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— Onde você estava, garota? — Beatrice perguntou para Ayasaka, que entrava em casa ofegante.
— Eu fui passear um pouco e, quando vi, já tinha passado algumas horas. Perdão pô — Ayasaka respondeu com as mãos sobre os joelhos.
— Você tem que avisar alguém quando sair, não é assim, Mio? Só o que faltava a garota da profecia sumir. — Beatrice respondeu com a mão na cabeça.
— Heh. — Ayasaka olhou para o lado com vergonha.
— Como assim “heh”? — Beatrice respondeu à ousadia da garota.
— Me senti a Paimon agora. — Ayasaka coçou a cabeça.
— Quem é Paimon Ayasaka? Você está com febre? Bateu a cabeça na rua foi?!
— Mas tu tá abusada né?!
— Bom dia, mestre. Fico feliz que esteja animada. — Tuphi se intrometeu na conversa, ao perceber que Beatrice estava um pouco exaltada com Ayasaka.
— E aí, cachorro tarado, dormiu bem? — Ayasaka respondeu a Tuphi, que apareceu no canto da sala de braços cruzados a encarando.
— Poderia ter sido melhor se a mestre tivesse deixado eu acompanhá-la em sua noite de descanso. C-como assim cachorro tarado?! Eu sou uma Lobian! — Tuphi respondeu com olhos semicerrados.
— Lobian tarada!? – Ayasaka comentou enquanto olhava assustada para Tuphi.
— A Tuphi tem um Beou por você, Ayasaka. – Beatrice disse enquanto levava uma xícara à boca.

— Saúde… você espirrou Beatrice?
Beatrice suspirou balançando a cabeça negativamente.
— Beou. É quando um Lobian decide que alguém se tornará seu mestre. Isso é um fenômeno instintivo raro, pois Lobians geralmente não aceitam se colocar em posições submissas. Isso faz com que o Lobian se torne mais carente também, mesmo que seja contra a sua vontade. Ela tem vontade de dormir com você simplesmente para ficar ao seu lado, e porque se sente mal dormindo longe de sua mestre. — Beatrice comentou enquanto olhava para Tuphi, que fazia uma expressão engraçada com as bochechas coradas e as orelhas cabisbaixas no canto da sala.
— Okay… parece que vim parar em um filme de romance de vampiros e lobisomens do nada. — Ayasaka sussurrou olhando para o lado, ainda processando o que Beatrice acabou de falar.
— Tudo bem então. — Ayasaka começou a correr em direção a Tuphi, que estava desviando o olhar para o outro lado da sala.
— Me acompanhe nesta minha vida em Ataraxia, ó grande Altaris Tuphi, seja meu braço direito! — Ayasaka comentou com uma voz firme enquanto levantava a garota lobo um pouco mais alta que ela, que ficou sem reação alguma. — Ih… cê tá é xonadinha em mim né cachorrinha?!
— Me… mestre?! – Tuphi, com o rosto completamente vermelho, deixou uma única palavra escapar de sua pequena boca com dentes afiados.
— Isso! Sou sua mestre Eu mesma! — Ayasaka disse com uma risada maléfica ao apertar mais ainda a garota em seu firme abraço. — Você terá de satisfazer todos meus pedidos mais obscuros, sabia princesinha!?
— Parece que vocês duas vão se dar melhor do que eu esperava — Beatrice comentou com uma leve risada, observando Ayasaka se esfregando em Tuphi vigorosamente enquanto apertava sua cauda.
— M-mestre! Essa hora não!
— Enfim, vamos para a base de operações. Era para irmos de manhã se a mocinha aí não decidisse fazer uma caminhada matinal. Sannire está nos esperando, provavelmente… espero — completou a mulher de cabelos loiros.
— Vocês duas são engraçadas — Beatrice riu enquanto observava a cena.
Tuphi, ainda surpresa, tentou se soltar do abraço, mas Ayasaka a segurava com força.
— Mestre, por favor, me solte… — Tuphi murmurou com um tom constrangido.
— Tudo bem, tudo bem. Desculpa, Tuphi. É que fiquei empolgada com essa coisa de mestre e Beou. — Ayasaka soltou Tuphi, que se afastou um pouco, corando.
— Vamos logo, meninas. Sannire não vai ficar esperando para sempre – Beatrice levantou-se, indicando que estava pronta para sair.
— Verdade. Vamos lá, Tuphi! — Ayasaka deu um tapinha amigável no ombro de Tuphi, que ainda parecia um pouco sem jeito.
As três seguiram em direção à base de operações, deixando a casa para trás. O sol estava alto no céu, e a movimentada vida em Ataraxia continuava ao redor delas.
Enquanto caminhavam pelas ruas, Ayasaka não pôde deixar de sorrir. A vida em Ataraxia estava se revelando cheia de surpresas, aventuras e, é claro, novas amizades.

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Olá, eu sou o Flugelu!

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