Selecione o tipo de erro abaixo

23:28

— O sangue derramado até agora é apenas o começo. Precisamos de mais cadáveres para completar o ciclo da nossa cerimônia. Sigam as sombras e tragam-me os corpos de que precisamos.

A ordem reverberou pelo espaço como uma proclamação imutável como um voto ameaçador que ressoa no vazio do incognoscível. 

As palavras de Klaus Fritz eram mais do que meras instruções; eram um cântico que ressoava nas sombras como uma injunção divina maléfica que observavam do outro lado da cortina da morte.

O ciclo do ritual exigia mais do que apenas cumprimento; exigia uma submissão irreflectida aos planos sinistros que se avizinhavam.

Portanto, o ar ameaçador permeava a atmosfera. 

Wolfgang se esgueirou pelas sombras enquanto a noite caía sobre Hill City como uma cortina negra. 

Parecia haver murmúrios de segredos ocultos que ressoavam na propriedade abandonada com seu exterior deteriorado. 

As tábuas desgastadas que compunham a estrutura da casa abandonada rangiam quando o vento gelado soprava pelas frestas.

Wolfgang estava sob ordens para concretizar ações perversas. 

A escuridão cobria a figura de uma mulher já morta que ele arrastava pelos degraus rangentes, com o rosto mutilado e irreconhecível. 

O corpo deslizava pelo chão a cada puxão, produzindo um som repugnante que ressoava como um último gemido aprisionado atrás das paredes em ruínas.

Uma velha mesa de madeira com uma superfície descolorida e irregular aguardava no cômodo empoeirado, enquanto o luar brilhava através das janelas quebradas. 

O cadáver foi colocado sobre o primeiro corpo com uma pureza assombrosa. 

Um par de olhos vagos olhava para o teto, talvez observando a performance macabra que acontecia acima deles.

Depois de dar um breve passo para trás, Wolfgang mergulhou na escuridão da casa para encontrar o segundo corpo. 

Colocado o corpo de outra mulher ligeiramente despida em cima das duas seminuas, essa, demasiadamente desfigurada pela selvageria do assassino, parecia ecoar um gemido sem palavras. 

Uma estrutura horrível feita de ossos e carne, testemunhando o ato horrível que havia ocorrido nesse local árido. 

As paredes mofadas da residência isolada estavam cheias do odor da morte. 

Cada respiração de Wolfgang era uma inalação de decadência, um perfume de morbidez que se misturava com a sujeira que encobria o espetáculo medonho à sua frente. 

Wolfgang estava olhando para uma obra de arte de terror ao vivo, como se a morte tivesse pintado seu horrível autorretrato. 

O corpo contorcido da vítima era quase irreconhecível quando estava deitado sobre os móveis surrados. Os membros estavam torcidos em ângulos estranhos, como se a rigidez do cadáver ainda contivesse o som do último tormento da vítima.

— Isso é tão maravilhoso…

A pele pálida da mulher estava repleta de cortes profundos que desenhavam padrões atrozes sobre a selvageria do assassino por meio do derramamento de sangue. 

Os hematomas floresciam como flores murchas, lançando tons escuros de violência sobre seu corpo. 

Parecia que o autor do assassinato havia deixado suas fantasias mais pervertidas à solta nessa pobre pessoa, transformando-a em uma obra de arte grotesca e um lembrete constante de seus desejos doentios.

— As americanas são sempre boas meninas.

Ele acariciou a coxa da mulher recém-falecida, observando com um senso de alegria distorcido a expressão da violência que ela havia sofrido antes de seu ato assassino. 

Os hematomas e os cortes no corpo dela contavam uma história de agonia e sofrimento, o que deixou Wolfgang muito emocionado. 

Ele se deleitava com o poder que tinha sobre ela, saboreando o controle que exercia.

— Quando vamos ter uma segunda vez? 

Enquanto estava sobre a forma sem vida dela, Wolfgang não pôde deixar de soltar uma risada sinistra. O prazer perverso que ele sentia com a dor dela era inebriante, alimentando seu desejo por mais atos de sadismo. 

Ele sempre foi atraído pelo lado mais sombrio da natureza humana, encontrando consolo nas profundezas de sua própria depravação. 

A onda de domínio que corria em suas veias era como uma droga, viciando-o na dança perversa do poder e da submissão. 

A cada ato de crueldade, ele ultrapassava os limites de suas próprias tendências sádicas, desejando a próxima vítima para saciar sua sede insaciável. 

Ao observar o outro corpo sem vida à sua frente, um sorriso perverso surgiu em seus lábios, sabendo que mais uma vez havia provado seu domínio sobre outra alma indefesa. 

— O que você está pensando? Parece que carrega o peso do mundo nas costas.

Ouviu-se uma voz do lado de fora. Wolf se aproximou da janela e observou um par de jovens passeando pela rua.

— Onde está a Mavie? Não quero deixar duas peças faltando.

E enquanto o Wolfgang estava à janela, antes de um ato sinistro, o espaço aberto nos arredores de Hill City foi banhado por um brilho suave da lua. 

O vento sussurrava por entre as árvores, testemunhando o evento em silêncio. 

A misteriosa e imperturbável Mavie estava submersa na escuridão da noite, com sua silhueta oculta pelas sombras inquietantes que o parque conferia.

A forma sem vida que ela puxava em seus braços era um cadáver, com a pele marcada por cortes profundos e mutilações desagradáveis. 

O vento fazia com que os galhos das árvores murmurassem com desdém, dando a impressão de que a natureza era contra o espetáculo horrível que estava acontecendo.

A visão do corpo retalhado era uma exibição hedionda de violência, com cada ferimento testemunhando a violência cometida. 

Ela pôs colocou o corpo no chão frio

Havia um odor penetrante de morte, uma mistura de matéria em decomposição e desesperança. 

A luz pálida da lua lançava um brilho sinistro no rosto de Mavie, destacando a frieza em seus olhos. 

Ela enfiou a mão na bolsa e tirou as luvas, calçando-as cuidadosamente. 

Quando começou a arrumar meticulosamente os membros dilacerados e a carne mutilada, uma sensação de satisfação se espalhou por seus lábios. 

Mavie sempre encontrou um estranho conforto no caos das consequências, encontrando consolo na ordem que criava a partir da destruição.

O corpo infantil, que havia sido exposto a abusos hediondos de Mavie, estava coberto de sombras e parecia irreconhecível. 

Sua pele estava rasgada. 

Sua pequena estrutura estava contorcida de dor.

Mavie, com um coração tão sombrio quanto a noite que a cercava, sentiu um lampejo de remorso, mas rapidamente o sufocou com sua fria indiferença. 

A satisfação perversa que ela obtinha com seus atos sórdidos se intensificou enquanto ela olhava para a figura sem vida diante de si, sabendo que havia extinguido a luz daquela alma inocente para sempre.

— Tudo por ele.

Os corpos que se sobrepunham criaram uma escultura odiosa feita de dor e carne. 

O segundo corpo – desmembrados pela crueldade da violência – e a vítima menor foram agrupados para criar um triste mosaico de depravação e morte. 

Como se as árvores guardassem um segredo aterrorizante, preservando a memória do que acabara de acontecer, o vento sussurrava entre as folhas.

— Sempre por ele.

Baseado na convicção de Klaus de que a vida não acaba realmente depois da morte, em vez disso, é uma porta para um mundo de segredos e potencialidades não realizadas. 

Mavie e Wolfgang pensavam que podiam transcender os limites da existência humana e tornar-se um ser que existia entre os vivos e os mortos através destes ritos sacrílegos.

Cada corte que faziam num corpo, cada gota de sangue que deixavam correr, era um sacrifício oferecido à divindade malévola que esperavam invocar. 

As referidas cerimônias, que se distinguiam por uma liturgia perversa e distorcida, eram a chave para abrir as comportas do além e deixar as sombras transbordarem para o reino dos vivos.

O Mephisto via os cadáveres como mais do que simples coisas em decomposição; eram instrumentos, contentores para a força maléfica que ansiava controlar. 

— Espero que dê certo.

A lança ensanguentada de Mavie, sua arma e companheira, estava por perto, incrustada na terra e brilhando ao luar, como um testamento sinistro deixado na cena do crime. 

Suas bordas afiadas brilhavam com uma aura ameaçadora, como se guardasse os segredos de inúmeras batalhas travadas.

Aproximou-se do objeto e o retirou do solo.

— Quanto tempo falta ainda? 

Dando meia-volta, ela andou pelas ruas da cidade afora da planície. 

Ao dobrar uma curva, avistou dois jovens caminhando pelo mesmo caminho, conversando.

Não é medo, é mais como um incômodo geral. Como se algo estivesse fora de sintonia.

— Já lidamos com tantas situações esquisitas, Lewis. Achei que você estivesse acostumado com a ideia de que a normalidade está fora de cogitação.

Os postes de luz à distância lançavam uma sombra irregular sobre eles, iluminando a inocência juvenil que contrastava fortemente com a escuridão que se seguia.

Mavie instintivamente se escondeu na escuridão, olhando para os jovens despreocupados à medida que eles se aproximavam. 

Uma pequena abertura entre dois edifícios proporcionava um refúgio improvisado à esquerda deles. 

Mavie se movera como uma sombra ao longo da parede, entrando na pequena abertura. 

Em um canto, havia latas de lixo empilhadas para oferecer mais proteção. Ela havia decidido se esconder por ali, desaparecendo nas margens como se fosse uma parte natural do ambiente.

— Agentes? 

A voz de Mavie cortou o silêncio, aguçada por um misto de curiosidade e suspeita, enquanto os seus olhos perscrutavam ambos à sua frente. 

Aqueles que entravam no espaço, identificados pelos seus uniformes padronizados, desencadeavam uma reação calculada.

— Perfeito.

A palavra escapou dos lábios de Mavie com uma inflexão sutil, um tom que misturava aprovação e fria determinação.

A perfeição, neste caso, não era apenas uma aprovação casual; era uma aprovação discreta de que os elementos do plano estavam a alinhar-se como desejado.


A estrutura deserta que Klaus escolhera como seu domínio permanecia ali como um monólito esquecido. 

O edifício tinha um ar decadente e as suas paredes gastas pareciam sussurrar velhos segredos, servindo de relicário a costumes proibidos.

Guardado por portas rangentes, a entrada do lugar parecia ser uma porta para um reino distorcido. 

Como um suspiro fantasmagórico, o vento sussurrava por entre as frestas, alertando os possíveis invasores para a natureza do que se encontrava para lá.

Árvores retorcidas com membros que se projetavam como dedos esqueléticos rodeavam a área. A área assumia um ar de outro mundo quando o luar dançava sobre a folhagem negra.

— Que os mortais continuem a acreditar em sua grandeza efêmera, porque, no final, sua existência é apenas um eco fraco em um mundo indiferente.

Nas ruelas, vêem-se os vestígios do que se perdeu. Montras fechadas, sujas e com murais desbotados que retratam uma época em que a esperança era real. 

O que resta do comércio outrora vibrante é um eco silencioso do passado.

À noite, as poucas luzes que ainda são visíveis nas esquinas das ruas lançam sombras rodopiantes que reverberam com uma tristeza que se infiltra nos recantos mais escondidos da cidade. 

Os faróis dos carros são tão invulgares como as estrelas longínquas num céu nublado; lançam feixes de luz que chamam a atenção para a vastidão do espaço.

— Venha até mim, Benjamin. Seus pecados, como sombras lançadas em uma parede iluminada por um sol moribundo, continuam a dar vida a uma era completamente amaldiçoada, uma era que ecoa com o suspiro triste de destinos selados pela própria natureza humana.

Olá, eu sou o Nyck!

Olá, eu sou o Nyck!

Comentem e Avaliem o Capítulo! Se quiser me apoiar de alguma forma, entre em nosso Discord para conversarmos!

Clique aqui para entrar em nosso Discord ➥