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Isabella, caminhou rapidamente em direção ao centro do trio, as adagas ainda pairando no ar ao seu redor como uma extensão de sua vontade. O ambiente estava impregnado de tensão, e Harley sentiu-se como uma peça perdida em um tabuleiro desconhecido.

— Agora não é hora de vocês se matarem — disse Malachias laçando seu poder diretamente no trio. 

À medida que a luminosidade irradiava do anel mágico de Malachias, Harley notava a peculiaridade da magia do jovem mago, assemelhando-se à uma composição de tinta em um quadro. 

Conscientemente, Malachias começou a deslocar uma porção da energia previamente destinada ao corredor criado por ele. O processo era como modelar uma massa fixa, um recurso mágico que podia ser moldado e espalhado conforme a vontade dele.

Contudo, o mago entendia a complexidade do ambiente. Em uma área impregnada com outras formas de energia mágica, o deslocamento da massa mágica precisava ser mais preciso. 

Era como se uma parte da energia fosse primeiramente canalizada para anular as magias já existentes no local, abrindo caminho para que o restante pudesse ser empregado na paralisação temporal do ambiente onde Harley, Sergio e Isabella se encontravam, interrompendo o conflito que se desenrolava entre eles. 

O processo, aos olhos de Harley era como se uma uma parte da energia mágica visível inicialmente como uma espectro de luz fosse deslocado para um novo ambiente congelando o espaço-tempo enquanto o restante ainda permanecia paralisando as criaturas misteriosas. 

Envolto pela magia paralisante, o jovem observava atentamente o intricado processo de manipulação de energia mágica desencadeado por Silas Malachias. Nesse momento, uma série de indagações pairavam na sua mente, especialmente sobre a natureza do anel utilizado pelo mago. 

Ele se perguntava se esse artefato era suscetível à perda de energia ou à diminuição de tamanho, tal como acontecia com outros artefatos encontrados nesse intrigante mundo subterrâneo. 

A ideia de um artefato que desafiava as normas estabelecidas intrigava o jovem, levando-o a refletir se aquele anel, assim como sua adaga, era verdadeiramente singular. A incerteza e questões sobre o funcionamento e a essência desses artefatos mágicos ocupavam a mente dele, adicionando uma camada de mistério ao já complexo cenário subterrâneo.

— Não há necessidade de enganarmos mais vocês — ecoou uma voz feminina misteriosa, interrompendo os pensamentos de Harley.

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Uma figura ruiva e insinuante emergiu das sombras, a maga que acompanhava Sergio Romanov, líder dos Dragões de Sangue. Vestida com roupas justas que realçavam cada curva, ela exalava uma aura de poder e sedução. 

O tecido leve e fluido seguia as linhas graciosas de seu corpo, enquanto seu rosto, revelado pela queda delicada dos cabelos ruivos, exibia uma beleza marcada por traços misteriosos. Uma expressão que oscilava entre a serenidade e a determinação, revelando a complexidade de sua natureza.

Em suas mãos, ela segurava uma esfera branca, delicadamente entalhada a partir de osso. A bola emitia uma luminescência suave, como se contivesse a essência pura dos dragões. A maga, Astrid, observava os três jovens com olhos perspicazes.

— Imagino que já tenham percebido que suas origens temporais são distintas — afirmou a maga, seu olhar perscrutador dirigido ao trio.

Essa simples constatação lançou Harley em um turbilhão de reflexões, fazendo-o perceber as intricadas nuances temporais que permeavam aquele encontro. O líder dos Dragões de Sangue, Sergio, parecia mais novo do que a imagem que ele guardava dele no Cerco ao clã Lâmina Oculta. 

Ao mesmo tempo, Isabella exibia traços mais maduros, contrariando a expectativa inicial do jovem. Essa percepção sutil revelou que a decisão de casar com o jovem líder do clã Dragões de Sangue não foi uma escolha impulsiva, mas sim um evento que se desdobraria no futuro da linha do tempo em que Harley estava inserido.  

A revelação do fato futuro, no qual Sergio seria o causador da morte de Lysandra, ecoou também na mente de Harley como uma dissonância perturbadora. O peso da verdade se abateu sobre ele, instigando reflexões dolorosas sobre suas ações e o papel que desempenharia nesse trágico desfecho. 

A possibilidade de ser culpado pela tragédia que se desenhava pairava no ar como uma nuvem sombria. O jovem questionava se sua revelação do passado para Sergio, teriam definitivamente estabelecido ou, pior ainda, reforçado a opção de morte na trajetória de Lysandra.

A amargura crescente em seu peito se transformava em um ódio fervente em direção ao jovem líder do clã Dragões de Sangue. Cada revelação parecia injetar uma dose mais intensa de rancor, alimentando a chama do desgosto. 

Harley se via enredado em um emaranhado de emoções conflitantes, enquanto o líder dos Dragões de Sangue permanecia imperturbável. O ódio se tornava mais denso, uma força poderosa que moldava as próximas decisões dele e tingia seu propósito de uma determinação sombria.

— Sergio, meu aprendiz temporário, espero que desfrute de todo esse conhecimento ao regressar — declarou a maga Astrid com um sorriso enigmático, ignorando os outros dois jovens paralisados.

— Apostar com alguém que vê o futuro nunca é algo vantajoso. Ou somos muito ingênuos ou excessivamente gananciosos — disse Cedir, misturando riso com uma preocupação encenada.

— Vocês tomaram suas precauções, e aqui não há justiça ou regras. A proporção de três sopros de dragão equilibra as chances de vitória — a voz da maga, suave como um sussurro, ecoou nas entranhas do subterrâneo, adicionando uma camada de mistério à atmosfera já densa.

Ainda fixando seu olhar em Sergio e ignorando as demais figuras no subterrâneo, Astrid, com uma mistura de expectativa e afeto, proferiu:

— Não se esqueça. Ver o futuro não é como ler um livro; é como tecer uma complexa tapeçaria de possibilidades. A cada decisão, iluminamos um caminho, seguindo até outra escolha. No entanto, os outros caminhos permanecem na escuridão, vazios, para mostrar as inúmeras facetas que o futuro pode representar.

Enquanto as palavras da maga desdobravam-se como fios entrelaçados, Harley observava, intrigado. A concepção do futuro como uma teia de opções, onde cada fio representava uma escolha, era fascinante e, ao mesmo tempo, aterrorizante. 

Era como se a própria existência estivesse envolta numa dança cósmica de possibilidades. No entanto, a pergunta que pairava na mente do jovem era: por que ela compartilhava esses detalhes com Sergio? O futuro, agora, parecia muito mais problemático à medida que Astrid continuava sua explicação:

— Lembre-se, Cedir Marsetta tem o dom de reviver o mesmo período de tempo várias vezes, acumulando conhecimento através de comportamentos novos em cada repetição. No entanto, meu dom é diferente. Vejo o futuro, uma teia de destinos entrelaçados. Não é sobre reviver o passado, mas sim sobre desvendar as possibilidades que se estendem à frente.

A comparação entre os dois poderes revelava a complexidade do tecido temporal. Enquanto Cedir manipulava o tempo, retrocedendo e avançando em eventos passados, a maga presente vislumbrava os inúmeros desdobramentos futuros, como uma cartógrafa dos destinos por vir. 

Harley, nesse momento de revelações, conjecturou sobre a possibilidade de Cedir ter descoberto muitas verdades a seu respeito ao retornar algumas vezes no tempo e interagindo com diferentes versões de um mesmo dia. A incerteza do tempo, tanto passado quanto futuro, criava uma intrincada teia de possibilidades e descobertas.

— Astrid, pare de dar esperanças a esse jovem. Você ainda não venceu. E o que eles realmente precisam saber é — declarou o mago Malachias, com uma seriedade sombria…

Olá, eu sou o Val Ferri Sant. Ana!

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