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“A solidão é uma encruzilhada onde confrontamos nossos medos mais profundos e nossos sonhos mais elevados. Quem somos nós quando estamos sozinhos? Quando as vozes do mundo se calam e só nos resta a companhia de nossos próprios pensamentos?” — pensava ele em uma das suas pesquisas enquanto entrava no portal em direção ao passado.  

Sobrevoando o novo lugar entre os muitos que tinha decidido visitar, era impossível para ele não ser tomado por uma mistura de fascínio. Abaixo, como em um quadro sombrio, um garoto de apenas sete anos, chamado Harley, se destacava na penumbra. Ferido e faminto, ele estava preso em uma jaula suspensa de bambu, um contraste grotesco contra a noite com a lua luminosa.  

A expressão no rosto do menino era pura ferocidade. Seus olhos, que deveriam refletir a inocência da infância, eram poços de escuridão. Ele não chorava, não implorava. Ele só conhecia aquela realidade e nada parecia estar fora de lugar, pois a jaula era seu lar.  

Planando pelo ar, o ser observava o ambiente desolador ao redor do menino. Outras jaulas, vazias e com portas abertas, pontuavam o cenário como testemunhas silenciosas de histórias que já se foram. 

Sangue, em uma quantidade que desafiava a razão, manchava o chão, as grades, e até o próprio corpo de Harley. Além do fogo que extinguia seu clã.

“Seria essa criança a última tentativa?” — questionava o observador, sua mente lembrando os outros garotos que sucubiram. Sabendo que todos eles só conheciam duas realidades: treinamento e voltar para a jaula. Treinamento e voltar para a jaula. Um ciclo interminável de condicionamento. 

Mas o observador, pairando sobre aquela cena de desolação, permitia-se uma reflexão mais profunda: 

“Será ele a escolha correta? E se eu libertar esse ser? Ele sucumbiria ao peso do tempo como os outros? Novamente não conseguiria atingir o que o futuro indicava? Poderia essa fera, forjada na solidão e no sofrimento, encontrar em sua libertação a força para transcender sua própria natureza? 

Seria esse ser a chave para a verdadeira revolução, a metáfora perfeita para calcando em suas trilhas, embates e evolução, erguer o livro do conhecimento? Poderia Harley, com toda a dor e fúria acumuladas, ser o agente de uma mudança tão radical quanto necessária?”

Ele sabia que essa era mais uma aposta. Mais uma tentativa. Possivelmente outro erro. Como transformar uma vida inteira de pesquisa e conhecimento em uma narrativa envolvente sem a presença de um ser que pudesse ser o catalisador e a referência, o argumento definitivo para seu presente a todos os seres: O poder transformador da solidão. 

A solidão era a verdadeira força que existia por trás de todo ser que impactou o mundo. Paradoxalmente, a solidão era uma força poderosa, capaz de erguer impérios ou destruir civilizações. Ela era o caldeirão onde nasciam os grandes feitos e as mais sombrias tragédias. É nos confins da alma solitária que encontramos a verdadeira essência do ser humano, nua e crua, sem máscaras ou artifícios.

Contudo, mesmo que ele ainda não conseguisse medir a verdadeira força da solidão e o impacto que essa força poderia ter no mundo, ele sempre acreditou que a solidão era uma força poderosa, capaz de erguer impérios ou destruir civilizações. 

Ela era o caldeirão onde nasciam os grandes feitos e as mais sombrias tragédias. É nos confins da alma solitária que encontramos a verdadeira essência do ser humano, nua e crua, sem máscaras ou artifícios.

“Onde nos levaria essa nova tentativa? A novas conquistas? Descobertas? Aventuras? À finalização do livro da jornada de Harley? Ou, quem sabe, a lugares e conhecimentos além de qualquer concepção humana?” — refletia o homem planando no ar.

A trajetória desse jovem heroi estava apenas começando, e o observador não podia deixar de sentir esperança. Será que ele conseguiria vencer seus demônios internos e se tornar a força de mudança que tanto ele como o mundo precisavam? 

Poderia a sua jornada de sofrimento e redenção servir como a narrativa central para exposição das verdades científicas que o ser voador queria divulgar? 

A curiosidade do observador era insaciável, e ele sabia que precisava continuar acompanhando a evolução de Harley. Cada passo que ele desse, cada decisão que tomasse, seria um capítulo a mais nessa história épica de transformação. 

E assim, o observador se manteve atento, ansioso para ver como a jornada de Harley se desenrolaria, ciente de que o destino de muitos poderia ser moldado pelo sucesso ou fracasso desse único ser, forjado na dor e na busca incansável por poder. 

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