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Com o tempo e experiência, o jovem conseguiu despistar o grupo de perseguidores. A noite caía sobre as Terras Esquecidas, mergulhando a densa floresta em um manto de escuridão. 

Harley Ginsu, o último sobrevivente de seu clã, corria desesperadamente entre as árvores retorcidas e arbustos espinhosos. Seu coração batia com uma intensidade selvagem, impulsionado pela adrenalina que queimava em suas veias.

Ele conhecia aquela floresta como a palma de sua mão, pois boa parte de sua vida fora passada entre suas sombras e mistérios. Essa familiaridade com o terreno era sua vantagem, permitindo-lhe desviar-se habilmente de qualquer obstáculo que se interpusesse em seu caminho. Era como se a própria floresta conspirasse a seu favor, escondendo-o dos olhos de seus perseguidores.

A jornada o havia trazido de volta ao que restava de sua vila, agora reduzida a cinzas. Seu coração se apertou ao ver os destroços carbonizados e lembranças de um passado glorioso queimado até o chão. 

Novamente, Harley enviou todas as reclamações e injustiças para o fundo de seu coração, pois tinha que seguir. Ele como sempre não podia se dar ao luxo de se perder em sua dor.

Já se passavam dez horas desde o início da prova que parecia não ter fim, e a fome começava a ser mais insistente em suas reivindicações. Na floresta de espinhos, havia muito pouca coisa comestível diretamente, sem a necessidade de processos complexos para retirar os venenos. Mas ele não podia se deter agora; o perigo iminente o impelia adiante.

Uma rápida busca revelou uma passagem disfarçada sob algumas raízes entrelaçadas. Harley a seguiu, penetrando mais profundamente na escuridão da floresta. 

O caminho era estreito, tortuoso e quase intransponível para qualquer um que não o conhecesse como ele. Finalmente, ele emergiu em um pequeno esconderijo, um refúgio secreto que escapara do fogo destruidor.

As lembranças inundaram sua mente quando ele viu os objetos preciosos, pergaminhos antigos e manuscritos que haviam sido preservados ali. Eram relíquias de sua família e de seu clã, memórias de uma vida que já não existia mais. Harley se ajoelhou e, pela primeira vez desde que fora extirpado de seu clã, separado de seu pai, irmão, amigos e da cultura que lhe era tão cara, permitiu-se chorar.

Suas lágrimas caíam sobre essas últimas lembranças físicas como gotas de chuva em uma terra sedenta. Era como se cada objeto carregasse consigo uma parte de sua história, uma conexão com o passado que ele pensara ter perdido para sempre.

Mas a vida não fazia concessões, e não esperaria por ele. No auge de suas reflexões, um novo clarão de fogo irrompeu das entranhas da floresta. Harley ergueu a cabeça, seus olhos agora repletos de resolução, murmurando para si mesmo: — Não permitirei mais a fraqueza me dominar!

Ele sabia que não podia mais correr dos problemas que o perseguiam. Não podia mais fugir de seu destino. Era hora de enfrentar o grupo que o caçava e mostrar realmente a sua determinação e força.

Com um suspiro profundo e determinado, Harley se levantou e partiu em perseguição ao grupo de cinco adversários que o haviam caçado anteriormente. Agora, ele estava determinado a não mais se esconder, evitando que mais consequências se abatessem sobre ele. Em vez disso, ele enfrentaria os problemas e todas as consequências que ser um dos últimos descendentes da liderança de seu clã implicava.

Indo em direção ao grupo inimigo e com poucas opções à sua disposição, Harley começou a pensar em estratégias para superar a adversidade. Como derrotar cinco competidores violentos e determinados? Seus olhos caíram sobre uma pedra no chão à sua frente, e ele teve uma ideia. Ele a pegou e a colocou no compartimento vazio de sua mochila.

Virando-se para encarar o grupo perseguidor que se aproximava, Harley sabia que era hora de agir. Com um rápido movimento, ele puxou as alças de sua mochila e a balançou na direção do primeiro perseguidor que chegava. A pedra dentro da mochila atingiu em cheio o rosto do adversário, que foi nocauteado instantaneamente.

— Eliminem o inútil! — exclamou surpreso um dos quatro adversários restantes, acrescentando com firmeza — Isso economiza tempo e evita futuros problemas. Todos no clã sabem que devemos, a qualquer custo, fazê-lo pagar por essa audácia de querer se envolver em algo que não lhe diz respeito.

A luta recomeçou, e Harley usou sua mochila como uma arma improvisada. Com movimentos giratórios habilidosos, ele conseguiu diminuir o ímpeto do grupo, que estava determinado a alcançá-lo. Os perseguidores eram habilidosos, mas a ameaça constante da pedra dentro da mochila os mantinha cautelosos.

Harley desviou de golpes, bloqueou ataques e usou sua mochila como um escudo improvisado. E com mais um golpe certeiro da mochila, acabou neutralizando mais um adversário. O jovem estava determinado a derrotar cada um dos perseguidores para garantir sua vaga como Kamikaze.

Enquanto a luta se desenrolava, Harley ouviu mais dois estampidos dos fogos de artifício, sinalizando que apenas uma vaga restava para ser conquistada. A pressão da situação pesava sobre ele, e ele sabia que não podia vacilar agora.

Harley demonstrou agilidade e destreza enquanto enfrentava os três adversários restantes. Usando saltos precisos, giros de corpo e movimentos calculados, ele conseguiu desviar dos ataques conjuntos dos oponentes, ao mesmo tempo em que alcançava uma trilha mais estreita na Floresta de Espinhos. Isso o colocou em uma posição vantajosa, onde os adversários não podiam estar lado a lado ou cercá-lo.

Harley enfrentou os três adversários individualmente, um por vez, enquanto seguiam em fila pela trilha apertada. Sua estratégia deu resultado, quando mais dois adversários foram atingidos. Um deles foi arremessado na densa vegetação de espinhos, enquanto o outro acabou com a perna inutilizada após receber um golpe poderoso da mochila, que continha uma pedra como arma improvisada.

No último momento, quando o último perseguidor restante tentou desferir um chute, Harley desviou com uma ginga de corpo e, com movimentos ágeis, aplicou uma rasteira na perna base do adversário.

O perseguidor caiu no chão, batendo fortemente as costas no solo, assim propiciando tempo para que Harley finalizasse a luta com mais um golpe certeiro da mochila. O golpe atingiu primeiro o estômago do oponente e, em seguida, o rosto, deixando-o inconsciente no chão. Harley tinha superado mais um desafio, mas a vaga final para os Kamikazes ainda estava em jogo.

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Olá, eu sou o Val Ferri Sant. Ana!

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