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A Bruxa joga o corpo na direção dos dois, ele voa envolto em energia psiônica. Ao mesmo tempo que avança na direção dos inimigos.

Baku fica parado e levanta as mãos na direção do corpo, suas palmas brilham, e sua psikotecnica ativa com o dobro da força. Uma leve explosão soa pelo corredor e o corpo para no ar e cai no chão logo depois.

Enquanto isso, Castor acelera, e cruza a distância de 10 metros em um piscar de olhos, ficando cara a cara com a Bruxa. Um olhar de surpresa vindo dela, com o oponente sendo tão absurdamente rápido. É quase como se ele tivesse piscado, para fora da realidade, e aparecido instantaneamente na frente dela.

O martelo desce contra ela.

Sendo interceptado pelo antebraço inquebrável da Bruxa. Contudo algo diferente acontece…

Um segundo impacto, várias vezes mais poderoso que o primeiro, desce contra todo o corpo da bruxa. O chão racha e dobra sobre o peso desse ataque sobrenatural. 

O martelo está coberto com energia amaldiçoada.

— Tsc. Esses braços são bons mesmo né?

Os olhos de Castor brilham com a luz roxa habitual, e mais uma vez em um movimento impossível, ele está dando um ataque direcionado na barriga exposta da Bruxa.

Abaixando os braços para defender o golpe, por um fio de cabelo, ela consegue, sentindo o segundo impacto pior ainda. Um formigamento passa por todo braço, focado no ponto atingido. 

— SÉRIO? TU AGUENTOU DOIS??? IMPRESSIONANTE, SENTEZIO É FODA DEMAIS PATRÃO!

Mesmo que com sua “super velocidade” ele pudesse explorar outras aberturas, Castor decide que não tinha muito tempo para isso, apenas piscando mais uma vez e atacando o mesmo lugar de novo. 

O primeiro impacto vem junto da dura realização, um pensamento intrusivo, que claramente não é dela. 

“2 ou 3 vezes é o máximo do máximo que qualquer um poderia resistir a esse tipo de coisa… Mandou bem pirralha!”

O segundo impacto chega com tudo. 

Dessa vez a Bruxa é empurrada alguns metros para trás, conseguindo manter seus pés no chão. No local em que seu braço foi atingido, um buraco enorme foi feito, como se um prego gigante tivesse perfurado o antebraço direito, agora pendurado por um filete de metal e alguns poucos fios.

A troca com Castor durou 4 segundos, no último segundo, ele cruza a distância e fica atrás do seu parceiro

Baku ainda se recuperando de ter parado o corpo, começa a preparar uma explosão.

A Bruxa perplexa que um martelinho daqueles fez um estrago tão poderoso, fica ainda mais chocada, quando vê o metal no seu braço se movendo. Como se fosse uma criatura viva, o Sentezio começa a preencher o buraco sozinho, em um processo lento. Talvez em 1 minuto aquele braço poderia ser utilizado de novo.

Tempo esse que a Bruxa não possuía.

Um estrondo, metal partindo e a Bruxa é jogada até a parede oposta. Um baque poderoso ressoa e ela afunda na parede de metal, lutando contra uma força invisível, que some tão rápido quanto apareceu.

Múltiplos pedaços de Corpus e dos robôs, perfuram a Bruxa, mas a energia envolta da maior parte do seu corpo, a protegeu, diminuindo a severidade dos ferimentos e fortificando o resto do corpo para continuar, mesmo com aqueles mais severos. 

Com esforço e usando apenas um braço, a Bruxa se retira da parede, várias dezenas de metros a separava dos seus agressores, ambos no meio tempo, recuperaram as forças e estão com aquela leve aura arroxeada no olhar.

Só restava uma opção. 

Baku fica surpreso com a cena, de sua feroz oponente, fugindo pelo corredor, escapando da vista dos dois.

A surpresa dura poucos segundos.

— CASTOR AS PAR — Baku é interrompido, pelo som dos suportes da parede esquerda quebrando, sobre a força do impacto do outro lado, uma leve energia arroxeada cobria toda a sua extensão, então apesar de ter sido completamente partida dos suportes, a parede se mantém inteira. 

E agora ela vinha com velocidade assustadora, esmagar os dois ali.

O corredor era largo suficiente para 4 pessoas ficarem lado a lado, com a velocidade que a parede estava vindo, apenas Castor podia fazer algo. 

Ele ativa a sua psikotecnica e o mundo desacelera, e sua mente começa a processar várias vezes mais rápido.

“Essa parede… Merda. Ela é uma Fortalista de Elite, só pode, é a única explicação para ela ter fortificado um objeto nesse escopo, tudo relacionado com psikotecnicas leva a intenção do usuário em conta então…”

Castor joga o martelo contra a parede, que bate muito rapidamente devido a parede vir de encontro.

Um buraco do tamanho de um punho aparece no local do acerto.

“… Para ela conseguir quebrar as leis da física dessa forma e aplicar fortificação de uma forma tão específica ao ponto do local do impacto não ter explodido antes dos suportes… Ela é uma Psyker de verdade, usando sua imaginação e pensamentos pra transformar a realidade…”

— IMPRESSIONANTE! — Essa é a última palavra que Castor consegue falar, sua face esboçando uma espécie de sorriso, ele pisca mais uma vez e agora com a mão no ombro de Baku, olha através no buraco da parede mortífera.

3 segundos se passaram, mas mesmo assim Castor ativa outra técnica, transformando-se junto de Baku em um raio roxo que atravessa o buraco na parede.

Ambos aparecem do outro lado, um estrondo ressoando pela instalação, devido à parede fortificada ter esmagando tudo que existia naquele corredor.

Castor cai de joelhos, seus olhos brilhando muito mais do que o normal, com ainda uma leve dobra onde seriam seu sorriso metálico.

A cabeça dele explode. 

Energia psiônica espalha-se, uma fonte absurda que parece nunca ter fim. O corpo cai no chão e continua a vazar a energia etérea pelo ambiente.

Baku não fica abatido, e observa o novo campo de combate. O outro lado da parede mortal tem várias salas usadas como armazéns, as paredes entre elas agora continham rombos, que foram usados pela Bruxa, para chegar no que seria o meio da parede do corredor daquele lado. O local como um todo estava revirado pela estratégia destrutiva da bruxa.

— Parabéns, não é todo dia que vejo alguém nos colocar contra a parede daquele jeito… Sem trocadilhos. 

A Bruxa inclina a cabeça um pouco, curiosidade nos olhos quanto a morte do oponente com o martelo, que era o mais perigoso até onde tinha visto. 

O olhar vai em direção a Baku, sozinho e com o martelo provavelmente destruído, a Bruxa parece mais convencida do que nunca de sua vitória.

— Bruxa, só porque você fez o Castor ter um engasgo, não pense que isso é uma vantagem. O fato é…

Tirando o capuz que cobre o seu rosto, Baku de fato tem um rosto humanoide, bastante bonito e frio, sendo um mekanar, tudo ali é sintético claro. Contudo, ele vestia mais um incremento. 

Uma coroa de louros feita de bronze.

A coroa emanava energia amaldiçoada, que rapidamente cobre todo o corpo de Baku.

Os dois minúsculos pontos roxos no olhos brancos da bruxa encaram as íris completamente roxas de Baku. A energia psiônica que sai da sua cabeça, já está nas palmas de ambas as mãos, brilhando ansiosamente.

— …Um Energista como eu, é muito mais perigoso sozinho.

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Olá, eu sou o Mulo!

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