetis com os mosqueteiros.

— Mas… O que?

Ele observa, ainda de cabeça para baixo, os mosqueteiros atrasando os Yetis com golpes pouco precisos, que causam apenas alguns arranhões nos monstros. De repente, um dos yetis empurra os mosqueteiros com um golpe de antebraço, os quais são arremessados contra uma grande árvore.

Renāto ao ver aquilo, começa a se lamentar. Mas não pelos mosqueteiros em apuros.

— O que esses idiotas fazem aqui? — pensa ele, com raiva — Droga, tava tão perto…

Os yetis vão em direção aos mosqueteiros, que estão machucados e encostados no tronco de uma árvore. Os dois tentam se levantar, mas sem sucesso.

— É o fim para vocês, bem-vestidos.

— Deveriam ter fugido, como os outros que já vieram aqui. Os covardes correm, mas pelo menos sobrevivem. Já os corajosos ficam… E viram petiscos!

Então de repente, Renāto pula entre os mosqueteiros e os yetis, imponente, como se não estivesse desmaiado e suspenso pelos pés há poucos segundos atrás.

— Re… Renāto? — balbucia Telly.

— Co… Como você chegou aqui tão rápido? Pensei que estivesse desmaiado e pre…

Antes que Lup pudesse concluir sua frase, Renāto grita para os dois jovens, como se os yetis não estivessem ali.

[Renāto za imōtaru(Renāto)
Kyapen de Chariku: Nebarizuo
Kai: Girudo]

— SEUS IDIOTAS! EU MESMO QUE ME AMARREI NA ARMADILHA!!

O que está acontecendo? Renāto aparece em cena!

Olá, eu sou o Silas Santos!

Olá, eu sou o Silas Santos!

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