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Em um cubículo escuro, iluminado apenas pela luz do monitor na sua frente, uma figura de cabelo curto, aparência estranhamente uniforme e uma bela maquiagem laranja nos olhos e lábios está esperando.

Economizando energia, apenas esperando o gatilho para voltar a funcionar na capacidade total.

Depois de um silêncio interminável, a tela muda de cor para um vermelho piscante.
Isso faz o ser voltar em atividade rapidamente, piscando duas vezes antes de observar múltiplas telas holográficas abrindo ao seu redor.

Seis braços saltam em direção às telas, clicando e mandando dezenas de mensagens, rápido como uma máquina bem lubrificada. Dois dos seis braços fecham ou jogam suas respectivas telas pros outros, que ficam um tanto irritados da pilha de trabalho constante, tendo esse aumento súbito. Os dois que são os principais vão para o teclado central da tela piscante.

Ao digitar uma série de códigos e a tela finalmente para de piscar. Agora múltiplas janelas abrindo de uma vez, em uma delas o ser lê um relatório mandado por alguém de fora da matriz.

Verificando que era do Kalle, uma fonte confiável e um caído perdoado, o ser decide não jogar fora de imediato.

O relatório vem com fotos e vídeos que são analisados de forma simultânea, além de uma localização.

As profundezas do Setor Kondor, que atualmente está sob o controle de ninguém. Devido a uma miríade de conflitos internos, que resultaram na explosão da sede do antigo governo durante uma cúpula de paz.

Junto disso a localização fica em um sistema que atualmente é casa de múltiplas facções compostas quase completamente de caídos. Esses grupos são muito focados em entretenimento mais “hardcore” como os próprios chamam.

“Com lutas até a morte, sem renascimento para pelo menos um dos lutadores” A máquina pensa, deviando um pouco da sua programação automática.

Ao analisar o relatório e conectar com a situação do Setor como um todo, o ser decide tomar uma ação drástica. Agir de forma independente e repassar uma mensagem direta a Magnus:

!Missão prioritária!
-Garantir a segurança da filha do caído conhecido como: Sr.Sundown (Nome verdadeiro desconhecido)
-Descobrir o que Zanza está planejando
-Eliminar Sr.Sundown…? (possibilidade de mudança de planos depende de ambas as etapas anteriores)
-Intervenção das forças A.M.O. dentro do Setor Kondor, para controle de danos!

Digitando a última linha, os dois braços param um pouco, em choque do que está prestes a acontecer, mas ao mesmo tempo com certa animação que seria imperceptível para quase qualquer um.

E em um piscar de olhos os dois braços voltam à atividade, mas eles parecem diferentes, pois ali não é a mesma máquina de antes, a mente por trás deles se fora.

Agora procurando um Corpus compatível, o mais próximo da filha do Sr.Sundown, e logo ele encontra um G7 que constantemente conversa com a mesma, desabafando sobre problemas insignificantes perante a situação atual.

O garoto havia se desconectado da matriz central a pouco tempo (para caídos), isso faz ele ser vulnerável ao controle remoto, mas ainda assim o ser não podia assumir controle total. O controle remoto era uma habilidade poderosa, mas que seria rapidamente limitada assim que se começa a agir independentemente.

O ser precisaria de outro receptáculo, um com bem menos autonomia, que não tivesse alta inteligência e por fim ter uma mínima conexão com a matriz central, ou seja, praticamente qualquer coisa de natureza eletrônica em setores como Kondor.

Não há mais tempo. O ser logo se desconectaria da matriz central e isso diminuirá muito suas capacidades, ele teria de improvisar um corpo apropriado pouco depois de assumir o controle do garoto.

O ser transmite sua consciência para um espaço da mente do garoto, e calmamente espera uma oportunidade, pois sua análise indicava que a Bruxa, devido a todo seu comportamento nos últimos meses ali naquela arena, só tem consciência verdadeira em momentos chaves perante a certos gatilhos.

Induzir um seria arriscado, já que alguns a botam em um estado hostil instantaneamente. Então tudo que resta é esperar alguém induzir um, algo que logo acontecerá com todos os caçadores de recompensa de Nuldin correndo atrás da isca no anzol, que a Zanza botou.

Então o ser decide apenas esperar mais um pouco, e devido sua criação, consegue ser bastante paciente.

Enquanto isso, ao analisar o dia a dia do G7 que habita, o ser percebe que os caídos daquela instalação estariam condenados, apesar de possuir muita tecnologia, inclusive tendo robôs soldados às centenas e armamento poderoso, isso seria completamente inútil perante a força dos caçadores.

Caçadores de recompensa sempre têm um ás na manga, algo que os bota acima de mercenários comuns. Para sobreviver como um deles, força indiscutível é extremamente necessária. Poderes psiônicos, magia, modificações ilegais, tudo vale para eles.

Até mesmo os mais insidiosos de todos…

Maldições e o Mofo.

Ambas existências singulares, mas intrinsecamente ligadas.

O início e o fim. O fim e o Início.

Após considerar por alguns segundos, o ser passa a rever as informações quanto a maldições, considerando difícil um Mofado aparecer com tamanha rapidez.

“Maldições tem 3 máximas principais: 1- Maldições são geradas através do medo, desespero e outros sentimentos, eles irão procurar se alimentar principalmente daquilo que foram criadas; 2- Maldições geram energia amaldiçoada, ela é capaz de manipular a realidade para alcançar qualquer tipo de objetivo; 3- Maldições são o inimigo natural da humanidade e os caçarão até a possível extinção acima de qualquer coisa.”

“Sabendo dessas máximas, lidar com uma maldição diretamente é um risco, como sempre é em Nuldin, mas enfrentar um caçador ou vários que sejam usuários de maldições é algo extremamente raro, devido a maldições não serem subservientes a quase ninguém. Contudo algo que devo considerar é a segunda máxima, caçadores podem não usar maldições diretamente, mas usar relíquias amaldiçoadas não está abaixo do perfil deles.”

“Enfrentar relíquias capazes de feitos imprevisíveis é algo que qualquer um temeria, mas devo redobrar minha cautela, não posso me envolver em lutas enquanto não ter certeza que não há traços de energia amaldiçoada entre os caçadores. Sem algum tipo de proteção, como Sentezio, encostar ou estar meramente na presença dessa energia, facilmente terminaria meu serviço.”

“Quanto mais avançada for a tecnologia… Mais fácil a energia amaldiçoada é capaz de corromper e destruir a mesma.”

“De fato… Existe algo mais avançado que uma Inteligência Artificial?”

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Olá, eu sou o Mulo!

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