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Todos decidiram ir dormir. Aquele evento de bolhas lunares só acabaria ao amanhecer, mas não era como se funcionários que trabalham de manhã à noite pudessem aproveitar isso sem se atrasar no trabalho. Em geral, o dia foi ótimo para o garoto. Se divertiu no encontro, viu um dragão pela primeira vez e teve esse evento.

Sua vida estava muito boa até o momento, sem mortes, sem perigos, claro que, ainda havia a questão com o Rei Demônio, mas deixou isso nas mãos de Angel. Ele confiava o bastante na garota para isso. Ela era sua amiga, uma pessoa legal e seu Anjo da Guarda. Além disso, era muito forte, e salvou sua vida e a vida de Rishia. Então, decidiu não se preocupar com isso e apenas curtir o momento.

Esticou-se na cama e se cobriu, completamente animado para dormir e acordar no dia de amanhã, e ver o que ele o reservava.

Ainda se podia ver as bolhas lunares pela sua janela, e, como elas refletiam a luz da lua, a iluminação em seu quarto causado pela lua estava mudando gradualmente de cores.

— Cara, que sono.

Bocejou, enquanto se cobria e se preparava para dormir.

[Tenha bons sonhos, meu mestre.]

— Você também… isso se você dorme… As deusas e você dormem?

[Sim, temos essa capacidade, e é muito bom.]

— Entendo… Boa noite e bons sonhos, Sophie.

— Sim, boa noite.

E, então, ele fechou os olhos, e esperou o cansaço o levar ao mundo dos sonhos. Aos poucos, perdia sua consciência, e aquela cama, junto do travesseiro, pareciam mais profundos. O cobertor o acolhia em um calor cada vez mais aconchegante. Por fim, estava dormindo.

Ainda enxergava nada, mas sentia que um vento balançava seus cabelos e roupas, também, que estava sentado em uma cadeira confortável. Isso fazia parte do sonho? E, se fizesse, o que acabaria sonhando a partir de agora? Na verdade, ele já sentiu aquela sensação antes, e já estava naquele lugar antes também. Aquilo era muito familiar. Não podia confundir, Dante não estava sonhando.

— Oi, Dante, há quanto tempo!

E sim, no quarto da Deusa da Cura, Himawari.

— Hã?

Quando abriu os olhos, se deparou com a deusa bem na sua frente, o olhando com um sorriso. Porém, ainda estava confuso sobre o que fazia ali, então, começou a puxar sua bochecha.

— O que você está fazendo? — perguntou a mulher.

— Eu não sei se isso é um sonho ou não, então, estou verificando. Se acabar sentindo dor, é porque tudo que estou vendo agora é real.

Então, puxou a bochecha com mais força.

Logo após dormir, apareceu naquele lugar. Não foi como o primeiro encontro que teve com Iwashi, a Deusa do Tempo, que ele já tinha noção de que seria chamado por ela, de uma forma ou de outra.

Dessa vez, foi muito repentino e sem previsão. Não sabia se estava em um sonho onde encontrava a Deusa da Cura em seu quarto, ou de aquilo era verdade. Entretanto, logo recebeu sua resposta quando sua bochecha começou a doer, o forçando a soltá-la.

— E…? Como foi o teste…? A verificação…?

— Bem, de fato apertar sua bochecha realmente dói, mas, pelo menos, recebi minha resposta.

Não, não era um sonho, para alegria dele, e só saber do óbvio por parte da garota.

— Himawari! Quanto tempo, né?

— Agora que você me recebe com animação? Logo depois de cortar meu clima?

Fazia três meses que não se viam, desde o dia que morreu para o Ceifador, e Iwashi fazer uma piada de mal gosto que acabou levando à acabar desmaiando.

O jovem estava feliz com aquela situação, poderia dizer tudo o que ocorreu com ele nesse tempo em que não se viram.

— Bem, é bom ver você de novo ô, “garoto imortal”, como você está? Ainda com problemas com o Ceifador?

— Na verdade, não. Consegui derrotá-lo…! Se bem que, não fui eu quem o derrotei… — Abanou sua mão — Vou reformular o que disse. Eu consegui evitar o Ceifador de uma vez por todas.

Achou justo dar 100% dos créditos ao senhor Vergil por ter derrotado a criatura que o assombrou por dias, mesmo não dizendo explicitamente que foi ele.

— Haha! Boa, cara. Na verdade, já sabia disso, a Iwashi me contou. Só que queria ouvir isso da sua boca.

— Ah.

— E quero ouvir mais. Me conte o que aconteceu durante esses três meses que não nos vimos, Dante.

Cruzou as pernas, apoiando sua cabeça ao pulso sobre a perna que estava acima da outra.

Himawari tinha seus deveres de deusa, ainda mais com a guerra que participou nesse meio tempo. Ela queria ouvir o que aconteceu com Dante nesses três meses, e, felizmente, o garoto tinha muita história para contar.

Falou tudo, desde quando acabou seu trabalho de meio período, até o que aconteceu naquela noite.

— Então tudo isso ocorreu com você? Você teve dias cheios, e morreu novamente. — Suspirou — E todo esse caso com o Rei Demônio? Caramba! Meu jovem, isso é coisa demais para uma criança suportar.

— Mas eu não sou criança. Tenho 16 anos.

— Pra mim um cara de 37 anos parece uma criança. Então você também é uma.

— Uma pessoa de 37 para 16 anos tem uma diferença de idade de 21 anos… Filhos não são feitos nessas idades mais avançadas? Ainda bem que você me chamou de criança e não de feto…

— Mas, de qualquer forma, isso tudo foi coisas grandes demais para alguém da sua idade suportar! Já não basta morrer mais de uma vez, mas tem que cuidar de uma criança que você comprou como escrava, além da investigação para encontrar esse tal sequestrador… — disse a deusa, com um tom de perplexidade e indignidade, enquanto contava os acontecimentos nos dedos.

— Bem, mas tudo isso já acabou, e posso aproveitar a minha vida tranquilamente… apesar de que a situação com o Rei Demônio ainda me preocupa.

Ele não o conhecia e nem sabia porque o Rei Demônio queria o caçar, porém…

— Mas deixarei tudo com a Angel.

…Foi o que disse e que estava seguindo.

— Hm, tudo bem. — Himawari se levantou da cadeira e colocou as mãos na cintura — Muitas coisas aconteceram, e você, Dante Katanabe, virou assunto na reunião das deusas.

— Hã?

O que se passou na sua mente, naquele momento, foi: “Isso é bom?”. O jovem também se questionou o motivo dela se levantar daquele jeito. Parecia até que queria fazer uma proposta ou um anúncio.

— E foi discutido sobre você ser meu apóstolo ou coisa assim, até ser meu ajudante.

— O quê?

— Ou eu ser a sua deusa?

— Pera, o quê? Tipo, você é o Batman pro meu Robin?

— Não diria isso, se não, você seria um ajudante de deusa. Pense nisso como se fosse uma ligação nossa, entre deusa e humano. — Ela se sentou.

Dante olhou para o lado, tentando entender aquilo. O jovem não era nenhum fiel da Deusa da Cura. A relação deles era de conhecidos, na verdade, podia-se dizer que eram amigos. Um gostava do outro como pessoa, e achavam que o outro eram pessoas legais.

O jovem não soube o que responder a isso, mas, nem precisava, já que a mulher não esperava uma resposta, de qualquer forma.

— Enfim, acho que está na hora de você ir.

— Hã? Mas já?

— Sim, tenho coisas a fazer, e deixarei você sonhar com seja lá o quê seu cérebro decida processar. Claramente, você poderia ficar aqui até a hora de se levantar para o trabalho, que acordaria descansado, enquanto isso, eu faria as minhas tarefas. Na verdade, pode, mas só se quiser.

Não seria uma proposta ruim, ele poderia ficar naquele lugar o tempo que quisesse curtindo aquele ambiente, que não teria problema nenhum. E por causa da Deusa do Tempo, o tempo do quarto de Himawari funcionava bem diferente do tempo do mundo em que estava.

— Não… Talvez outro dia… Uh? Uh?! Espera! Cadê aquela esfera?

A esfera flutuante que usava para voltar a vida não estava mais no centro da sala, como costumava estar.

— Ela tá ali ó.

A garota apontou para o canto. A esfera não tinha sumido, e sim deslocada para o canto. O jovem não havia percebido, e tinha se esquecido completamente dela quando chegou ali, já que seu foco estava na deusa. Provavelmente, o motivo da mudança de posição foi porque estaria na frente da conversa dos dois.

“Espera, será que…?”, Dante andou até a esfera. Himawari olhou aquilo, confusa, perguntando o que ela pretendia fazer. Foi quando o garoto tocou na fonte de poder da deusa, mas nada aconteceu.

— Isso não vai funcionar porque você não está morto.

— É… Isso faz sentido. Só queria confirmar.

O jovem ficou em dúvida como a esfera reagiria ao seu toque estando vivo, já que sua função era de o ressuscitar. Como esperado, não aconteceu nada.

— Pensando bem, seria legal ter mais uma dessa belezinha para você vir aqui e sair quando quiser — disse ela — Mas, então, está pronto, Dante?

— Sim.

Ela estendeu a mão no ar, aquele círculo com vários símbolos iluminando por baixo do garoto apareceu novamente. Estava pronto para sair daquele quarto e voltar para o outro mundo.

— Até uma outra hora, claro, sem você precisar morrer para isso novamente.

— Olha, espero que não.

E assim, ele saiu do quarto de Himawari, e acordou no seu. Ainda estava de noite, e as bolhas lunares ainda estavam nos céus, deixando a iluminação feita pela lua atingindo a janela com outras cores.

“Isso foi divertido.”

O garoto voltou a dormir.

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