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Ayasaka lentamente recobrava a consciência, abrindo pesadamente seus olhos. A garota aos poucos assimilou a visão que tinha à sua frente. Alguns metros acima dela, estava uma grande parede quadrada com cantos bem detalhados e trabalhados em uma espécie de gesso branco, mas sem nenhum tipo de detalhe em sua extensão. Após algum tempo, ela percebeu que aquilo que sua vista enxergava era, na verdade, um imenso teto de um quarto.
Aos poucos, Ayasaka ficava alerta em relação às suas proximidades, notando que estava em um quarto ligeiramente vazio. Havia apenas uma escrivaninha de madeira à sua esquerda e alguns quadros nas paredes. Ela também se deu conta de que estava deitada no meio de uma espaçosa cama de casal, sob um lençol azul de tecido leve e macio, semelhante ao cetim. Suas extremidades possuíam ricos detalhes bordados em um dourado de um tecido ligeiramente mais pesado e grosso comparado com o resto da peça, algo de extrema luxúria e aparentemente feito à mão, um exemplar que dificilmente Ayasaka teria visto algo igual em sua vida.
Desde que começou a recobrar a consciência, Ayasaka sentiu uma leve pressão em sua mão direita, como se alguém a estivesse segurando o tempo todo. Para a surpresa da garota, quando ela resolveu virar o rosto na direção de sua mão direita, com a visão ainda embaçada, Ayasaka se deparou com Tuphi, que estava sentada em uma poltrona de tecido, pendendo ligeiramente para o lado, desacordada e segurando a mão de Ayasaka.
Ayasaka começou a processar os eventos recentes enquanto observava Tuphi, que havia permanecido ao seu lado durante a noite inteira.
Tentando se levantar e recuperar a sensação em suas pernas, Ayasaka virou-se na direção da escrivaninha, onde viu Kazewokiru apoiado no canto da parede. Ela tentou imediatamente se levantar para pegar o instrumento, mas sua perna direita, aparentemente enfraquecida, a fez dar um passo em falso, empurrando a escrivaninha para trás e causando um barulho grave que acordou Tuphi abruptamente, devido às suas grandes orelhas de lobo.
Tuphi rapidamente foi até Ayasaka e a aconselhou a não se levantar em seu estado frágil. Ayasaka, ainda tonta, fez uma pergunta a Tuphi, questionando o tempo que havia dormido.
— Mestre, o que você está fazendo? Não deve se levantar nesse estado — Tuphi disse enquanto guiava Ayasaka de volta à cama.
— Eu dormi… por quanto tempo? — perguntou Ayasaka enquanto observava sua imagem distorcida na bandeja de madeira preenchida com água, onde uma faixa envolvia o topo de sua cabeça. Seus olhos demonstravam um olhar opaco.
— Três dias. Você deve estar fraca por ter ficado na cama esse tempo todo. Estávamos todos preocupados, mestre — Tuphi disse, com lágrimas nos olhos, enquanto segurava o braço de Ayasaka e a guiava para a cama novamente.
— Onde estamos? — Ayasaka disse enquanto olhava ao redor, com movimentos lentos.
— No meu quarto, mestre. Como eu queria ficar o mais próxima possível de você para te ajudar, caso necessário. Achei que seria a melhor opção… — disse Tuphi enquanto limpava as lágrimas de seu rosto levemente corado. — M-mas não entenda errado! Eu dormi nessa poltroninha nos últimos três dias okay?! Ainda acho que é muito cedo para dormimos juntas…
Tuphi juntou a ponta dos dedos indicadores com vergonha, abanando a cauda para lá e para cá timidamente.
— Você não muda, não é mesmo? — Ayasaka deu uma leve risada para quebrar o clima. — Desculpa estar dando tanto trabalho a vocês, logo a pessoa que vocês veem como esperança… — Completou a garota enquanto cerrava seus punhos.
Tuphi sentou-se delicadamente ao lado de Ayasaka, apoiando sua cabeça no ombro da garota, fazendo com que suas macias orelhas de lobo tocassem delicadamente seu pescoço.
— Acima de tudo você é a nossa paz. Antes de você chegar, éramos seres sem esperança, onde todos os dias clamávamos por um milagre. Estávamos perdendo a fé na existência e a vontade de viver. A sua chegada renovou nosso motivo e recobrou nossa paz. Só de você existir aqui entre nós já é de grande ajuda, mestre.
— Você pega muito leve comigo, Tuphi, assim vou acabar virando uma criança mimada — disse Ayasaka, observando a pequena garota de cabelos cinzas que estava com a cabeça apoiada em seus ombros de forma delicada e cuidadosa com sua visão periférica. — É estranho, uma princesa fazer tudo isso por uma garota como eu… — Ayasaka olhou levemente para o chão com um olhar distante.
Tuphi inesperadamente deitou sua cabeça sobre as pernas de Ayasaka, fazendo com que seus longos cabelos cinzas se espalhassem pelas coxas da garota, formando uma fofa visão digna dos sonhos de um adolescente viciado em animes. A garota lobo olhava diretamente nos olhos de Ayasaka com um sorriso imensurável.
— Eu sou uma princesa, porém você é minha mestre. Quando escapei de Libidine após o ataque, jurei inocentemente aos prantos que encontraria a garota da profecia das grandes fábulas e a acompanharia em toda sua jornada, como seu braço direito. E aqui estamos, não é mesmo? — disse Tuphi, deitada no colo da garota, com um largo sorriso.
Ayasaka ficou imóvel com a atitude da garota, mudando subitamente sua postura cabisbaixa para uma mais tímida e retraída. Suas bochechas coraram, e ela tentava evasivamente olhar para o lado, na tentativa de desviar dos olhares de Tuphi com seus olhos heterocromáticos, que pareciam seguir o olhar de Ayasaka.
“Não vai ter uma crise aqui, Ayasaka, você consegue”, pensou a garota, enquanto tentava olhar diretamente nos olhos de cores diferentes de Tuphi, que a observava felizmente, do meio de suas pernas.
— Você não deveria confiar tanto em uma random. — Ayasaka riu ironicamente enquanto Tuphi inclinava sua cabeça em dúvida.
— Desculpa todo o imprevisto do bosque também… — Ayasaka lembrou repentinamente de tudo o que havia acontecido. — E no fim das contas, o que aconteceu com o bicho?
— Simplesmente sumiu na base de operações. Como fumaça, nunca vimos algo assim. O incidente foi relatado para a linha de frente, e estamos analisando o que pode ter sido aquilo tudo… — disse Tuphi, olhando Ayasaka de baixo para cima com o queixo apoiado em suas coxas e um olhar um pouco mais sério.

Ayasaka mudou sua expressão ao ficar surpresa com o que havia acontecido com a criatura e logo relacionou ao que havia acontecido enquanto estava inconsciente.
“Será que a criatura era aquele pequeno coelho que vi na visão que tive desacordada?… Visão?… Será que é o termo correto?”
A mente de Ayasaka era inundada de possíveis teorias explicativas formadas por sua mente naquele momento, enquanto permanecia imóvel olhando para Kazewokiru.
— Sabe… Eu tiv… — disse Ayasaka, enquanto foi abruptamente interrompida por uma repentina dor de cabeça aguda no momento em que ia contar sobre os estranhos acontecimentos que haviam ocorrido com ela enquanto estava inconsciente, fazendo com que ela cerrasse os olhos de dor e ficasse em silêncio.

— Mestre?! — Tuphi se levantou rapidamente do colo de Ayasaka, reagindo assustada à estranha atitude da garota.
— Eu estou bem… — Ayasaka levou a mão à cabeça, tentando ao máximo não demonstrar o desconforto na frente de Tuphi. — Acho que é fome — completou a garota com uma desconfortável risada abafada.
— Entendi. Desculpa, ainda é muito cedo, então não preparei o café da manhã, mas irei providenciar neste momento — disse Tuphi, levantando-se de maneira desengonçada do meio das pernas de Ayasaka,
— Não… precisa… Estou bem — Ayasaka disse com uma voz baixa, olhando para o lado.
— Se acomode que eu já volto, mestre — disse Tuphi com uma doce risada, enquanto saía pela grande porta de madeira do quarto.

— Ela nem me escutou… Cachorro idiota… — sussurrou Ayasaka com uma leve risada, enquanto se encostava na cabeceira da cama, tentando buscar uma posição confortável.
Após se acomodar, a garota encarou a palma de suas mãos por um tempo, enquanto sua mente afundava em incertezas e preocupações sobre a sua atual situação.
— Eu dormi por três dias e estou aos cacos ainda, estranho…, mas tudo bem, provavelmente só devo estar fraca por não ter comido, espero — completou a garota em um tom baixo na tentativa de consolar suas inúmeras preocupações.
Ayasaka acabava de se acomodar na imensa cama do quarto de Tuphi, cobrindo suas brancas pernas com o macio lençol azul que ocupava toda a extensão do confortável colchão. Ela estava fixamente encarando Kazewokiru no canto do cômodo, dando a impressão de estar ali a algum tempo.

— Eu sou tão inútil assim? Simplesmente não consigo andar dois metros sem cair. E pensar que não fazem nem cinco dias que estou aqui — disse Ayasaka enquanto agarrava com afinco o lençol que cobria suas coxas, deixando algumas lágrimas escorrerem em seu rosto.
Enquanto a garota limpava o rosto com a manga de seu manto, ela viu, com o canto de sua visão, uma pequena silhueta parada em frente à porta do quarto, a qual estava aberta desde que Tuphi saiu.
A garota ficou paralisada enquanto olhava fixamente em direção à porta, pasma com a situação. Diante dela estava o coelho de pelo acinzentado sentado perto do batente da porta, encarando-a.
“Não pode ser… não pode ser… não pode ser… não pode ser…”
Ayasaka colocou suas mãos em sua cabeça, violentamente bagunçando seu cabelo enquanto olhava para o lençol que a cobria. A garota repentinamente se encontrou lutando com seu consciente bagunçado de pensamentos perturbadores no meio de uma crise de ansiedade.
Conforme a garota relutantemente redirecionava sua atenção para o coelho que estava parado na porta do quarto, percebeu que o pequeno animal estava lentamente se levantando e se direcionando à sua direita, indo embora em direção ao corredor.
— Espere por favor! — disse Ayasaka em um tom ríspido enquanto se descobria dos lençóis, esforçando-se para sentar-se na beirada do colchão.
Um barulho seco ecoou pelo cômodo enquanto a garota caiu após tentar caminhar em direção à porta do quarto para ir atrás do pequeno coelho, que desvanecia em sua visão sem que ela pudesse fazer nada.
— Por quê? — A garota perguntou retoricamente em voz baixa para o nada enquanto chorava e se arrastava agonizantemente pelo chão, agora na direção de Kazewokiru.
O silencioso choro da garota soava pelo quarto como uma melodia triste enquanto ela abraçava fortemente Kazewokiru de olhos fechados encolhida no canto da parede.
— O que eu estou fazendo aqui? Acabei virando só mais um peso, eu sou inútil, talvez eu não deveria nem existir… — disse a garota enquanto olhava para Kazewokiru em seu colo. — Por que eu me importo tanto com você? É uma sensação estranha… Você é o culpado de tudo isso — completou a garota enquanto colocava Kazewokiru ao seu lado.
Alguns instantes se passaram enquanto o silêncio lentamente tomava o recinto à medida em que Ayasaka engolia o choro e tentava se acalmar, olhando fixamente o teto.
Kazewokiru cintilava um tom purpura deprimido de suas cordas, que iluminavam todo o ambiente ao seu redor. Mesmo aparentemente sendo manhã, o quarto estava relativamente escuro porque as cortinas ainda estavam fechadas.
— Você acha que é só ser fofo? Eu estou triste e brava. Eu estou trisva. Se você fosse uma pessoa, eu te chutaria, igual eu fazia com aquele bobão de cabelo verde. — disse a garota com uma expressão emburrada e o rosto molhado de lágrimas, misturando a palavra brava com a palavra triste.
— Bom, vamos analisar a situação. Como a Tuphi estava dormindo, provavelmente é bem cedo agora, e eu não consigo me levantar para andar até a cama. Estou sozinha no chão de um quarto escuro. Pelo menos o chão é de madeira, pô — disse Ayasaka com uma risada levemente forçada, tentando se consolar sobre a sua situação precária.
Ayasaka estava encostada no canto da parede com as pernas esticadas, incapaz de se mexer, ao lado de Kazewokiru em silêncio. O violão continuava a cintilar delicadamente suas cordas, sendo a única iluminação do ambiente.
Ainda um pouco relutante, Ayasaka agarrou o braço do instrumento e puxou-o para o seu colo. Kazewokiru cintilou uma cor azulada enquanto Ayasaka arrumava sua postura e o ajeitava em seu colo.
— Só um pouquinho, e… porque eu sinto que ele está comigo agora… — disse a garota enquanto olhava para o instrumento em seu colo.
Ayasaka delicadamente dedilhou as cordas de Kazewokiru e começou a tocar as doze variações de “Ah vous dirai-je, Maman” de Mozart.
— Tinkle tinkle… little star… — Ayasaka cantarolou baixinho, quase sussurrando, com uma voz chorosa e rouca. — How I wonder what you are.
A garota continuou a cantarolar a melodia em um tom cansado até a última palavra, terminando a partitura em silêncio, ficando quieta por alguns instantes após o fim da canção
— Eu… quero dormir… — disse Ayasaka enquanto seus olhos se fechavam involuntariamente devido ao repentino cansaço que sentiu após a canção.
— Mestre! — exclamou Tuphi ao entrar no quarto com uma bandeja de café da manhã em suas mãos e ver Ayasaka quase desacordada no chão, com Kazewokiru sobre seu colo. — Acorda… O que aconteceu? — completou a garota lobo após colocar a bandeja sobre a escrivaninha ao lado da cama.
— Eu… — Ayasaka lembrou-se de que tinha caído ao tentar perseguir a visão do coelho parado na porta, que ela teve há alguns minutos, e tentou contornar o fato. — Eu tentei caminhar até Kazewokiru… e caí… Não consigo me levantar e caminhar até a cama, então resolvi ficar aqui mesmo, da para puxar um ronco da hora até — disse Ayasaka em um tom fraco, dando uma risada fraca e olhando para Tuphi, que estava agachada à sua frente com um olhar preocupado e balançando a cabeça em desaprovação.
— Vamos! Vou te tirar deste chão gelado, Um… dois… — disse Tuphi enquanto levantava Ayasaka e a apoiava em seu pequeno ombro, guiando-a até a cama.
Ayasaka se sentou na cama com aparentes dificuldades e olhou para Tuphi com um olhar de choro.
— Obrigada… — disse Ayasaka de cabeça baixa enquanto se acomodava na cama.
— Não é para agradecer! Você não deveria ter levantado da cama para começo de conversa, e agora você parece estar mais fraca, saco! Não posso sair por cinco minutos que você tenta se matar de cinco maneiras diferentes?! — disse Tuphi enquanto pegava Kazewokiru, que tinha ficado no canto do cômodo. — Vou deixá-lo na cama com você. Assim não vou te encontrar jogada pelo chão da próxima vez… eu acho…
— Vai não…, minha bunda está quentinha aqui na coberta — disse Ayasaka timidamente, como uma criança que acabava de receber um sermão de seus pais.
Tuphi fingiu ignorar o comentário de Ayasaka enquanto tentava manter a expressão séria em seu rosto.
— Eu preparei um café da manhã leve para você, pão e um suco de rango. O qual você gosta. Fique à vontade, mestr — disse a menina lobo enquanto apontava para cada item da bandeja, fazendo uma leve reverência.
— Muito obrigada. Mas acho que vou dormir um pouco… Pode ser? — disse Ayasaka a Tuphi com um olhar sincero enquanto a observava.
— Tudo bem, estão todos dormindo ainda. Quando eles acordarem, voltarei aqui com eles. Por favor, pelo menos tome o suco para ficar forte, mestre — disse Tuphi enquanto concordava com Ayasaka em um sinal positivo com a cabeça.

— Desse jeito parece que você está me oferecendo trembolona…
Ayasaka riu.
— Enfim, obrigada, Tuphi, vou beber o suco.
— Mais tarde vou pedir para Beatrice analisar seus sinais. Precisamos saber o que aconteceu e o motivo deste cansaço — disse Tuphi enquanto caminhava até a porta do quarto e virava-se na direção de Ayasaka.
— Estou bem, fica tranquilex — Ayasaka deu uma leve risada e fez o símbolo da paz com as mãos.
— O que é isso? — indagou a menina lobo enquanto Ayasaka fazia a pose, sem entender do que se tratava. — Eu já vi você fazer, fiz igual, e não sei o significado. Não é um símbolo usado para tentar destruir nenhuma nação não né?
Tuphi perguntou seriamente preocupada, enquanto Ayasaka riu com a mão na boca.
— P-e-a-c-e. É um símbolo usado na minha terra quando algo gera um retorno positivo — explicou Ayasaka, falando pausadamente a palavra com um sorriso no rosto para Tuphi, ainda fazendo a pose da paz.
— Pi… a…si? Entendi, vou tentar usar daqui para frente. Piasi! — Tuphi respondeu Ayasaka, imitando desengonçadamente a pose dela, fazendo Ayasaka soltar uma genuína gargalhada, melhorando o ambiente do quarto. — Vou terminar alguma papelada da linha de frente lá embaixo, vou tentar não atrapalhar seu sono, mestre.
— Isso foi extremamente fofo, Tuphi. Você tem sorte de que eu não consigo andar; se não, te agarraria neste mesmo instante, sua cachorra abençoada. E fique tranquila, está tudo bem.
— Eu sou uma Lobian, mestre — disse Tuphi, fazendo uma leve referência com um tom fofo e estressado enquanto se virava em direção ao corredor da casa.
E aos poucos, Tuphi desapareceu da visão de Ayasaka, deixando-a sozinha no quarto novamente, desta vez com Kazewokiru ao seu lado.
— Bom… vamos lá… fazer amor com o suco. Me parece interessante, apesar de eu achar que eu não esteja com fome, e sim cansada. Mas pode ser fraqueza por não comer… De qualquer forma, espero que seja um dos dois… — disse a garota, observando a xícara de madeira que estava em suas mãos.
(fazer amor com o suco = usar anabolizantes)
Ayasaka deu um generoso gole na xícara de suco que estava segurando, fazendo alguns sons fofos de felicidade momentos após.
— Isso é melhor que suco de maçã, ao qual estava acostumada em Tóquio. Não sei descrever, é simplesmente melhor — disse Ayasaka enquanto tomava outro gole do suco e pegava o pão para acompanhamento do refresco.
Ela virou o resto do suco de uma vez.
— Ahhh… esse suco realmente deu um gás. Vou tentar dormir um pouco, não é mesmo, Kazewokiru? — disse Ayasaka em um tom baixo enquanto batia na parte de cima do instrumento, que piscava suas cordas no seu azul usual.
Após colocar a xícara no chão perto da cama, mania que ela trouxe de sua casa em Tóquio, Ayasaka se acomodou para dormir novamente, cobrindo-se até os ombros com o lençol macio que a imensa cama a oferecia. Assim, a garota caiu no sono novamente após um belo café da manhã preparado por uma princesa lobo.
“Fo….go.” Ayasaka escutou com dificuldade a uma certa distância a mesma voz ríspida que havia escutado algum tempo atrás em um de seus sonhos.

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Olá, eu sou o Flugelu!

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