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A afirmação de Max deixou-me surpreso. Se todos foram paralisados não apenas no bar, o que seria isso que estava acontecendo com o meu corpo? Era perturbador pensar que algo além do meu controle estava acontecendo. Primeiro, perdi a consciência enquanto carregava Ui e agora isso.

No entanto, se essa habilidade era realmente minha, era algo incrivelmente interessante. Se eu pudesse dominá-la, poderia até mesmo aprisionar uma cidade inteira. Mas dominar seria um desafio. 

Embora eu pudesse usar minhas habilidades com facilidade, aprender a controlar essa energia de forma consciente era algo totalmente novo para mim. Era como se fosse um instinto inato, algo que eu já soubesse fazer intuitivamente. Se eu quisesse explorar plenamente, teria que treinar mais minha energia demoníaca, embora não tivesse encontrado nenhum registro sobre como fazer isso até agora.

— Izumi?

Com o tempo, vou aprender mais sobre esse poder. Como tem sido nos últimos anos, quanto mais eu o uso, mais clareza terei sobre ele. Estou confiante de que, com dedicação e prática, poderei desvendar todos os segredos e limitações.

— Izumi!

— Que foi?

— Me diga como fizeste isso?

Eles estavam ávidos por entender como eu havia feito aquilo, provavelmente planejando usar essa informação contra mim mais tarde. A visão deles como um grupo de hipócritas sem uma solução clara para seus próprios interesses só aumentava minha desconfiança.

— Não é do vosso interesse. E tchau.

Ativei meu super speed Iz e desapareci, movendo-me rapidamente pela cidade. Ao entrar na casa do velho, fui tomado por um forte cheiro de demônio e comecei imediatamente a rastreá-lo. À medida que me aproximava, percebia que esse cheiro vinha do meu próprio quarto. Meu coração começou a bater mais rápido e uma sensação estranha se apoderou de mim. Num instante, sem nem perceber, já estava perto de Ui.

— O que você está fazendo aqui?

— Oh! Inseto.

Não conseguia entender o que ele estava fazendo ali, especialmente considerando que a última vez que o vi foi no portão. Era possível que ele estivesse rondando a cidade, aguardando o momento certo para se infiltrar.

— Cuidado com o que falas. Qualquer movimento brusco, morres — proferi essas palavras enquanto retirava minhas espadas das bainhas, o metal ressoando em um som afiado que cortava o ar ao meu redor.

— Inseto, espera! Estou aqui para ajudar — disse com medo, suas palavras mal sussurradas enquanto tremia diante da minha própria intenção assassina.

— Ajudar?

— Sim, eu senti que sua energia demoníaca estava muito baixa e vi correndo.

— Energia demoníaca? Do que estás falando? Não estás me enrolando?

— Ela não te contou?

— Contar o quê?

— Sobre o pacto. Eu e essa Inseta fizemos um pacto e não se preocupe, ela não vai morrer.

— Quê, ela está viva?

— Sim. Por pouco eu pude partilhar um pouco da minha energia e ela sobreviveu.

Mesmo estando fraco, percebi que meus sentidos estavam mais aguçados do que nunca. Conseguia ouvir claramente o coração dela batendo, como se estivesse ao alcance da minha mão. Essa sensação era familiar, como se algo dentro de mim estivesse despertando. Lembrei-me da luta no bar, onde experimentei algo semelhante. Era como se estivesse alcançando um novo nível de consciência, uma conexão mais profunda com meus próprios poderes demoníacos.

— Me conte mais sobre esse pacto.

— A aliança entre insetos e demônios através de pactos é uma prática complexa. Os demônios, seres de energia negativa, buscam insetos cujas energias sejam compatíveis com as suas. Esses insetos são geralmente indivíduos dotados capazes de resistir à corrupção da escuridão.

— Continue.

— Quando um pacto é formado, ocorre uma fusão das energias positivas do inseto com as energias negativas do demônio. Esse processo desencadeia uma transformação, amplificando os poderes naturais do inseto e concedendo-lhe habilidades sobre-humanas. 

— Entendo.

Como um mestiço, tenho tanto a energia positiva quanto a negativa dentro de mim. No entanto, enquanto sempre fui capaz de acessar e utilizar a energia negativa com facilidade, a energia positiva permaneceu inexplorada. Parecia estar adormecida dentro de mim, aguardando para ser despertada e dominada. Talvez agora, com essa sensação de aumento de poder e conexão com meus instintos mais profundos, seja o momento de começar a explorar essa outra faceta de mim mesmo.

— Agora vá.

— Sim, inseto.

O inseto partiu em disparada enquanto eu me sentei ao lado da cama, observando Ui. Um sentimento de alívio tomou conta de mim mais uma vez. Percebi que não tinha coragem de matar essa mulher, não suportaria vê-la morrer. Talvez seja porque ela me lembrava tanto você, mãe. A forma como ela se importava comigo era reconfortante, mesmo que minha mente insistia em negar.

Eu estava sério quando a olhava, acariciei delicadamente seu rosto e deixei meus pensamentos vagarem:

Eu vou te proteger.

Sentado na cama, virei as costas, aguardando que ela acordasse. No entanto, outro dia chegou e ela continuava adormecida. O sentimento de preocupação começou a incomodar, pois temia que isso me desviasse do meu objetivo. Decidi protegê-la, mas se isso me impedisse de alcançar minhas metas, precisaria tomar uma decisão.

Eu sabia que, em última instância, teria que encontrar um equilíbrio entre protegê-la e perseguir minhas metas. Não podia permitir que o medo ou a hesitação me dominassem. Era hora de agir, mas precisava escolher sabiamente o próximo passo.

— Izumi?

Quando ela disse isso, um imenso alívio inundou meu ser, como se eu tivesse estado preocupado com ela mais do que imaginava. A sensação de tensão que me consumia começou a diminuir, e consegui me acalmar um pouco antes de responder:

— Acordou?

— Sim.

— Me desculpe.

— Sim, eu aceito suas desculpas.

Eu não costumo pedir desculpas, mas naquele momento, senti uma sinceridade genuína em minhas palavras. Estava preparado para enfrentar seu ódio, porém, vê-la aceitar minhas desculpas me pegou desprevenido.

— Por quê? Eu quase te matei. Devias me odiar — disse calmamente, embora por dentro eu estivesse tomado pela curiosidade de compreender o que a fazia agir dessa maneira.

— Sim, eu realmente fiquei triste, mas… eu não sei, quando vi você em conflito consigo mesmo, eu não conseguia não te perdoar — disse com voz baixa, sem saber se ela estava triste ou aliviada.

— …

Não conseguia encarar seu rosto. Um misto de sentimentos me invadia, mas não conseguia identificar exatamente o que estava sentindo. A ideia de olhar diretamente para ela neste momento me parecia constrangedora demais.

— Mas isso não quer dizer que vou deixar assim — sussurrou as palavras suavemente enquanto me envolvia por trás, seus braços formando um abraço.

— Hum?

— De agora em diante não vais me afastar. Ok?

— Sim.

Eu não via motivo para negar, afinal, ela era a única pessoa no mundo que me enxergava além da simples aberração que outros viam, e talvez isso fosse o que me fazia verdadeiramente feliz.

— E também… 

Ela permaneceu em silêncio por alguns instantes, e pude ouvi-la se movendo, emitindo alguns gemidos como se quisesse dizer algo.

— Fazer…

— …

— Sexo… comigo.

— Isso é impossível.

— Por quê?!

— Ele não sobe.

— Como tens certeza?! Com esforço, ele sobe sim!

— Peça outra coisa.

— Então… Um beijo.

— Tudo bem.

— Serio!!!

— Sim

— Viva!!!

Olá, eu sou o Black Shadow!

Olá, eu sou o Black Shadow!

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