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— Estou verdadeiramente cansada dessa vez — comentou Ayasaka, enquanto se espreguiçava sentada em um banco no fundo do salão principal.
— Cansada de quê? Fez nada — Beatrice comentou com um leve tom sarcástico.
— Começou cedo hoje né cuca?! — Ayasaka respondeu ao sarcasmo da mulher no mesmo nível.
Beatrice deu leves risadas com a mão na boca enquanto observava Ayasaka trovejar.
— Mestre… — Tuphi chamou Ayasaka no canto do salão com uma certa timidez.
— Hã? — Ayasaka desatenta, tentou entender o que Tuphi queria, já que não era o normal ela agir daquela forma.
— Posso dormir com você hoje? — Tuphi perguntou enquanto olhava para o lado.
Ayasaka corou imediatamente, enquanto Sannire e Beatrice olharam para Ayasaka com um olhar bastante interpretativo e risadinhas maliciosas.
— Tão encarando o que ô quinta série? — Ayasaka olhou para os seus pés em uma rota de fuga para desviar o olhar.
— Está tão vermelha, Cavaleira, algo de bom aconteceu hoje? — Sannire deu um leve sorriso, como se quisesse ver Ayasaka morta de vergonha.
Ele observou Ayasaka com os braços cruzados em silêncio até resolver completar sua frase.
— Não é sempre que um Lobian tem um Beou, isso é algo muito raro. Ainda mais quando se trata da princesa dos Lobians da família Altaris. Aceite a honra pô. — Sannire completou, com seu semblante sério de sempre.
“Talvez dê para realizar no mínimo trinta e cinco fetiches neets meu nessa noite parando para pensar né…?” Ayasaka pensou, enquanto olhava para Tuphi, que estava claramente envergonhada de orelhas cabisbaixas, embora sua cauda estivesse abanando sem parar.
— Tá, só hoje. Porque é até uma boa ideia economizarmos quartos, mas é só porque não estamos em casa, entendeu? — Ayasaka aceitou o pedido de Tuphi, enquanto olhava para o lado.
Tuphi imediatamente levantou suas orelhas ao ouvir a confirmação de Ayasaka.
— Eba! Digo… Obrigada pela compreensão, mestre. — Tuphi respondeu com uma reverência, tentando esconder o rosto avermelhado. Porém, ao mesmo tempo em que ela se curvou para a reverência, sua cauda abanou mais rápido ainda.
— Tuphi, sua cauda te entrega. — Ayasaka comentou com um sorriso de lado.
Tuphi ficou imóvel por alguns instantes, sem saber como reagir, até que Sannire resolveu intervir.
— Ainda não apresentei os aposentos pombinhas — O garoto comentou, levando as mãos à boca. — A princesa e a Beatrice já conhecem, porém, acredito que você ainda não, né Cavaleira? — Sannire concluiu e começou a se dirigir para as escadas.
Ayasaka e as garotas seguiram Sannire, subindo até o terceiro andar. Sannire abriu com um amontoado de chaves um quarto um pouco rústico, como muita coisa naquele mundo, no final do corredor daquele andar, um pouco escondido do caminho principal.
— Você e a princesa ficarão aqui. Beatrice ficará em um quarto diferente, e eu no andar de cima, tudo bem por vocês? Temos colchões e cristais de luz neste aposento, ignore a aparência um pouco humilde, por favor, Cavaleira. — Sannire disse, apontando para o quarto com um gesto de seu braço coberto em ataduras.
— Pode ser bucha. — Ayasaka observou o quarto pequeno, desprovido de janelas, porém incrivelmente aconchegante e morno.
— Isso foi muito gratuito!
— Tudo bem por você, Tuphi? — Ayasaka completou, olhando para a garota lobo que encarava o quarto em silêncio.
— Pode ser. — Tuphi respondeu dando de ombros.
— Que seja… aqui estão as chaves. — Sannire removeu a chave do quarto da argola de chaves que estava segurando.
Ele suspirou e se dirigiu ao corredor.
— Se me dão licença, vou me dirigir aos meus aposentos, depois de resolver umas coisas. — Sannire respondeu com uma leve reverência, levando a mão ao peito.
Ayasaka cumprimentou o garoto com um polegar para cima, o qual ele deu risada da maneira em que Ayasaka o dispensou.
— Boa noite também — Beatrice comentou enquanto balançava levemente a cabeça também. — Eu vou indo, amanhã acordaremos cedo
Tuphi entrou no quarto observando cada canto dele, com um olhar silencioso.
— Você está bem, Tuphi? — Ayasaka disse enquanto deixava Kazewokiru apoiado no canto do quarto.
— EU? Ah, sim. — A garota lobo respondeu o questionamento de Ayasaka, acendendo os cristais de luz com um encantamento em voz baixa. Aparentemente, ela estava um pouco envergonhada.
Ayasaka se sentou no colchão grosso de plumas que estava no chão de madeira no canto do quarto, perto da parede.
— Não é tão ruim. Tuphi, fecha a porta, estou cansada. — Ayasaka comentou, jogando a chave para a pequena garota lobo, que concordou com a cabeça em silêncio.
“Eu nunca dormi com ninguém cara… na verdade, já dormi com a Meezu né…? Mas mesmo assim! Foram contextos diferentes! Aqui estamos sozinhas! Eu estou sozinha em um quarto com uma princesa de uma raça com orelhas de lobos felpudas e uma cauda gigante! Pare com os pensamentos impuros Ayasaka! Você é uma puta de uma virjona!” Ayasaka pensou enquanto observava a garota lobo de costas, fechando a porta com a chave que ela havia jogado.
— Pronto… — Tuphi comentou enquanto se aproximava de Ayasaka, com as bochechas um pouco coradas.
“Ela é linda, ainda mais sob essa iluminação, ainda bem que eu não sou uma neet doente. Na verdade, sou sim!” Tuphi se sentou bem próxima de Ayasaka, já que o colchão não tinha um formato de uma cama propriamente dita, parecia algo feito à mão.
— Mestre… — Tuphi olhou para o lado enquanto tentava formar uma frase. — Você não precisava aceitar isso se não quisesse. É só um costume besta de Lobians, não é da sua conta. — Tuphi olhou nos olhos de Ayasaka, elas estavam intimamente perto uma da outra.
— Sabe, Tuphi. — Ayasaka disse enquanto encarava o rosto delicado da garota lobo, que estava fortemente corada, assim como ela mesma.
Ayasaka sorriu ao ver que Tuphi desviou o olhar, sem saber como reagir.
— Eu… não, você foi a pessoa que mais me ajudou desde que cheguei aqui. Eu até entendo esse costume da sua raça, e eu não julgo de maneira alguma. Pode-se dizer que eu tenho orgulho de ser a Mestre da princesa Altaris — comentou Ayasaka enquanto observava com um sorriso os bordados da roupa de Tuphi, que não tinha tido tempo de se trocar, por estar fora de casa.
— Entendo… — Tuphi respondeu Ayasaka com um sincero tímido, parecendo que toda a tensão que passava pelo seu corpo havia se dissipado.
Ayasaka olhou com o canto do olho para Kazewokiru, que estava com suas cordas apagadas, e disfarçou o olhar logo em seguida, arrumando o pedaço do colchão onde ela se deitou.
— Deita aí vai — Ayasaka comentou, corada.
Tuphi se deitou ao lado da garota, em silêncio.
— Você consegue apagar os cristais tipo por wi-fi ou coisa do tipo? — Ayasaka comentou descontraída e deu uma leve risada consigo mesma ao perceber que ela não estava em Tóquio.
— Ui… fai? — Tuphi olhou para o lado, onde Ayasaka estava olhando para o teto.
— Deixa quieto… besteira minha. — Ayasaka riu sozinha olhando para o teto. Tuphi a observava em silêncio, deitada ao seu lado.
O olhar das duas garotas se encontrou, seguido de um silêncio constrangedor que durou alguns instantes, devido à distância íntima em que elas se encontravam. Ayasaka começou a olhar para a boca de Tuphi, que retribuía o olhar em seus olhos, inocentemente.
“É apenas um Beou, Ayasaka, não tem maldade nisso. Se acalme. Mestre, mestre, mestre, sem pensamentos impuros!”
Tuphi respondeu Ayasaka com um sorriso e a abraçou em seguida.
— Ah!
Ayasaka nunca tinha dividido a cama com ninguém que não fosse seus pais, muito menos uma garota, que claramente demonstrava afeto por ela. Ela não soube reagir, ficando imóvel por alguns instantes.
“O que eu faço?” Ayasaka pensou enquanto sentia o doce aroma de Tuphi, que sem mais delongas, era o esperado de uma princesa.
Por uns instantes, as mãos de Ayasaka ficaram duras e sem reação diante do abraço repentino da garota lobo, que a envolvia com braços e pernas, e uma risada descontraída. Ayasaka logo respondeu o abraço, acariciando a nuca da menina lobo com suas mãos.
— Obrigada por aparecer, Mestre. Desde pequena eu sabia que você viria. Eu sabia. — Tuphi sussurrou para Ayasaka, que sorria enquanto tinha o rosto tampado pelos cabelos macios de Tuphi. Sua cauda estava cobrindo-a juntamente de Ayasaka, fazendo uma espécie de cobertor. Ayasaka notou de imediato pela mudança de temperatura em sua cintura. Era aconchegante e indescritível.
— Não tem de que, minha princesa. — Ayasaka retribuiu o abraço, envolvendo o delicado corpo de Tuphi com os braços. Ela havia perdido o receio e aceitado a situação de coração. Não sentia nenhum tipo de vergonha ou algo relacionado. Parecia que Tuphi era sua outra metade.
Ayasaka colocou as mãos na barriga e cintura de Tuphi por baixo de sua roupa, sentindo seu calor junto de seu afeto incondicional enquanto à apertava firmemente de maneira delicada, e assim, abraçadas às luzes de cristais que cintilavam um tom levemente perolado sobre seus corpos, as duas garotas adormeceram, ambas com um sorriso enorme no rosto.

Olá, eu sou o Flugelu!

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