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— Hmm? Se for o Bate da Avenida Caramelo…

Meu pai inclinou a cabeça, ele conseguia ouvir o mordomo porque estava sentado bem ao meu lado.

— Tia, não é o nome da sua loja de sobremesas favorita, a Avenida Caramelo?

Num instante, as pessoas ao redor da mesa olharam para mim.

— Sim, Bate é o gerente da loja lá.

Respondi naturalmente, fingindo limpar a boca com um guardanapo, escondendo minha expressão.

— Mas não tem como ele ter feito uma entrega a essa hora.

As pessoas não sabem que Bate é um informante que trabalha para mim.

Sempre que vem até mim, ele faz parecer que trouxe sobremesas.

Mas, naquela mesa, apenas uma pessoa, Clerivan, que conhece a identidade de Bate, estava me olhando com o rosto tenso.

Aconteceu algo.

É o que Clerivan talvez esteja pensando.

Bate, que originalmente deveria se encontrar comigo amanhã de manhã, não pôde esperar e veio pessoalmente até mim.

Mesmo arriscando o disfarce.

Finalmente, ergui um copo de água e disse, enxaguando levemente a boca.

— Parece que houve um problema ao expandir o negócio para um restaurante. Então disse a ele para vir me encontrar porque não importa mesmo depois do horário comercial. Ele é quem trouxe sobremesas para a mansão muitas vezes desde que eu era criança.

— Oh, não. Espero que não seja algo grande.

— Eu sei, né.

Concordei como se estivesse tudo bem, mas me levantei imediatamente.

E falei com Clerivan.

— Só por precaução, preciso de um conselho de alguém no topo. Por que não vem comigo, Clerivan?

— Terminei minha refeição, então vamos lá.

Clerivan respondeu, dando de ombros deliberadamente, como se estivesse tudo bem.

— Onde o Bate está me esperando, John, o mordomo?

— Eu o conduzi ao escritório.

Afinal, John foi mordomo por décadas desde o meu avô.

Embora ele não soubesse os detalhes, parecia ter percebido que Bate não era apenas o dono de uma loja de sobremesas.

— … vamos.

Enquanto saíamos da sala de jantar lotada e entrávamos no corredor silencioso, eu e Clerivan aceleramos gradualmente o passo.

Bate sorriu educadamente para o cavaleiro da Lombardi enquanto ele ficava ao lado do escritório do responsável, observando-o.

Era para monitorar os estranhos que ocupavam sozinhos o espaço de trabalho do responsável pela casa.

— Devo ter te visitado tarde demais.

Ele tentou dizer isso, mas o que voltou foi o olhar reprovador do cavaleiro, como se estivesse perguntando ‘Você me pergunta porque eu não sei?’

Bate sorriu novamente para o artigo e apertou a mão que escondia dentro da manga mais uma vez.

O rosto sorridente que ele fazia por hábito parecia estranho, mas esse era o limite por enquanto.

Havia um nervosismo inevitável em seus olhos enquanto olhava para a porta do escritório em busca de sinais de popularidade.

Cerca de dez vezes assim, olhando para uma porta fechada.

Clique.

— Já faz um tempo, Bate.

Florentia entrou, balançando a barra de seu vestido longo.

— Estive de alto astral, Matriarca.

Ao mesmo tempo, Bate, que se levantou da cadeira, inclinou profundamente a cabeça em cumprimento.

E, como sempre, havia um Clerivan impassível atrás dela.

Foi um tempo muito curto, mas Clerivan e Bate trocaram olhares firmes.

— Você está liberado para sair.

Tia disse, fazendo um gesto leve ao cavaleiro que ainda guardava um canto do escritório.

— Sim, Matriarca.

Assim que o cavaleiro saiu do escritório, e os passos se afastaram, ela virou a cabeça e perguntou.

— O que houve?

— Chanton Sushou se moveu.

Bate deu a Florentia um resumo do que ele escondeu nos braços.

Ele disse: — Por ordem de Sua Majestade o Imperador, ele liberou o homem do topo que estava sendo detido, mas parece que ele vai verificar por razões de segurança. E isso foi o que Chanton Sushou enviou para o Oeste hoje em uma mensagem de emergência em sua propriedade.

Reforce os pontos de controle acima da Lombardi e da Corporação Pellet, não deixe passar.

Claro que não havia dúvida de como ele havia examinado o registro de Chanton Sushou.

— E?

Isso não podia ser tudo.

Os olhos verdes de Florentia, sem riso, olharam para Bate como se o estivesse apressando.

— E esta é a informação que surgiu hoje da região Tamal, uma das propriedades de Sushou.

A construção do porto foi retomada.

A construção da topografia da bacia do Rio Nokta é realizada em segredo.

— Não é em Tamal que Sushou tentou abrir o porto no ano passado e falhou?

Clerivan franzia a testa enquanto rapidamente colocava o mapa sobre a mesa do escritório.

Tamal era uma cidade localizada mais abaixo no rio Nokta do que Chesail.

Olhando brevemente o mapa, Florentia perguntou a Bate:

— Qual é a localização exata onde ele está organizando o terreno?

— Aqui e aqui. No entanto, não é uma divisão, é um reforço.

— Ele está reforçando?

Isso não fazia sentido algum, Clerivan sorriu ironicamente.

Sushou está construindo um porto na estrada para o leste, mas está construindo um porto em vez de expandi-lo para que seja acessado mais facilmente?

E com o pensamento passando por sua cabeça, ela se aproximou do mapa.

— Certamente…

— Está ficando ruim, realmente.

A voz calma de Florentia ressoou no escritório.

— Como a água não pode ser bloqueada, será que ele quer bloquear a parte inferior do rio?

Os dois lugares apontados por Bate no mapa eram pontos onde brotos venenosos surgiam a partir da parte inferior do largo rio Nokta.

E, conforme informado, se reforçasse a lacuna entre os dois pontos, a largura do rio seria reduzida, embora fosse um trecho curto.

É como um posto de controle.

— É por isso que ele fez uma cortina de fumaça.

Sushou teme que Florentia interfira na construção.

Clerivan e Bate ficaram tensos ao mesmo tempo em que Florentia murmurava.

Eles se culpam porque isso aconteceu devido à falta de suas próprias habilidades.

— Estou muito envergonhado, Matriarca.

De qualquer forma, Bate, que desempenha o papel de olhos e ouvidos de Florentia, baixou a cabeça.

— Eu deveria ter percebido antes…

Florentia, que ficou em silêncio por um momento mesmo após o pedido de desculpas de Bate, balançou a cabeça.

— Não, não é que Bate não tenha conseguido desta vez. Chanton Sushou fez um bom trabalho. É meio irritante.

Depois disso, ela ficou em silêncio novamente.

Ela pegou uma cadeira próxima e se sentou apoiando-se no encosto.

Então, batendo com os dedos no braço da cadeira, ela mergulhou em pensamentos.

Mas não havia sinal de frustração em seu rosto.

Nem era a face de alguém lutando para superar o problema.

Sua aparência se assemelhava à de um lutador tentando tomar uma decisão, se usaria ou não a mão que tinha em seu poder.

Assim que obteve informações sobre o que Chanton Sushou estava fazendo, Bate, que estava apressado, relaxou as tensões em sua mão, que estava segurando firmemente até então.

‘Se é a Matriarca.’

É vago, mas é porque havia essa profunda fé.

Após tantos pequenos barulhos, ela de repente perguntou a Bate.

— E ‘aquele trabalho’? O que aconteceu?

— Oh, isso…

Bate deu uma olhada furtiva em Clerivan e respondeu.

— Eu verifiquei. Como a Matriarca disse, é na região sudeste. Além disso, os estudiosos enviados pelo responsável da casa de Herringa também concluíram o experimento.

— Como está funcionando?

— Dizem que estão satisfeitos.

— Como esperado.

Florentia assentiu com a cabeça, como se estivesse convencida de algo.

Então ela voltou aos seus pensamentos, com um sorriso estranho nos lábios, estreitando ligeiramente os olhos.

Assustado.

Clerivan, que viu a expressão de Florentia, sussurrou baixinho.

— Quando vejo o rosto da Matriarca assim, sinto um pouco de pena por Chanton Sushou.

— O Sir Clerivan pensa assim? Na verdade, eu também…

Quando um forte vínculo foi formado entre os braços esquerdo e direito da Matriarca de Lombardi.

— John.

— Sim, Matriarca.

— Por favor, chame Violet, não, o chefe da Pellets Corporation, no restaurante.

— Tia, você tem certeza de que está tudo bem?

Gillieu me perguntou com a testa franzida, como se não gostasse.

— Está tudo bem, quantas vezes você vai perguntar.

— Mas de repente, você vai começar sua viagem uma semana antes.

Alguns dias depois da visita de Bate.

Eu estava verificando minha bagagem em uma carruagem de passageiros que me levaria para as proximidades de Lombardi.

Mesmo assim, havia apenas algumas roupas prontas para vestir da loja de roupas do meu pai e alguns itens essenciais para uma viagem de carruagem.

— Não seria melhor para mim e Gillieu irmos juntos?

Mairon disse, sacudindo a roda da carruagem desgastada para que os tendões ficassem tensos contra seus braços fortes, como se estivesse ansioso.

— Estou preocupado de qualquer forma.

— Sim, o disfarce é bom, mas é muito perigoso. Você está indo para o leste sozinha sem nós como escolta.

Depois de muito tempo, os dois homens,

que criavam sombras tão grandes quanto seus corpos fortes, se mostravam como primos irmãos.

Quando os pequenos que só me perseguiam cresceram assim.

Com um sentimento especial, dei tapinhas nos ombros de Gillieu e Mairon um de cada vez.

— Quem está sozinha. Eu não estou indo sozinha.

Quando disse isso, alguém que acabara de terminar de verificar o outro lado da carruagem se aproximou e me informou.

— Tia, você está pronta.

Era Perez, que usava roupas comuns prontas para vestir, assim como eu, que limpava casualmente as mãos empoeiradas.

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Olá, eu sou o Babi.Bia!

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