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A Bruxa não está na melhor das situações, seu oponente não vai cair facilmente, como o do martelo, em cima disso, o seu braço direito ainda está no processo de cura, o deixando completamente inútil durante quase um minuto.

Em uma luta como essa, cada segundo conta, ela não poderia se dar o luxo de curar o braço antes de enfrentar Baku. O pior de tudo, é que o do martelo, inutilizou justamente a mão dominante da Bruxa, um golpe de sorte que tirou ataques poderosos das opções dela.

Sem parar para citar os vários pequenos cortes e perfurações que sofreu quando foi atingida pela explosão do corredor, o mais severo sendo dois pedaços alojados no torso, mas que por agora ela facilmente conseguia ignorar, com a ajuda da energia psiônica cobrindo seu corpo.

Por fim, uma dor de cabeça infernal começou, logo depois de utilizar seus poderes para fortificar a parede.

Enquanto isso, Baku está sem nenhum ferimento e nem um pouco cansado. É quase como se todo o esforço de usar as técnicas sumiu após um tempo. Ou talvez nunca foi preciso esforço de verdade.

Baku avança, seu estilo de luta mudando completamente, nada do atirador de longas distâncias de antes, resignado e controlado. A postura de um artista marcial, que sabe bem lutar corpo-a-corpo.

O primeiro soco acerta a barriga da Bruxa, é como um trem a acertasse, uma força de centenas concentrada em uma pessoa.

Mesmo assim ela se mantém de pé. Um costume perigoso de analisar os oponentes e deixar-se aberta para ver o que eles fazem, vez ou outra dá frutos.

Ao invés de desviar, confiando na sua resiliência natural, a Bruxa preparou um contra-ataque. Sua garra esquerda vai na direção da cabeça de Baku.

A centímetros do rosto dele, a garra para, encontrando uma força invisível, que iguala a mesma quantidade de força que ela colocou no ataque.

No segundo que ela parou Baku aproveita, pegando seu braço e jogando por cima do seu ombro, tacando ela contra o chão. Seus olhos brilhavam com fulgor.

Ainda segurando o braço, Baku rodopia e joga a Bruxa contra uma das paredes inteiras, ela afunda o metal, quase o rompendo.

Baku dá uma voadora de duas pernas, a força é suficiente para mandar sua oponente através de meia dúzia de paredes da instalação.

Mesmo assim, a primeira coisa que a Bruxa vê quando se levanta, é a imagem do seu inimigo, já preparado para dar outro golpe.

O pânico que já corria solto pela instalação, aumenta, quando guardas e outros caçadores embrenhados nas suas próprias batalhas, são interrompidos pelo ciclone violento daqueles dois monstros.

Tudo que os espectadores podiam fazer é rezar, para não serem pegos no meio daquilo.

A surra continuava unilateral, sempre que a Bruxa dava um ataque, ele era parada pela força invisível, e esse momento acabava dando mais uma abertura para Baku. Posta na defensiva, algo notável é que a psikotecnica de seu oponente, seguia uma regra similar a do outro psyker, a barreira de força sempre aparecia em intervalos de 5 segundos após seu uso.

Não. Na verdade aquilo não era uma barreira…

Baku tenta atingir um murro no rosto da Bruxa, que desvia e usa sua garra esquerda para perfurar a garganta dele.

A força invisível a para novamente. Desta vez, ela tenta mover o resto do seu corpo enquanto é afetada.

Falhando miseravelmente em mover sequer um centímetro. Isso é o que dava aberturas pro Baku, mesmo que por poucos segundos, em uma luta cada segundo conta.

O costume de tomar golpes do seus oponentes para entender suas habilidades, havia impedido a Bruxa de perceber algo tão simples, se tivesse tentado desviar logo depois de um ataque, ela teria percebido isto instantaneamente.

Agora estava na hora de provar uma última hipótese, a de que Baku não estava usando uma barreira ou algo similar.

A Bruxa recebe um soco que a manda contra um robô de construção, a batalha havia progredido até um armazém, que só possui detritos e sucata, por causa da luta violenta.

— Você realmente devia desistir, eu possuo a força de 100 guerreiros, sou um exército de um homem só. Além do fato que você nunca vai conseguir me acertar.

Baku observa sua oponente se levantar, rasgar vários pedaços do robô, e com a mão cheia, jogar com tudo na direção dele.

Ao mesmo tempo ela corre pro lado velozmente, circulando ao redor de Baku. Os pedaços indo na sua direção brilham com uma leve camada roxa.

A Bruxa enfia as garras no chão mudando a direção da sua corrida e se içando pro seu alvo ao mesmo tempo, ficando perpendicular aos projéteis que tinha lançado. Baku não os impede e toma uma saraivada de pedaços de metal fortalecidos.
Os projéteis atravessam seu Corpus, e ele defende os que acertariam seu crânio, se mantendo de pé com ferimentos por todo corpo.

Baku se vira a tempo de ver a Bruxa, rasgando o filete de metal que mantinha seu braço direito.

Ainda em movimento e com o braço direito caindo, ela chuta com toda sua força, o braço, que voa como um míssil, na direção da cabeça de Baku.

Naquele momento Baku entendeu de verdade, a diferença entre psykers comuns e os de elite. Fortalistas por si só já são perigosos, seus corpos são passivamente fortalecidos por processo similar às técnicas que eles usam. Mais resilientes, mais fortes, mais rápidos, Baku pensava que a força adicional provida pela coroa seria suficiente, e talvez fosse… Mas não para um psyker de elite.

Naquele pouco tempo da luta, a Bruxa teve uma vantagem suprema.

Psykers de elite são capazes de ter um entendimento inato de energia psiônica e do fluxo da mesma. Então ela compreendeu a técnica dele, depois de ver em ação múltiplas vezes, analisando o fluxo liberado pela técnica.

Explosões de energia cinética, claro, as maiores ele precisa de tempo para se concentrar, mas sua habilidade central são explosões menores, silenciosas e focadas em um corpo só, sempre igualando a energia gerada com a que o corpo está exercendo. O resultado disso é impedir o movimento ou ação de um corpo.

Isso o deixava intocável aos ataques da Bruxa, que devido a sua força e rapidez superiores, o impedia de tentar desviar.

Agora não era diferente, o braço veio numa velocidade impossível de desviar, então só restou uma opção.

O braço para a centímetros do rosto de Baku. Em uma última tentativa desesperada ele salta para trás tentando colocar distância entre os dois.

“5 segundos eu só pre-”

Sua mente da branco, ele observa atentamente os movimentos da Bruxa, o mundo parece desacelerar.

4 segundos.

A Bruxa alcança o braço que está começando a cair.

3 segundos.

A Bruxa para de se mover e pega o braço partido mais uma vez, a palma está aberta e as garras tão afiadas como nunca.

2 segundos

O braço é lançado com toda a força, mirado na cabeça de Baku. É isso, ele deve ter se afastado poucos metros do local onde o braço saiu, não havia a menor chance dele desviar.

1 segundo.

Baku desviar é impossível, mas desviar a trajetória do braço…

Uma faca envolta de uma aura vermelha, acerta o braço no meio do trajeto, a diminuta faca possuída por uma força mística, consegue mudar o curso mortal alguns centímetros.

O braço voa para baixo do curso previsto, e perfura a cintura de Baku, que se dobra em dor e cai contra a parede atrás dele. A única coisa o mantendo vivo sendo a coroa. Quase partido em dois, com sangolho e cabos viscerais espalhando-se pelo chão ele não conseguiria mais se levantar. Nem 100 guerreiros conseguiriam, diante de um ferida daquelas.

— Desculpa interromper a festinha, mas eu recebi muitas reclamações de barulho, então vim checar se você é tudo que dizem por aí… Bruxa. — anuncia uma figura de cabelos vermelhos, no estilo moicano.

Uma aura etérea vermelha, cercava a figura.

— Prazer! Eu, como líder dessa caçada, vou te derrotar. Não me decepcione!

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Olá, eu sou o Mulo!

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