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— Huuk!

Vieze, que estava bebendo água, tossiu até ficar com o rosto vermelho.

Rulak esperou em silêncio, sem dizer mais nada, até que a perturbação de Vieze terminasse.

— Sair da mansão?!

Vieze gritou com Rulak.

— Para onde eu devo ir quando sair da mansão?!

— Bem, isso é você quem decide.

Mesmo com a raiva de Vieze, Rulak não respondeu precipitadamente.

Do começo ao fim, ele respondeu com uma voz seca.

Foi uma atitude totalmente superficial.

Vieze não estava familiarizado com a aparência de seu pai.

Ele também estava com medo.

Aqueles olhos castanhos sempre olhavam para eles de forma desagradável.

No entanto, mesmo com aqueles olhos rígidos, algo como a compaixão ou afeição de seu pai sempre existiu.

Mas agora, Rulak estava olhando para ele como se estivesse lidando com um perfeito estranho.

— Eu já disse a Lorels. Ele disse que iria para a Ginefolk Street, a casa de sua esposa.

— Mas pai…

Vieze se aproximou, balançando para cima e para baixo na beirada da cadeira.

Ele estava pensando em tentar resolver o problema por conta própria.

— Eu nem tenho mais mulher! E então Angenas era…

Vieze falou com uma cara e uma voz que sempre tocou o lado fraco de seu pai.

Certamente, você não vai jogar fora seu filho mais velho, certo?

— Como estão Seral e Velsac?

Perguntou Rulak.

— Sim? Oh, aqueles dois…

Vieze não conseguiu responder facilmente.

Foi natural.

Disseram-lhe que Velsac fora libertado, mas nunca mais viu seu rosto desde então.

O mesmo acontecia com Seral.

Um dia, ele voltou da bebida e descobriu que todos os objetos de valor de sua esposa haviam desaparecido da casa.

— … Cara patético.

Rulak disse enquanto estalava a língua.

— Você não sabe o que está acontecendo com sua esposa e filhos… Mesmo assim, você deveria ter pensado em cuidar de sua família.

— Você tem alguma ideia de onde Seral e Velsac estão?

— Você não merece saber.

Rulak disse e estalou a língua mais uma vez.

— Não vou falar muito, Vieze. Estou pensando em entregar Lombardi para Flore mais cedo ou mais tarde. Então você sairá antes disso. Esta é a última coisa que você pode fazer pelo futuro de Lombardi.

— Flore! Flore! O pai só reconhece uma menina que não tem raízes!

Vieze levantou-se de um salto e gritou alto.

— Aquela garota vai liderar essa família? Você deu tudo a ela! Ha! O Império inteiro vai rir! Você entregou a família para uma neta que nasceu de uma andarilha! Você ficou senil!?

Vieze cuspiu e tirou sangue do pescoço.

— É tudo mentira que Pellet é dela! Ela é gananciosa e perversa desde criança, então você não sabe o que ela pode ter feito!

Seu corpo, encharcado de álcool, não conseguiu gritar por muito tempo.

— Haa.. Ha… haaa.

Vieze, que havia enxugado rudemente a área ao redor da boca com uma barba suja usando as mangas, disse, apontando o dedo para o pai.

— Você está arruinando esta família agora com suas próprias mãos! Esta grande família! Você está administrando Lombardi!

— Você acha mesmo?

Rulak perguntou baixinho.

— O que você acha que teria mudado se você se sentasse aqui, Vieze?

— Isso e…

Vieze tentou dizer que era óbvio.

Mas ele estava sufocado.

Ele não sabia por quê.

No entanto, por mais que ele tentasse, as palavras ‘Eu teria feito melhor’ não saíram.

Rulak suspirou tristemente enquanto observava Vieze, cuja boca estava bufando como um peixinho dourado.

Em seguida, puxou uma carta da mesa e entregou-a a Vieze.

— A caligrafia de Velsac…

Com as mãos trêmulas, Vieze abriu a carta.

Continha a situação atual de Velsac e Seral, que ele transmitiu calmamente por uma escrita mais fina do que sua própria memória.

— Flore cuidou de Velsac até o fim.

Rulak disse para Vieze.

— A Imperatriz tentou usar um homem para matar Velsac e disfarçar sua morte como suicídio.

— … O que… suicídio?

— Deve ter sido a intenção de fazer de Velsac um bode expiatório para Astana. Mas Velsac foi capaz de se safar graças a Flore.

— Então…

— Essa foi a primeira coisa que ela fez depois que se tornou a sucessora da família. Não só isso, mas Seral e Velsac também encontraram uma casa para viver em paz.

Rulak apontou para a carta na mão de Vieze.

— É uma carta de Velsac para agradecê-la por isso.

Vieze terminou de ler a carta de Velsac com olhos trêmulos.

Embora fosse um papel de carta de baixa qualidade incomparável ao que eles usavam na mansão Lombardi.

Algumas linhas de escrita foram suficientes para dizer que a vida de Velsac era muito mais estável do que antes.

[… Me desculpe e agradeço. Por favor, certifique-se de entregar minhas desculpas a Florentia, não, a Vice Patriarca de Lombardi. Espero à distância que só haja paz no caminho à frente de Lombardi…]

Velsac estava se desculpando sinceramente.

— Flore fez um trabalho melhor do que qualquer outra pessoa.

Abraçar e proteger os familiares, deixando de lado os sentimentos pessoais.

Esse era o dever mais importante do Patriarca.

— Então, Vieze, eu responderei por você. Você não seria um bom chefe de família. E Lombardi se tornará ainda maior sob a liderança de Florentia.

As palavras de Rulak continham uma convicção inabalável.

Vieze tinha um rosto preocupado, a cabeça baixa.

E ele soluçou.

— Eu não era bom o suficiente… Eu estava faltando…

Vieze estava realmente se arrependendo.

Mas era tarde demais.

— Quando o próximo sucessor é decidido, quem compete com ele pode escolher. Ou deixar a família, ou trabalhar para a família com a permissão do sucessor.

Os irmãos de Rulak também deixaram a família e metade permaneceu.

É um processo inevitável.

— Mas agora você não tem escolha. É uma punição pelas coisas estúpidas que você fez.

Rulak silenciosamente continuou sua sentença contra Vieze.

— As pessoas não mudam. A ideia de que um pouco de iluminação agora fará de você uma pessoa diferente é apenas uma esperança tola. Então vá embora, é tarde demais.

Nesse momento, Rulak só pensava em Flore para sucedê-lo.

Ele fez a escolha de deixar sua neta herdar a família.

— Antes que Flore tome conta da família, faça as malas e saia da mansão. Você não precisa dizer mais nada.

Vieze olhou para Rulak por um momento em vão.

Agora ele percebeu que não tinha mais nada.

Sem casa, sem família.

Foi um fato inesquecível mesmo que ele bebesse todo o álcool do mundo.

Vieze baixou calmamente a carta de Velsac na frente de Rulak.

E, finalmente, ele se curvou para seu pai e foi embora.

Ele estava prestes a sair do escritório principal com um passo fraco.

— Vieze.

Disse Rulak.

— Não beba muito álcool. Cuide da sua saúde.

Era o último pedido que um pai poderia fazer ao filho.


Eu e Crenny jantamos juntos como prometido.

Gillieu e Mairon, que estavam de férias, também vieram depois de ouvir a notícia e nos reunimos pela primeira vez em muito tempo.

— Perez ainda é tão popular na Academia?

— Claro! O Segundo Príncipe é uma lenda! Uma lenda!

Mesmo na academia, o espírito de fã de Crenny ainda estava lá.

Ele esqueceu completamente que Perez não conseguiu reconhecê-lo e mostrou uma atmosfera assustadora.

— O Segundo Príncipe lembrou do meu nome!

Então é assim.

Sim, Sim. Não é o coração de um fã ficar feliz apenas por receber atenção?

Enquanto acariciava a cabeça de Crenny como fazia quando era criança, eu disse.

— Eu deveria ter ido para a academia. Parece divertido.

— Se minha irmã fosse para a academia… parece ótimo.

Crenny cobriu a boca e murmurou o que havia imaginado.

Mayron enche uma taça de vinho tinto na frente de Crenny e diz.

— Então teria sido bom para nós segui-la. Não é, Gillieu?

No entanto, a quantidade que ele despejava era muito grande.

Crenny está amadurecendo apenas este ano e tem uma tolerância muito fraca ao álcool.

Olhe para o rosto dele ficando vermelho.

Eu disse, puxando a taça de Crenny de volta.

— Mayron, se Crenny ficar bêbado, você terá que levá-lo nas costas.

Mairon pegou o copo que ele serviu para Crenny e colocou menos da metade dessa quantidade na frente de Crenny com um novo copo.

— He He.

Crenny sorriu, pegou a taça e bebeu o vinho.

Então perguntei aos gêmeos.

— Então, vocês dois continuarão nos Cavaleiros de Lombardi?

— Nós? Bem, acho que sim.

— Não sei sobre Mayron, mas meu objetivo é ser um comandante dos Cavaleiros de Lombardi.

— O quê? Você é mais fraco do que eu!

Gillieu e Mairon começaram a discutir novamente.

No entanto, o rosto de Crenny olhando para os dois é estranho.

Ele parecia com inveja e também parecia triste.

— O que está errado, Crenny?

— Ah… Sim.

Crenny respondeu depois de bebericar o vinho novamente.

— Eu só queria poder ficar assim para sempre. Isso seria um pouco difícil, certo? Eu quero ver a irmã Larane também.

Crenny sorriu amargamente.

Eu tinha uma ideia aproximada do que estava acontecendo.

— Acho que o avô conversou com o seu pai.

— Uh, como você sabia…

Crenny arregalou os olhos, aparentemente surpreso.

E logo ele disse em uma voz sombria.

— Meus pais estão pensando em levar a mim e meu irmão para Ginefolk.

Eu concordei.

Pelo menos ele tem uma esposa para quem voltar.

Não é uma situação tão ruim para Lorels.

Crenny bebe um gole de vinho novamente.

— Ainda quero que minha irmã venha à minha cerimônia de formatura… Heup!

— Se você bebe álcool, tente comer isso.

Enfiei um biscoito de queijo na boca de Crenny, sorrindo com uma cara amarga que não combinava.

— Oh, obrigado.

— Então, o que você quer dizer, Crenny?

Eu descansei meu queixo com uma das mãos enquanto olhava para Crenny.

— Eu vou ouvir você, então diga.

— Irmã…

Crenny hesitou.

No entanto, a hesitação não durou muito.

Logo, ele olhou diretamente para mim e abriu a boca.

— Quando eu era jovem, por que minha irmã me fazia ler tantos livros? Não sei por quê. Só li porque gosto de estar na biblioteca com minha irmã.

Depois que ele começou a falar, não houve gagueira.

Sim, esse é o meu primo mais novo que foi educado por mim desde cedo.

— Mas quando estudei na academia, percebi isso. As coisas que minha irmã me ensinou foram úteis para o meu futuro.

A voz que parecia um pouco trêmula no início também se estabilizou gradualmente.

— E quanto mais eu estudava, mais pensava que não ia funcionar. Porque meus estudos não tinham propósito. Então pensei sobre isso. Onde quero gastar meu conhecimento?

— Então, que resposta você encontrou?

— Eu quero trabalhar para Lombardi, irmã.

O rosto vermelho de Crenny ficou ainda mais vermelho.

No entanto, seus olhos brilhantes não tremeram.

— Eu quero ajudar minha irmã que vai ser a Matriarca de Lombardi. Por favor, me permita, irmã.

Olhei para Crenny por um momento e, em seguida, assenti lentamente.

— Que assim seja.

— Realmente?!

— Por que você acha que eu te ensinei cedo, Crenny?

Assim como meu avô, precisava de mim na minha vida anterior.

Também preciso de alguém em quem possa confiar e que também possa me ajudar em meu trabalho.

É por isso que pensei que seria bom se Crenny, o mais brilhante dos meus primos, pudesse ocupar o lugar.

— Em vez disso, você não deve perder a posição superior até se formar. Isso significa que não negligencie seus estudos.

— Sim! Eu consigo fazer isso bem!

Crenny respondeu em voz alta.

— Bom! É um bom dia, então vamos beber!

— Estou abrindo mais uma garrafa!

Como se os gêmeos tivessem esperado, eles puxaram duas novas garrafas de vinho vintage e disseram.

— O que devo beber primeiro?

— Eu não sei de nada!

— Espere.

Os gêmeos, na esperança de derramar vinho em sua mão direita, pararam felizes com minhas palavras.

Eu espio a garrafa.

— Não esse, aquele.

Eles não sabem de nada.

— Esse é mais delicioso. Abra rapidamente.

— Certo!

Enquanto os gêmeos abriam a nova garrafa, contei a Crenny, relembrando a carta que chegara esta manhã.

— Nós poderemos encontrar Larane em breve.

Então Crenny sorriu timidamente e acenou com a cabeça.

E você sabe o que quero dizer quando digo que aquele rosto sorridente foi a última lembrança daquela noite?


Ao mesmo tempo.

Perez estava descendo as escadas para a masmorra.

O som de sapatos pesados ​​ecoou no ar úmido e frio.

— Oh, você está aqui, Sua Alteza!

— Quanto ao pecador?

— Está ali!

Um soldado que guardava a porta da prisão atendeu com voz firme e seguiu em frente.

Pouco depois de caminhar, Perez parou na frente de uma prisão.

E ele disse para a pessoa sentada com as costas retas em uma cadeira surrada.

— Você está tendo uma noite tranquila, Imperatriz?

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Olá, eu sou o Babi.Bia!

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