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Com um único rugido, todos voltaram sua atenção para o grande predador que o dragão representava. Por um breve instante, a colossal criatura havia interrompido suas ações, imersa na absorção das energias mágicas presentes nos itens ingeridos juntamente com o corpo de Cedir. 

Uma luminosidade envolvia toda essa imobilidade da fera, enquanto, inesperadamente, uma nova cabeça começava a surgir. Todos no subterrâneo testemunhavam o espetáculo do dragão, cujo corpo resplandecia com uma aura de poder recém-adquirido. O reptiliano, agora uma fera de duas cabeças, emanava distintos poderes mágicos, cada um originando-se de suas cabeças independentes.

As cabeças do dragão pareciam funcionar de forma independente, olhando em direções opostas enquanto o restante de seu corpo se contorcia em movimentos sinuosos. As chamas que envolviam suas mandíbulas revelavam uma insanidade crescente, como se a fusão das energias tivesse deixado uma marca indelével em sua mente.

O olhar vingativo da criatura recaiu sobre os corpos inertes de Malachias e Astrid. Uma manifestação de ódio misturada com loucura fez com que o dragão desse um rasante furioso em direção a eles. A fúria do movimento arremessou Harley longe, junto com a horda de criaturas que havia se formado em um tumulto caótico.

O jovem, impulsionado pelo impacto, foi lançado pelos ares como uma marionete descontrolada. No ápice do tumulto, ele reagiu instintivamente, erguendo uma barreira de energia para tentar proteger-se. Contudo, a fúria do dragão foi implacável, e a barreira sucumbiu ao seu poder avassalador. 

O impacto destruiu a defesa improvisada, resultando em uma liberação de energia mágica que reverberou pelo subterrâneo. Para surpresa de Harley, sua adaga branca, apesar da perda de energia, permaneceu inalterada em tamanho e brilho. A inesperada resistência do artefato deixou-o atônito diante do fenômeno surpreendente. 

O subterrâneo ecoava com rugidos e gritos, enquanto o dragão, tendo o corpo de Malachias como alvo, atingia seu objetivo vorazmente. Com um movimento rápido e devastador, a fera engolia mais um corpo, agora carregado com os escassos ou talvez nenhum artefato mágico que antes foram arrebatados pelos jovens. O estrondo retumbante do evento reverberava pelas paredes da caverna, criando uma atmosfera ainda mais carregada de tensão e desespero.

Enquanto o líder dos Dragões de Sangue era arremessado pelos ares, percebeu a horda de criaturas sendo atraída para o festim do dragão. Harley também foi lançado, aterrissando com um impacto violento.

Ele sentiu a energia do subterrâneo pulsar ao seu redor. As criaturas, agora enlouquecidas, desencadeavam uma batalha selvagem entre si. No entanto, o dragão, insatisfeito por não ter adquirido nenhum artefato mágico do corpo de Malachias, virou-se furiosamente em direção a Sergio. Este, por sua vez, observava a cena, ciente de que agora era o próximo alvo da fera enfurecida.

As duas cabeças da fera mítica encaravam atentamente o jovem líder do clã Dragão de Sangue, cada uma delas emanando um tipo diferente de poder. A primeira cabeça, com olhos faiscantes, exalava uma aura que gerava desestabilidade mental. A segunda, com chamas dançantes, emanava um calor abrasador. A dualidade de seus poderes fazia do dragão uma ameaça ainda mais formidável.

Sergio, ágil e calculista, viu a besta se lançar em sua direção com ódio desenfreado. Concentrando-se, ele aumentou a velocidade por entre os destroços, seus passos ágeis e movimentos calculados permitiam que ao se aprofundar no subterrâneo usasse o ambiente para restringir um pouco ou mesmo atrasar a mobilidade do dragão descontrolado. 

O calor abrasador da chama da segunda cabeça se aproximava, mas Sergio, com agilidade inigualável, esquivava-se com precisão milimétrica.

A estratégia do líder dos Dragões de Sangue era clara: encontrar Harley e, ao mesmo tempo, usar a fúria do dragão a seu favor. A cada passo, Sergio traçava um caminho ardiloso, criando uma dança caótica de chamas e sombras. Ele avançava em direção ao jovem, que, por sua vez, aguardava com as adagas prontas para o confronto.

Num momento estratégico, quando o jovem líder do clã Dragão de Sangue estava prestes a se confrontar com Harley, ele com um gesto rápido, ativou seu medalhão, trocando de lugar com uma de suas sombras demoníacas. O dragão, cego pela fúria, investiu contra a sombra no lugar de Sergio.

A sombra demoníaca, porém, era efêmera, e desapareceu no último instante antes do impacto. A energia mágica absorvida pela sombra retornou ao medalhão. Agora, estrategicamente posicionado ao lado do corpo de Astrid, o jovem líder do clã Dragão de Sangue não perdeu tempo e apropriou-se dos artefatos mágicos que pertenciam à maga caída.

A manobra de Sergio, calculada e astuta, não só lhe proporcionou novos artefatos, mas também colocou o dragão em rota de colisão com Harley. O líder dos Dragões de Sangue sorriu de maneira sutil ao perceber a iminente confrontação entre o seu inimigo e a besta alada.

Enquanto o dragão avançava ferozmente na direção de Harley, já este preparava-se para o embate. As adagas brilhavam com energia mágica, refletindo a sua determinação.

Ele habilmente empregou o constructo de energia mágica em forma de adaga gigante invisível, previamente criada e suspensa diante dele, para um ataque frontal surpreendente contra o dragão. O impacto imprevisto pegou a criatura alada de surpresa, proporcionando a ele uma vantagem momentânea. 

Aproveitando-se dessa oportunidade, o jovem moldou novamente o constructo, transformando a adaga gigante em uma corrente maciça que envolveu o corpo imponente do dragão. Ao ter suas asas aprisionadas, a criatura foi forçada a tombar no solo, vendo sua aerodinâmica de voo severamente afetada. 

Nos olhos do dragão, a fúria parecia ter alcançado novos níveis, manifestando-se em sua expressão enquanto, com uma combinação de força bruta e um jato de fogo, ele destruía o construto que o mantinha preso.

Ao contrário de Malachias, cujas habilidades na criação de constructos eram marcadas pela complexidade e detalhes elaborados, Harley, devido à sua inexperiência com o novo poder mágico, adotava uma abordagem mais simples e direta na construção de seus próprios constructos. 

Diante da magnitude e versatilidade desse poder recém-adquirido, ele muitas vezes optava por formas mais robustas e tradicionais, refletindo não apenas sua falta de familiaridade, mas também a necessidade de resposta imediata diante das ameaças que se apresentavam. 

Essa abordagem pragmática e menos ornamentada do jovem destacava não apenas sua inexperiência, mas também sua necessidade de se adaptar rapidamente às complexidades do uso do artefato mágico, moldando a energia de maneira eficaz, mesmo que de forma mais direta. Essa simplicidade, no entanto, poderia se transformar em uma vantagem, já que a eficácia direta de seus constructos poderia ser uma surpresa estratégica para seus oponentes.

Com um gesto habilidoso, Harley ergueu uma montanha feita de energia mágica abaixo de um grupo de criaturas, elevando-as ao cume de sua construção.

Em uma sequência hábil, o jovem esculpiu uma estrutura cilíndrica semelhante a um escorregador mágico. Ele direcionou, com precisão, uma considerável quantidade de criaturas do topo desse constructo de energia mágica para a área onde Sergio havia se teletransportado ao trocar de posição com uma de suas sombras demoníacas. Essa manobra deixou seu adversário completamente imerso em uma nova luta pela sobrevivência contra uma quantidade imensurável de criaturas enfurecidas.

Simultaneamente, Harley criou várias muralhas de energia mágica em fileiras, tentando conter o avanço do dragão de duas cabeças. Essa manobra diminuía um pouco a mobilidade da fera.

A engenhosidade dele não se limitava a isso. Ele concebeu outro escorregador, orientando mais criaturas do topo de sua construção para serem lançadas como projéteis em direção ao dragão. Apesar de ter apenas metade do tamanho do escorregador anterior, era o suficiente para conduzir as criaturas na trajetória desejada. 

À medida que as criaturas atingiam uma certa distância, cessavam o escorregamento e caíam, intensificando o impacto. Essa estratégia, valendo-se da gravidade, aumentava o peso e a intensidade do ataque contra a fera.

Neste mesmo momento, Isabella emergiu de seu esconderijo, um buraco estratégico à beira de um despenhadeiro, que a mantivera segura e fora do alcance dos dragões e das criaturas. Ela avançou corajosamente para ajudar Sergio, lançando sua chuva de adagas com maestria para aliviar um pouco da pressão sobre ele. Enquanto as lâminas cortavam o ar em direção às criaturas, o jovem líder do clã Dragão de Sangue aproveitava a oportunidade para reorganizar sua posição.

Harley, percebendo a momentânea distração do dragão com sua tática, também se movia rapidamente em direção ao local onde os outros dois jovens estavam. Ele entendia que, sem outra sombra demoníaca no campo de batalha, seu inimigo não teria uma nova oportunidade de escapar. 

Com o dragão temporariamente focado em outros desafios, a ameaça iminente seria compartilhada, oferecendo a ele novas oportunidades tanto para se defender quanto para possivelmente eliminar Sergio de uma vez por todas.

A colaboração inesperada entre Isabella e Harley delineava um momento tenso e imprevisível. O jovem líder do clã Dragão de Sangue, por sua vez, recebia o suporte de Isabella enquanto se esquivava das investidas das criaturas. A proximidade entre os três jovens aumentava a complexidade da batalha. 

Olá, eu sou o Val Ferri Sant. Ana!

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