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Um grupo de guardas correm pela instalação, profunda no subterrâneo, longe dos horrores do espaço, eles pensavam estar completamente protegidos.

Até a chegada dos caçadores. 

Obviamente os membros daquela instalação tinham visto a recompensa na cabeça da Bruxa, muitos até consideraram entrega-lá, mas nenhum deles teve tempo para isso.

O tempo é difícil de medir no espaço e nenhum teve a esperteza de tentar sair por cima daquela situação rápido o suficiente.

Armados com Pragas, metralhadoras de pregos tão capazes como as armas usadas pela velha humanidade antes da chegada da nova era, os guardas avançam pelos corredores trocando informações ansiosamente.

— Psykers? Todos eles?

— Sim, se tivermos sorte e não ter que lidar com um maguinho de merda também

— Ah. Eu realmente espero não ter que lidar com um mentalista, odeio os joguinhos daquele bando de esquisitos.

— Rapazes, calem a porra das bocas, temos compania!

O grupo de 10 guardas para, toda a atenção voltada ao fim do corredor, repleto de robôs de combate caídos, mais do dobro dos humanos e usando armas do mesmo porte de pragas. 

Os robôs tinham uma aparência quadrada, cheio de cabos visíveis, os diferenciando dos Corpus militares usados pelos guardas da instalação, e nenhum estava funcionando, caídos estacionários como se alguém tivesse ceifado suas almas maquinais sem o mínimo combate.

— Um Katal. Preparem-se rapazes e observem suas costas. Dedos no gatilho, e atirem em tudo que se mover

Os guardas levantam suas armas e continuam mais lentamente pelo sombrio corredor. Entre eles, alguns mais sensíveis ao sobrenatural, ainda conseguiam sentir traços de energia amaldiçoada, uma lembrança de algo vil que atormenta a todos a muito tempo.

Então eles veem, no final do corredor entrando pela direita, duas figuras, a primeira tinha uma confiança no seu andar e calma em seus olhos, outro humano mekanar, assim como os guardas, seu Corpus é utilitário e bastante quadrado, ou seja, outro Corpus Militar, que exclama poder e força. A segunda figura, também um mekanar, com um Corpus Humanoide, e trajando um manto longo escondendo sua aparência, é de um ar mais resignado e com leves toques de superioridade.

Ambos exclamam a calma assustadora dos imortais, nada os abala, nada os amedronta, além claro de pouquíssimas exceções… Do qual os guardas não faziam parte claro.

Sem perder tempo, os cinco guardas na frente do grupo, disparam. 

Pregos. Dezenas deles em meros segundos, indo a velocidades que nenhum humano sem os Mods certos conseguiria desviar, mas assim que se aproximam, a pessoa confiante parece explodir em movimento, puxando um martelo de construção, ele rebate todos os pregos vindo em sua direção e de seu parceiro. Os olhos dele explodem com energia psiônica.

O pente dos cinco primeiros acaba e enquanto eles recarregam, os outros tomam seus lugares e se preparam para continuar a saraivada de tiros. 

Desta vez a figura do martelo salta para trás, em uma velocidade anormal, e a energia anterior desaparece dos seus olhos. 

Seu parceiro toma a frente, seu capuz obscurece o rosto, mas ali pontos roxos aparecem no local dos olhos, energia psiônica corre pelos braços até a palma das mãos.

A saraivada se aproxima e ao mesmo tempo, a figura em mantos, levanta a uma das mãos, brilhando com energia psiônica.

Uma explosão. Sons de metal partindo e Corpus indo ao chão.

Os pregos a meros centímetros de acertar os inimigos, são impedidos com a explosão de força vindo da palma, a força se igualou com a dos pregos, os fazendo parar no ar e logo cair no chão.

A onda explosiva de força, completamente invisível, partiu os corpos dos robôs caídos e pedaços das paredes, teto e o chão, todos igualmente de metal. Os guardas foram ao chão, alguns jogados dezenas de metros para trás, a maioria ainda vivos. 

A figura do martelo pisca mais uma vez, acelerando em intervalos de 5 em 5 segundos, sistematicamente ele afunda o martelo contra os guardas, desorganizados e a maioria tendo solto as armas devido a onda de força, todos viram presas fáceis. 

— HAHAHAHA BOA BAKU! SABIA QUE PODIA CONTAR CONTIGO! — O psyker com o martelo anuncia, sua voz rachada ecoando pelo corredor.

Mesmo que ninguém pudesse saber, nos olhos do psyker havia a mais pura euforia enquanto ele ceifava a vida de humanos. Esses, que ele sabe que a maioria não tinha uma matriz para os trazer de volta.

Isso é o que deixava a caçada muito mais interessante para ambos os psykers, mesmo que Baku, não fosse tão extrovertido quanto seu parceiro.

— Castor, só tem uma caída aqui, que merece nossa atenção.

Castor termina a vida do último guarda e se vira, pensando em como responder Baku. 

Então ele sente.

Raiva. 

Palpável no ar, ele salta, acelerando o seu corpo e em um segundo ele cruza uma dezena de metros de volta a Baku.

— É ela?

Baku afirma com a cabeça.

Ambos vigiam atentamente o final do corredor, da onde os guardas tinham vindo. A luz ali pisca algumas vezes, e depois de um segundo de escuridão, banhada na luz fantasmagórica da instalação, A Bruxa aparece.

Coberta em Sangolho e segurando um corpo em uma das garras, ela não é diferente dos monstros das velhas lendas.

Nenhum dos caçadores precisa olhar mais de uma vez, o corpo sem vida que tem boa parte do torso perfurado pelas garras daquele monstro, pertence a outro caçador que participou do grupo inicial de invasão, ele não era um psyker, mas tinha Mods bons o suficiente para ser um caçador abaixo da média. 

Apesar disso, a pergunta se instala nos dois caçadores. Pois eles sabem, que caçadores como aquele, sempre estavam em bandos, nunca sozinhos.

“Quantos ela matou até chegar na gente?”

A Bruxa brilhava, como se todo o corpo, tirando os braços negros, tivesse coberto por energia psionica. Seus olhos, duas estrelas brancas ainda, mas agora com algo similar a pupilas, minúsculos pontos roxos. O cabelo selvagem roxo também é um sinal péssimo. 

Os caçadores percebem que a Bruxa está diferente. Muito diferente. 

Ela não era mais apenas a figura bestial, seu olhar e postura agora fazia os instintos dos dois psykers gritar um alerta de perigo mortal. 

Um monstro inteligente, um monstro determinado a eliminar qualquer obstáculo na sua frente.

Esta é a Bruxa na frente deles.

— Baku… 90% de chance dela ser Fortalista, que que você acha?

— Detalhes. Pior dos casos voltamos ao líder, ele lida com qualquer coisa.

— Bem, um peso pesado como ela, deve conseguir levar a gente em um golpe, se acertar. Fica esperto.

A conversa animada morre entre os dois. O silêncio permeia pelo corredor, cada um dos três fica à espera do movimento do outro. Enquanto Baku e Castor tentam antecipar a Psikotécnica da sua oponente.

A Bruxa os observa de volta, apenas demonstrando externamente o mesmo olhar determinado. 

Entretanto, internamente, ela não tinha a menor ideia do que eles conversaram.

Fortalista? Líder? Peso pesado? 

A Bruxa não podia estar mais confusa naquela situação, mas ela sabia de uma coisa.

Na sua frente, têm duas distrações e desde a raposa…

A Bruxa passou a odiar distrações.

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Aviso do autor: Seguinte rapaziada que chegou até aqui, imagino que vcs ja estejam presos (ou quase lá) pra ler 6 caps, então vou só deixar claro pelo resto desta semana (dia 6 – 10) vai ter um cap todo dia lançado as 14:00, to inspirado, quero comemorar ter finalmente postado está bagaça e quero tentar finalizar o primeiro arco (ou pelo menos chegar perto). Depois do dia 10 vou (tentar) sempre postar Terças e quintas la pras 18:00 (tirando datas especiais).

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Olá, eu sou o Mulo!

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