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Bruno, o líder dos caçadores, têm cabelos vermelho fogo, estilizado como um moicano, ele é alto, mas de uma forma desproporcional e estranha. Seus braços e pernas são muito grandes, o Corpus humanoide parecia velho e acabado, de uma magreza esquelética. Seus olhos perpetuamente fechados.

Acima de todas essas características, uma aura vermelha viva, emana dele.

A aura etérea de Bruno é estranhamente familiar… Muito similar a aura roxa que emana da Bruxa.

A Bruxa avança no líder, que não faz absolutamente nada para esquivar ou defender, chutando-o contra uma parede. Afundado nela, ele diz:

— Esse é o melhor que pode fazer?! Vamos se esforça mais, bruxinha.

Imitando Baku, ela dá uma voadora de duas pernas, no entanto o que a recebe, não voa por seis paredes, mas sim por 18. Salas inteiras desmoronam, devido ao dano já recebido, durante tudo isso Bruno apenas está com um sorriso seco no rosto.

O ciclone de violência passa pela instalação, mas dessa vez a situação foi invertida, a luta continua unilateral, a Bruxa atacando sem parar, com sua força explosiva. Bruno está com um sorriso no rosto, recebendo cada golpe e defendendo-se apenas dos mais perigosos.

Infelizmente, a Bruxa além de ter perdido seu braço dominante, o cansaço mental e o desgaste físico estão alcançando-a. Mesmo com um corpo poderoso aumentado pela energia psiônica, progressivamente seus ataques perdiam a potência, sua resistência diminuía. O problema não é falta ou perda de energia psiônica bruta, mas a perda de eficiência do uso.

“Quanto mais extensa e cansativa uma luta for, pior será a perda de eficiência no uso de energia psiônica…” O pensamento invasivo some tão rápido quanto apareceu.

Ignorando a possibilidade crescente de derrota, a Bruxa, em um último esforço, dá tudo de si.

Os golpes tornam-se mais rápidos, mais fortes e mais precisos.

O sorriso do seu oponente aumenta, uma diversão juvenil estampada na sua face. A aura vermelha aumenta, envolvendo os dois. A dança de violência unilateral, agora parecia estar acontecendo no meio de chamas espectrais. Bruno abre os olhos, a sua íris vermelha, igual ao “fogo” que os cerca, tem uma intensidade sinistra.

— Eu estudei seus movimentos, vi cada uma das suas lutas, você precisa de tempo e concentração para usar aquela habilidadezinha de regeneração. Uma pena! Adoraria ter lutado com você 100%, mas sabe como é…

A Bruxa salta tentando dar um chute direto no rosto do inimigo, Bruno agarra sua perna, com uma força absurda e puxa ela para perto.

Usando a outra mão ele agarra a cabeça da Bruxa e a joga contra o chão. Todo o peso caçador cai sobre ela, mesmo com um Corpus esquelético, ele parece pesar uma tonelada.

— O Influx fala mais alto. Então se você puder parar de resistir, vai deixar o processo todo mais fácil de quebrar seu corpo em pedacinhos. Aquele playboyzinho não ganhou, mas ele tinha boas ideias… he…he…he.

Durante o riso lento e sinistro do caçador, nos olhos da bruxa vê-se uma montanha de emoções.

Primeiro, a raiva, extremamente familiar. Depois, uma apreensão, dúvidas e ansiedade quanto a toda situação. Por fim, o mais puro medo.

— Não fique com medo! Eu vou cuidar muito bem dessa sua cachola, preciso de você viva.

Imobilizada. Cansada. Mentalmente exausta. O desespero começa a surgir nas profundezas do ser da Bruxa. Após tanto tempo com apenas apatia, ela caiu de cabeça em uma confusão de sentimentos.

Para no fim perder, nem uma hora depois de ter ganhado a liberdade. Não podendo aproveitar nada. Não podendo provar o lado mais doce da vida. A amargura e apatia estavam impregnadas na sua mente, mas lá no fundo, ela sabia, ou pelo menos, queria acreditar na existência de um lado melhor da vida.

Mesmo com grande força de vontade, a soma de todos os acontecimentos até agora, foi demais.

O desespero a assola.

E com o desespero, um sentimento tão amedrontador naquela era, uma nova presença surge.

Bruno salta de cima da Bruxa, percorrendo algumas dezenas de metros para trás.

“Movimento? Pensei que tinha ficado louco, mas com certeza tem algo na boca da-”

Uma longa mão branca com unhas afiadas, sai da área da boca da Bruxa, se puxando para fora e distorcendo o próprio espaço.

Uma criatura feita de pesadelos, de tamanho impossível.

Uma Maldição.

A criatura ao chegar ali muda o ambiente por completo, a sala aumenta e transforma-se em uma floresta infinita e silenciosa.

A maldição em si, é de um tamanho incalculável (para padrões humanos), da cintura para baixo é completamente feita de névoa, pela sua pele branca cadavérica uma infinitude de bocas se abrem e fecham simultaneamente, os dentes todos diferentes uns dos outros, mas algo neles, dizia ao caçador que todos são igualmente mortais.

A criatura tem quatro poderosos braços com unhas afiadas como facas, que seria uma das partes mais intimidadoras da criatura, mas a face é mais desconcertante. Uma boca central com lábios grandes e volumosos, um sorriso perfeito está estendido.

Toda a parte superior do rosto também é feita de densa névoa.

Bruno está completamente paralisado, não é a primeira vez dele vendo uma maldição. No entanto aquilo… Aquilo não era uma maldição qualquer.

Silêncio.

Silêncio, como Bruno nunca tinha sentido antes. O tempo perde todo o sentido.

Alucinações sonoras aparecem, para compensar pelo silêncio infinito. Bruno começa a ouvir o funcionamento de cada órgão sintético dentro do seu Corpus.

Um sentimento de solidão terrível… Que no fim das contas, acaba não sendo tão terrível para alguém como Bruno.

Enfrentar a criatura é completamente fora de questão. O silêncio fica pior o tempo todo, mas a intuição de Bruno gritava, para ele não fazer barulho algum naquela floresta.

Caso contrário algo muito, muito ruim, poderia acontecer.

A Maldição do Silêncio começa a se mover. Saboreando o momento, de aproximar-se da presa, sem precisar de esforço algum.

A Bruxa estava caída inconsciente. Levada pela onda de emoções e cansaço.

Não havia saída e pior de tudo. Maldições naquele nível, capazes de usar energia amaldiçoada para alterar o ambiente daquela forma drástica. Também são capazes de modificá-la para conseguir matar até mesmo os imortais. Matrizes de renascimento são inúteis contra Maldições como a do Silêncio, assim como qualquer outro método de imortalidade. Assim como o método de Bruno.

Já desistindo da ideia de sobreviver, uma única ideia entra na mente de Bruno. Por que a maldição está focada nele? Por que não matar a mulher desacordada, muito mais próxima.

Como que isso fazia qualquer sentido.

“Eu sou um alvo mais fácil do que a Bruxa, INCONSCIENTE!? Que tipo de zoação é essa demônio do caralho.”

“Não. Maldições Superiores não agem sem uma lógica perversa! Então ou 1: A maldição simplesmente está guardando o alvo fácil para mais tarde. Ou 2: A maldição é incapaz de atacar a Bruxa! É a única coisa que faz sentido, senão porque uma maldição ignoraria uma humana para atacar, justo alguém como eu?”

“Eu realmente espero não errar pela primeira vez na vida hehehe… seria uma pena deixar esse plano, sem deixar minha marca nele!”

Sem perder tempo, Bruno avança em direção a Bruxa.

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Olá, eu sou o Mulo!

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