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“Eu não posso… tocar em pessoas? Que poder amaldiçoado.” A garota fechou os olhos imediatamente ao pensar na possibilidade.
Ayasaka olhou para Kazewokiru, que cintilava em sua cor azul usual.
— Bom dia para você também — Ayasaka disse, com o sorriso fraco que havia acabado de acordar. Desviou levemente o olhar na direção da pequena fenda da porta, pela qual os feixes de luz solar vazavam. Foi assim que Ayasaka percebeu que tinha amanhecido naquele quarto de madeira sem janelas, que estava um pouco abafado devido a isso.
“Tenho que acordá-la…” Ayasaka pensou enquanto levava a mão ao ombro despido de Tuphi, cuja alça fina de sua roupa estava levemente caída para o lado, expondo sua delicada pele branca. A mão de Ayasaka travou no meio do caminho. Cobriu sua mão com a manga longa de seu manto ao lembrar do ocorrido de instantes atrás.
— Vai ter que dar — Ayasaka olhou insatisfeita para a solução que havia encontrado.
— Ei… Tuphi… — disse Ayasaka em um tom falho por ser as primeiras palavras dela do dia e, também, por uma repentina timidez que a atingia.
“Não vai dar certo.” Ayasaka pensou.
A garota estava pensando em outro jeito de acordar Tuphi, já que sua extrema timidez aumentada por sua fobia a atrapalhou de encostar na garota. Ayasaka, por alguns instantes, ficou imóvel, perdida na beleza de Tuphi novamente.
“Que… que sentimento é esse?” Ayasaka pensou confusa. Não estava acostumada com aquela sensação que bagunçava todos seus sentimentos, principalmente se fosse com alguém do mesmo sexo. Era algo que ia em direção contrária a tudo que foi apresentada e instruída em sua vida. Simplesmente não entendia.
“Chega disso.”
Ayasaka colocou firmemente sua mão tampada pela manga no ombro de Tuphi. Ao perceber sua indelicadeza, a garota afrouxou o aperto de seu punho.
— Tuphi acorda bora amanheceu chocolate branco — disse Ayasaka com um tom aconchegante, enquanto balançava delicadamente a garota lobo.
— Hum…? — Tuphi se mexia levemente enquanto Ayasaka a balançava pelo ombro. — Ainda não é… de manhã.
Ayasaka observou a garota lobo que se espreguiçava involuntariamente de olhos fechados. Ayasaka se aproximou da orelha de Tuphi, e sussurrou coisas inaudíveis com um tom doce.
Tuphi deu um pulo para cima, batendo a cabeça na boca de Ayasaka, em um susto repentino.
— Ah! O que é isso!? — Tuphi disse exaltada enquanto colocava as mãos nas orelhas.
— Maluca… você quase arrancou meu dente agora cachorro burro. — Ayasaka disse, colocando a mão no lábio, que tinha cortado um pouco com o impacto.
— Não… não é isso… só… desculpa? Deixa para lá vai. — Tuphi olhou para o lado enquanto se sentava na cama. — Você se machucou, mestre? Perdão — a garota disse com a mão na cabeça.
— Relaxa. Está tudo bem — Ayasaka lambeu o lábio cortado, um costume antigo dela. — Foi só um cortezinho
— Desculpa — Tuphi abaixou a cabeça em um sinal de reverência e permaneceu estática.
Ayasaka deu uma leve risada observando a garota e se levantou do colchão que estava no chão de madeira.
— Vamos ver o que está acontecendo lá fora né?! — Ayasaka levantou os dois braços aos céus, bocejando fogosamente. — Está quase na hora de partirmos!
Tuphi estava encantada com a visão de Ayasaka de pé tão próxima dela. Seus olhos chegavam a brilhar.
— Sim, Mestre! — Tuphi disse enquanto calçava seus sapatos e via Ayasaka arrumando Kazewokiru em suas costas.
As duas garotas se aproximavam juntas do salão principal, onde estava Sannire e Beatrice conversando, perto da mesma sala do dia passado.
— Bom dia Princesa e Cavaleira. Vocês parecem felizes, algo de bom aconteceu a noite? — Sannire disse com uma pequena reverência, levando a mão ao peito com um sorriso ameno.
— A primeira frase do dia sua é me acusando de atos libidinosos?!
— Sim! A Mestre me abraçou a noite todinha! — Tuphi disse com uma feição extremamente fofa.
Ayasaka se virou para Tuphi balançando a cabeça em negação com os olhos arregalados.
— Aí você não me ajuda Tuphi caramba!
Sannire cerrou o olhar na direção de Ayasaka, observando seus olhos que mudaram de cor para um tom alaranjado, e seguiu com uma calorosa risada.
— A noite foi boa então para as duas! Do fundo do meu coração, fico feliz, Cavaleira e Princesa! — Sannire levou a mão ao peito brevemente. — Porém… a jornada será árdua de agora em diante. Desbravaremos terras indomadas, um ar diferente de nosso caloroso vilarejo, você está pronta, Mio? — O garoto olhou na direção de Ayasaka com um olhar penetrante e intimidador, porém sem maldade alguma.
Ayasaka refletiu alguns instantes sobre a frase de Sannire, até então responder na mesma altura:
— Nada na vida é fácil, não é mesmo? — A garota disse com um pequeno sorriso na direção de Sannire; seus olhos estavam transmutando para um azul ciano. — Cadê a minha esposa?
— Esposa?! — Tuphi exclamou assustada
— A Meezu, cadê?
— Cara… Por que você é assim? — Beatrice reclamou com a mão na testa.
— Ela está resolvendo coisas de líder, já que é sua função no momento! — Sannire olhou a expressão da garota e deu um sorriso, dirigindo-se na direção de sua sala, pedindo para que elas o acompanhassem.
— Já está tudo separado. Organizamos tudo de madrugada, eu, Beatrice e Meezu — Sannire disse para Tuphi e Ayasaka.
— De madrugada? Vocês… dormiram? — Ayasaka perguntou assustada.
— Não tão bem quanto os pombinhos, porém sim, descansamos — Beatrice respondeu de braços cruzados no canto da sala.
— Até por que vocês nos deram opção né bruxa do setenta e um?! — Ayasaka retrucou, fazendo beiço e olhando para o lado.
— Eu já falei que vou te envenenar garota!
— Não se eu te esfaquear primeiro!
— Relaxem, relaxem — Sannire levantou as mãos atrás da grande mesa de madeira — Vamos repassar o plano. — O garoto estendeu o mesmo mapa de ontem sobre a mesa.
— Repassar? Mas eu nem vi… — Ayasaka sussurrou enquanto se aproximava da mesa.
— Que diferença iria fazer você ver? — Beatrice resmungou.
— Fala mais alto Beatrice daqui não consigo te ouvir! — Ayasaka retrucou de uma maneira desnecessariamente alta, ela estava de frente para Beatrice na mesa.
— Sério…? — Sannire olhou para as duas em silêncio desacreditado por alguns instantes.
— Será uma viagem de seis dias e seis noites. O domínio da Floresta da Perdição fica algumas terras da província de Solunth. Depois de nossa parada na floresta da perdição, conseguimos seguir rumo a Solunth, Terra dos Xodiks, para seu treinamento de Cavaleira de Dragão — Sannire apontou para um local no mapa. — Se tivermos sorte, encontraremos algumas tavernas no meio do caminho em alguns vilarejos afastados
— Vilarejos? — Ayasaka perguntou curiosa, pensando que Kratkar era o único vilarejo da região.
— Sim. Porém, não é nada semelhante ao que você conheceu aqui, querida — Beatrice respondeu a Ayasaka, que parecia perdida.
— São vilarejos que sucumbiram à Era sem Deuses. Nem Quartz sabe o que podemos encontrar nessas terras — Tuphi frisou os olhos.
— Um apontamento digno da Princesa. — Sannire olhou com um sorriso impressionado. — Não podemos confiar em nada que venha de fora de Kratkar ou de afiliados à Linha de Frente. Temos que ser cuidadosos.
— Mercenários? — Ayasaka perguntou.
— Não só isso, mas é um bom ponto — Sannire respondeu.
— Enfim, iremos partir em alguns instantes; as montarias estão sob ordens. — Sannire completou.
— Queria que a Meezu fosse — Ayasaka olhou ao seu redor para Beatrice e Tuphi.
— Querer não é poder.
— Beatrice senta aqui vamos conversar, o que deu em você hoje?!
— A propósito… tenho umas novas roupas para vocês. É muito arriscado sair com essas roupas chamativas, Cavaleira.
Sannire alcançou uma trouxa de roupas que guardava ao seu lado.
— É o que é descrito na profecia. E princesa… seus pelos claros não escondem que você é de sangue da antiga realeza dos Lobians. Pagariam muito por uma escrava princesa de uma raça sem reino. Perdoe a minha infelicidade ao fazer este comentário — Sannire comentou de cabeça baixa com a mão no peito. — Precisamos ser cautelosos. Não queremos atrair atenção. Se não se importam, eu separei algumas peças de roupas para vocês.
— Eu sei disso — Tuphi olhou levemente para o chão sem dizer nada a respeito, com um olhar pouco entristecido.
— Bom… — Ayasaka respondeu a Sannire, quebrando o silêncio. — E o Kaze?
— Ficará dentro de sua capa. Separei um calçado para você também. Não irá aguentar muito andando descalça Kratkar a fora — Sannire respondeu.
Sannire entregou uma muda de roupa dobrada para Ayasaka, e outra para Tuphi. A de Ayasaka tinha um par de botas de uma espécie de couro com um solado mais rígido, e duas fivelas em sua boca
Ayasaka vestiu a capa que cobria todo seu corpo. A capa possuía um capuz e um cordão para amarrar na frente perto do pescoço.
— É, vai ter que servir — Ayasaka olhou para as botas enquanto mexia seus dedos — Dá para acostumar-se.
— Tuphi e Beatrice já conhecem os procedimentos — Sannire se dirigiu até a porta da sala. — Me acompanhem, por favor.
Saindo da sala, todos se dirigiram à saída principal da central de operações. Três cavalos estavam à espera deles do lado de fora. Um deles tinha uma bolsa na lateral com aparentemente alguns suprimentos.
— Essa será a nossa montaria, todos os suprimentos necessários, eu e Beatrice já colocamos nas bolsas. Princesa, não se preocupe. Pois é o padrão de sempre de expedições de curtas datas.
Tuphi apenas acenou com a cabeça, enquanto analisava os cavalos.
— Espera… um… dois… três? — Ayasaka começou a contar os cavalos. — Eu vou voando no Fos?
— Hahaha! Seria muito arriscado, Cavaleira. E você ainda não foi instruída ao básico de voo. Entendo que Fos consiga lhe conduzir sozinho por um certo período. Porém, em casos necessários, você quem deveria assumir o comando. Você vai no cavalo de Tuphi bobinha, você nem andar de cavalo sabe! — Sannire respondeu em um tom descontraído.
— A Tuphi pelo menos consegue subir nisso aí? — Ayasaka comentou, olhando para o cavalo, ignorando o fato de Tuphi estar bem ao seu lado.
— Eu literalmente estou bem do seu lado escutando! E sim, Lobians têm uma grande maestria com montarias, para a sua informação tá? — Tuphi respondeu e olhou para o lado em desdém.
— Quer pezinho? — Ayasaka comentou com um tom claro de deboche.
— Partiremos em instantes. Se preparem — Beatrice comentou enquanto olhava as duas brincar.
Já na saída do vilarejo, com todos prontos para a expedição, Sannire fez um adendo:
— Ah. Quase esqueci — Sannire comentou enquanto subia em sua montaria e colocava o capuz de seu manto marrom, que cobria suas orelhas e cabelos brancos. — Você terá de conversar com o dragão.
— O Fos? Porque? — Ayasaka perguntou sem entender.
— Porque ele não vai poder nos seguir em ventos baixos — Sannire respondeu.
— Ventos… baixos? — Ayasaka inclinou a cabeça.
— Voar baixo, para entendimento mais fácil de mentes limitadas — Beatrice comentou. — O dragão não vai poder voar abaixo das nuvens. É inviável. Não existem mais dragões nessa era. Isso seria um convite ao Império para atacar. — Beatrice, que estava no cavalo ao lado, respondeu.
— Entendi… Chamar o Fos — Ayasaka comentou em voz baixa, enquanto se esgueirava para descer do cavalo relativamente alto, onde Tuphi estava.
“Chamar o Fos…” Ayasaka pensou, enquanto olhava para as planícies onde a grama oscilava com a brisa leve do começo da manhã.
— Concentre-se — Sannire respondeu ao ver a garota com dificuldades em realizar a tarefa.
— Como você sabe…? — Ayasaka fechou os olhos e respirou fundo. — Concentre-se.
Ayasaka, ao aumentar sua concentração, projetou uma imagem vazia em sua mente. Sem sons. Sem cheiros. Sem visão.
“Fos.” O nome ecoou na mente de Ayasaka. Instantes depois de um silêncio absoluto, onde o único som era da grama oscilando, um barulho estrondoso atingiu os ouvidos de Ayasaka. Os cavalos que estavam às suas costas se agitaram, e relinchos podiam ser escutados. Uma forte corrente de ar atingiu seu corpo, fazendo com que seu capuz saísse de sua cabeça. Ela não se assustou, pois sabia do que se tratava. Ayasaka abriu os olhos lentamente, e diante dela estava um imponente dragão fechando suas asas.
“Você está indo para onde?” O dragão perguntou enquanto encarava Ayasaka, todos estavam em silêncio.
“Floresta da… da perdição, eu acho, não entendi o nome direito, Sannire falou que tem gente que pode ajudar com nosso machucado lá.”
“Hum… Floresta Perdida. Tome cuidado. Um grande selo comanda aquele lugar. Eu não sei ao certo, mas parece algo vindo de um Cavaleiro de Dragão antigo. É algo que eu acredito que não te afetará, por isso digo. Cuide deles.”
“Grande selo…” Ayasaka olhou para o chão.
“Esse Cavaleiro de Dragão, quem era?” A garota completou olhando para o dragão, que a olhava com seus olhos amarelos.
“Yult. Cavaleiro de Dragão dos Xodiks. O lugar de sua última batalha. Seus restos mortais fornecem a mana suficiente para alimentar aquela terra sagrada.”
“Terra sagrada?” Ayasaka estava com uma expressão surpresa e com dúvidas para o dragão.
“É sagrado para nós. Tanto para mim como para você. É onde dois dos nossos partiram.”
“Dois?”
“Yult e Ruby.”
“Entendi. Ruby?… Tenho que falar de outro assunto com você também.”
“O que seria?”
“Você não vai poder nos acompanhar em solo baixo. Perdão. Eu também não sei como montar em um dragão, então… Não tem como contar comigo para voar alto por muito tempo. Se você puder ficar acima das nuvens, eu agradeço.”
“Compreendo…” Fos olhou em volta para todos que estavam em suas respectivas montarias.
“Então… Nos vemos já. Tá?” Ayasaka deu um sorriso enquanto tocava na lateral do pescoço do dragão. O dragão olhou o contato repentino, logo antes de abrir suas asas e começar a pegar altura, sumindo além das nuvens.
— Pronto. — Ayasaka comentou. — Quem é Ruby?
— Do nada?
“Terra sagrada…” A garota murmurou para si mesma, sentindo o solo sob suas botas enquanto subia suas amarras e olhava para trás. A atmosfera na vila era carregada de uma mistura peculiar de esperança e nostalgia, visível nos olhares calorosos das pessoas que se reuniam para testemunhar a partida.
O sol lançava seus últimos raios dourados sobre a vila, pintando um quadro pitoresco e melancólico. As sombras dançavam entre as casas enquanto Ayasaka se preparava para deixar para trás o lugar que cogitava chamar de lar. O vento sussurrava segredos antigos, como se a própria terra estivesse sussurrando desejos de boa jornada.
Algumas pessoas, alinhadas na entrada da vila, observavam com ternura e compreensão. Eram rostos familiares, vizinhos que compartilharam risos, lágrimas e histórias nesse curto período. O coração de Ayasaka apertou-se ao perceber que, ao buscar seu destino, ela também abandonava a simplicidade e a familiaridade da vida naquela comunidade acolhedora.
A trupe, formada por Ayasaka, Beatrice, Tuphi e Sannire, seus novos companheiros de jornada, aguardava com uma aura de determinação e curiosidade. Cada membro tinha sua própria história, seus próprios motivos para embarcar nessa aventura. Tuphi, mantinha-se ao seu lado, transmitindo uma confiança silenciosa com seus olhos atentos.
Ao subir no cavalo com a ajuda de Tuphi, Ayasaka olhou uma última vez para trás, capturando mentalmente os detalhes da vila que agora se afastava. Os telhados de madeira, as flores no jardim da praça central, o balançar suave das folhas nas árvores que testemunharam gerações passadas. Era um adeus, mas também um cumprimento ao desconhecido que se estendia diante deles.
A medida que a trupe iniciava a jornada, os rostos das pessoas na entrada da vila se tornavam cada vez menores. Os olhares gentis se transformavam em pequenos pontos de luz, refletindo uma comunidade que desejou a eles coragem e sucesso. Ayasaka sentiu uma mistura de emoções enquanto cruzava o limiar da vila, adentrando o caminho que os levaria a terras desconhecidas e desafios inexplorados.
A trilha se estendia à frente, serpenteando através de campos azulejantes e bosques sombrios, guiando Ayasaka e seus companheiros para além das fronteiras familiares.
Conforme avançavam, o crepúsculo tingia o céu com tonalidades de laranja e roxo, pintando um espetáculo celestial que marcava o início de uma jornada noturna. O grupo seguia em silêncio, absorvendo a tranquilidade da natureza que os cercava, rompida apenas pelos sons suaves dos animais noturnos.
A lua, em sua plenitude luminosa, erguia-se no céu como uma guia silenciosa. Ayasaka sentiu-se envolvida pela magia da noite, um espetáculo celestial que era como um manto de esperança e mistério. Seus olhos brilhavam, refletindo a luz lunar, enquanto sua mente se perdia em pensamentos sobre o que aguardava adiante.
Os membros da trupe, apesar do cansaço que a jornada impunha, mantinham uma aura de determinação. Cada um carregava consigo seus próprios fardos, seus próprios motivos para buscar o desconhecido. Ayasaka sentiu uma conexão silenciosa com esses companheiros, unidos pelo destino e pelo desejo comum de explorar o que estava além do horizonte familiar.
A trilha, agora iluminada apenas pela luz da lua e pelas estrelas pontilhando o firmamento, revelava uma atmosfera mágica. Árvores antigas pareciam contar histórias esculpidas em seus troncos, e os riachos sussurravam melodias que só podiam ser ouvidas pelos ouvidos atentos dos viajantes noturnos.
Ao longo da jornada, Ayasaka percebeu que não era apenas uma despedida da vila que ficava para trás, mas também um encontro consigo mesma. Cada passo na trilha ecoava como um chamado para a descoberta, uma busca por respostas que estavam além da compreensão imediata.
O vento noturno acariciava suavemente os cabelos de Ayasaka, como se a própria natureza sussurrasse palavras de encorajamento. O grupo, agora imerso na quietude da noite, continuava a avançar, criando suas próprias pegadas na jornada que se desdobrava sob o brilho celestial.
E assim, sob a luz da lua, Ayasaka e sua trupe seguiram adiante, navegando por caminhos iluminados pela promessa de aventura e pela esperança de um novo amanhecer. O desconhecido aguardava, e cada passo na trilha noturna os aproximava de um destino que apenas o tempo revelaria.

Olá, eu sou o Flugelu!

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