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Após os eventos da madrugada, Mayck conseguiu dormir tranquilamente, mas sua cabeça começou a trabalhar mesmo antes dele acordar. 

Agora que eu paro pra pensar, de onde vem a espada que eu usei sempre? Não só ela, como também meu equipamento saem de algum lugar que eu não conheço. 

Assim que abriu os olhos, essa foi a primeira coisa a vir em sua mente. 

Ele encarava o teto branco com um olhar cheio de dúvidas.

Só depois ele percebeu a forte luz do sol passando pela janela e cobriu o rosto. 

Que horas são?

Estendeu a mão e pegou o celular em cima da cômoda ao lado da cama. Quando o ligou, deixou os olhos semi abertos por causa do brilho da tela do aparelho. 

O relógio marcava 11:55. 

Quase meio dia? 

O garoto se revirou na cama e tentou adaptar sua visão à luz. 

Ele precisava levantar e fez isso após tomar coragem. 

Quando pisou no chão, ele sentiu uma pequena dor em seu pé direito, o que o fez se sentar na cama imediatamente. 

“Ai…”

Seu pé tinha uma mancha levemente avermelhada na região do tornozelo. 

Eu torci o pé? Talvez tenha sido na hora que eu pulei…  mas eu não senti nada naquela hora. Que estranho. 

Dois toques na porta interromperam seus pensamentos. 

“Sim?”

A porta foi-se abrindo lentamente e revelou Lorena do outro lado da porta. 

“Hm? O que foi?”

“Eh… A vovó pediu pra você descer”, ela disse ainda tímida. 

Não parecia que ela iria se acostumar com o garoto tão fácil. 

Ele sorriu quando viu os olhos da garotinha se mexendo para todos os lados e evitando contato visual com ele. 

O que fazer? Paciência. 

“Eu vou descer logo. Obrigado por me avisar.”

Sem responder, Lorena fugiu de lá. 

Mayck observou a porta aberta por um tempo, mas logo voltou sua atenção para seu pé novamente. 

Apertou levemente a região machucada e sentiu uma pontada de dor, fazendo ele franzir a testa levemente. 

“Isso dói…”

Criou coragem para se levantar mais uma vez e caminhou em passos lentos até o guarda roupa, na parte onde guardou suas roupas. 

Ele trocou de roupa e andou até a porta. Ainda sentia o desconforto, mas não era tão insuportável. 

Tudo o que ele tinha que fazer era andar devagar para amenizar a agonia. Porém, claro, uma hora ou outra alguém acabaria notando, mas Mayck conseguia esconder o que estava sentindo. 

Desceu as escadas vagarosamente e chegou à cozinha. 

“Bom dia, vó”, ela cumprimentou ao ver a senhora sentada em um sofá, fazendo o que parecia ser tricô. 

“Ah. Bom dia, querido. Conseguiu descansar bem?” Tomoko perguntou ao vê-lo descer as escadas. 

“Sim. Eu consegui dormir tranquilo.”

“Que bom. Eu espero que os barulhos não tenham te incomodado.”

“Barulhos?”

“Sim. Durante a noite, na rua, fica um som como o farfalhar das folhas das árvores em uma ventania. Por isso eu perguntei.”

“Ah, entendo.”

Farfalhar? Ela tá falando daquilo? A memória do bater de asas daquele Ninkai ainda estava fresco em sua mente. 

“Não precisa se preocupar com isso. Eu apenas queria saber se você não ficou incomodado com aquilo. Acontece todas as vezes, mas ninguém sabe o que é?”

“Hmm… É um tipo de lenda urbana por aqui?”

“Acho que você pode interpretar assim. Vamos, você deve estar cansado da viagem, mas não pode ficar o dia todo na cama. Tome seu café da manhã.”

“Tudo bem.” Mayck assentiu e foi para a cozinha em seguida. 

Acima da mesa que ficava no centro do cômodo, havia uma garrafa térmica, o qual parecia estar cheia de café. E também haviam alguns pães em um recipiente de vidro. 

Faz tempo que eu não tomo um café da manhã assim… É bem nostálgico até.

Desde que se mudou para o Japão, teve que se acostumar com a cultura e costumes locais, portanto parte de seus hábitos foram mudados, como alimentação e entretenimento. 

Pegou o pote de manteiga que também estava por perto e, com uma faquinha, recheou o pão. Depois se serviu com o café. 

Quando levou a louça que sujou para a pia, notou que ela estava vazia, então presumiu que deveria lavar a sua parte. E assim o fez. 

“Bom dia, ou melhor, boa tarde”, Jade falou ao entrar na cozinha e ver o garoto lavando a louça. “Decidiu ajudar nas tarefas de casa?”

“Eu acho que não deveria só estar presente. Devo ajudar em alguma coisa ou outra.”

“Se isso for diminuir o meu trabalho, então eu não me importo. Mas ao menos não deixe mal feito.”

“Eu passei boa parte da minha vida fazendo isso. Deixar uma sujeira passar provaria que eu sou uma vergonha da profissão.”

“Haha. É brincadeira. Mas você é engraçado.” Repentinamente ela soltou um elogio. 

“Eu não acho isso.”

“Ah! Daqui a pouco eu e Lorena vamos até um parque e depois vamos esperar a minha mãe. Gostaria de ir com a gente?”

“Bom… eu acho que vou recusar…”

“É uma boa ideia.” Takafumi apareceu de repente, ignorando completamente a decisão do garoto. “Assim você pode até se divertir mais com uma garota da sua idade do que com um velho como eu.”

“Já que é assim…”

Não vendo mais opções de fuga, só lhe restou desistir. 

“Certo. Então eu vou secar a louça e você relaxa um pouco. Daqui até a estação e o parque é uma boa caminhada.”

Não vamos chamar um táxi?

Para sair do aeroporto até a estação levou um bom tempo. Mas como Mayck ajudou Nozomi no caminho, ele não conseguiu ter o senso de tempo da estação até a casa de seus avós. 

Agora que eu lembrei. Eu devia mandar uma mensagem perguntado se ela conseguiu encontrar a tempo. 

Mayck subiu para o quarto com isso em mente. Antes de pegar no celular, imaginou se isso não seria muito estranho de se fazer, mas não pensou muito. 

Era uma mensagem simples, apenas perguntando se ela havia conseguido participar da reunião. 

Ela foi vista na mesma hora, como se o destinatário estivesse esperando aquela mensagem e logo uma resposta foi enviada. 

[Eu consegui graças a sua ajuda. Muito obrigada.]

Que bom, né?

[Fico feliz por ter ajudado. Tente não se perder de novo.]

[Farei o possível.] 

Após a mensagem, ela enviou uma figurinha batendo continência. 

“Parece que ela vai ficar bem.” Mayck concluiu. 

Jogou o celular na cama e abriu o guarda-roupa. Se iria sair, tinha que, ao menos, vestir algo decente, mas nada muito bem pensado para não parecer empolgado. 

Retirou do guarda-roupa uma camiseta polo branca e uma calça de moletom preta. 

“Acho que isso está bom.”

Ele se vestiu, mas ainda tinha bastante tempo até a hora combinada, então achou melhor matar o tempo jogando no celular. 

Jogos de FPS não eram o seu forte. Ele jogava bem no começo, mas, conforme jogava ele ia piorando gradativamente. Talvez esse tipo de jogo não fazia bem para seu coração. 

Por outro lado, jogos de RPG single player ou online o deixavam relaxado e feliz. 

Naquele momento, Mayck pensou que talvez fosse um ávido devorador de histórias. 

No meio de uma luta contra um ‘boss’, uma notificação de mensagem apareceu na tela. 

A pessoa que enviou o pequeno texto foi Takashi. Ele queria saber se o garoto havia chegado bem e como estava. 

Mayck respondeu que estava bem e uma conversa começou a se desenrolar. Quando se deu conta, já havia se passado uma hora. 

O tempo passa rápido quando eu me divirto… Que injusto. 

Se levantou com uma pontada de indignação e calçou o tênis indo para a cozinha, em seguida. 

Avistou Jade e Lorena no sofá. Jade estava com uma Xuxinha na boca e prendendo o cabelo da garotinha com a outra. Pelo que podia ver, ela estava fazendo uma ‘maria chiquinha’ no cabelo da criança. 

“Espere mais um pouco. Eu já estou terminado”, Jade falou. Por causa do objeto em sua boca, suas palavras pareciam confusas, mas nada que Mayck não pudesse entender. 

“Okay.”

Já que foi pedido para esperar, o garoto sentou-se ao lado de Takafumi no sofá e começou a ver o que passava na TV. 

É um daqueles programas que comentam sobre futebol… Peraí. Meu avô sempre foi obcecado por futebol?

Com uma clara dúvida no olhar, Mayck analisou Takafumi, que assistia o programa com afinco concordando e discordando vez ou outra. 

“Estamos prontas. Vamos?” Jade anunciou ao terminar de arrumar o cabelo da garotinha. 

“Vamos.”

“Mas antes…”

Jade segurou os ombros de Lorena e a moveu para encarar o garoto. 

“Eu fiz um bom trabalho, não acha?”

Olhando para o rosto avermelhado de Lorena, algumas palavras escaparam da boca de Mayck. 

“Sim. Você fez um bom trabalho.”

“Isso. Viu, Lorena? Ele te elogiou.”

A garota abaixou a cabeça e correu para o lado de fora. 

“Ai ai… Ela é muito tímida.”

Parece que sim. Mas… por que ela está com uma blusa de manga longa?

Estava bastante sol do lado de fora. Lorena certamente sentiria muito calor com aquele tipo de roupa. Entretanto, decidiu não questionar. 

“Enfim, vamos de uma vez.”

Os três saíram após se despedirem de seus avós e seguiram, rumo ao parque. 

A rua estava muito agitada comparada ao dia anterior. Várias pessoas andando de um lado para o outro e o número de carros rodando também não era irrelevante. 

Mas, o que mais chamou a atenção foi o fato de que os transeuntes estavam usando roupas específicas, como uma espécie de uniforme com o nome da cidade. 

“Aliás” Mayck se pronunciou. “Está tendo algum tipo de evento hoje?”

“Ah, verdade. Eu não te falei, né? Hoje a cidade completa 77 anos. Então vai ter um grande evento no parque.”

“Um grande evento?” A feição apática de Mayck caiu para uma expressão de desespero muito rapidamente. 

Ouvir a palavra ‘evento’ causou uma reação estranha em seu corpo. Era a mesma sensação de quando a mãe pede para o filho lavar a louça mas ele só lembra quando ela abre a porta. 

“O que foi?” Jade perguntou com a sobrancelha franzida. 

“Nada…”

“Depois do evento, nos vamos até a estação, que é um pouco longe, então não se suje ou coma demais”, advertiu. 

“Entendido.”

Cerca de quinze minutos depois, Mayck já podia ver a multidão concentrada em um único ponto. 

Deve ser ali… Quero ir pra casa. 

Quando se aproximaram, viram vários tipos de brinquedos e atrações como pula-pula, apresentações de teatro e várias barracas de comida. 

“Quando se trata de um evento de aniversário, essa cidade não brinca em serviço”, Jade comentou orgulhosa com as mãos na cintura. 

Mas você nem mora aqui. Por que está tão vaidosa?

Era algo que ele não podia dizer, mas não sabia o motivo, apenas sentia isso. 

“Vamos lá, Jade.” Depois de tanto tempo, Lorena abriu a boca, apressando a irmã. 

Talvez o clima de festa a tivesse feito perder a timidez, mesmo que por pouco tempo. 

“Claro, claro. Você vem com a gente ou quer dar uma olhada por si só?”

“Eu vou ficar aqui. Depois me encontro com vocês. Não sou muito de ficar correndo.” Essa última parte foi dirá como uma indireta para Lorena que tinha seus olhos brilhando. 

“Certo, então. Nós vemos depois.” 

Ela acenou e se enfiou no meio do tumulto barulhento. 

O que eu faço agora? Ando sem rumo?

Respirou fundo e deu o primeiro passo. 

O barulho tornava as palavras imperceptíveis, mas ainda era possível distinguir uma música tocando no meio de tudo. 

Cara… porque eu me dei ao trabalho de vir aqui? Eu quero voltar para casa… Tem coxinha?

Enquanto corria seus olhos para todos os lados, ele viu uma barraca de salgados e acabou indo até ela. 

Comprou um mini combo de dez coxinhas e uma garrafinha de refrigerante por três reais. 

Até que não é tão ruim assim. Acho que vou permitir o barulho e aproveitar um pouco. 

Assim como o resto da multidão, ele ficou andando de um lado para o outro. Porém, não comia muito então a maior parte do tempo foi apenas observando as outras pessoas. 

Haviam várias crianças se divertindo e fazendo a maior gritaria. 

Depois que ficou cansado de andar, se-sentou em um banco de praça que havia por perto. Por sorte a área ao redor dele estava menos movimentada. 

Pegou o celular, checou o horário e começou a navegar na internet. 

Em uma rede social, acabou encontrando fotos de Chika e Akari na praia, postadas no dia anterior. Ambas estavam de biquíni e segurando copos com alguma bebida gelada. 

Elas parecem estar se divertindo. Aliás, Haruki disse que ia passar o tempo todo jogando, não é? Será que ele realmente está fazendo isso?

Inconscientemente preocupado com seu amigo, Mayck decidiu enviar uma mensagem de texto. Assumindo que ele estava jogando videogame, mandou algo relacionado. 

[Você deveria sair um pouco de casa.]

Em pouco tempo a mensagem foi visualidlzada. 

[Logo você me dizendo isso? Fique sabendo que eu já saí de casa.]

[Deixa eu adivinhar. Saiu de casa ontem para comprar lanche e madrugar.]

[Como descobriu isso?]

[Primeiro que os horários são diferentes.]

[Ah, é. Você está no Brasil. Manda uma foto de onde está agora.]

Não havendo motivos para recusar isso, Mayck abriu a câmera do celular e mandou uma foto da multidão que estava à sua frente. 

Quando a enviou a Haruki, ele pareceu bastante surpreso. Surpreso era pouco para descrevê-lo. 

[Não creio. Quem foi o ser milagroso que te tirou de casa?! Uma garota, né?! Só pode ser isso.]

Como eu já disse, esse cara, apesar de idiota tem uma intuição muito boa. 

[Quer um prêmio por acertar?]

[Aaaah. Eu sabia. Só uma garota para te tirar de casa tão facilmente. Ainda mais para um lugar desses.]

[Sim, sim. Claro. Mas, enfim, é melhor não exagerar e esquecer de fazer suas tarefas de verão.]

[Eu farei elas, mas só depois de zerar os quinze jogos que comprei no começo do ano. Lá vou eu.] 

Uma figurinha de um personagem acenando e desaparecendo em seguida foi enviado e Haruki ficou offline.

Eu acho que ele vai ficar bem. Mas é melhor eu pensar em como recusar quando ele me pedir ajuda com as tarefas. Sem bem que eu vou estar bem ocupado nas últimas semanas. 

Na última semana das férias verão, seria realizado a cerimônia de casamento de Takashi e Suzune. 

Ao levantar a cabeça, os olhos de Mayck foram direto para uma garota que olhava deseperadamemte de um lado para o outro. 

Lorena? O que ela tá fazendo? Se perdeu?

Seus olhos assustados já diziam tudo. 

“Ei! Lorena!” Sem outra escolha, Mayck levantou a voz e chamou a criança. 

A expressão de alívio em seu rosto era indescritível.

Ela correu até o garoto e o abraçou. 

“O que aconteceu?”

Ela balançou a cabeça em resposta. Seu corpo tremia e sua mão apertava as roupas dele. 

Ela tá com medo? Do quê?

Como forma de precaução, olhou em volta para ver se encontrava algo suspeito. Não havia nada. 

“Lorena!” Jade vinha correndo até eles. Vendo como ela corria quase tropeçando, dava a entender que ela estava procurando a garota há um bom tempo. 

“O que foi… que aconteceu? Por que saiu correndo… do nada?” Ofegante, ela perguntou. 

“O que tá rolando?”

Jade respirou fundo e abriu a boca. 

“Eu não sei. Ela só saiu correndo. Estávamos prestes a ir no pula-pula, mas, quando chegou a nossa vez, ela simplesmente fugiu.”

“Será que se assustou com algo?”

“Eu não sei… Lorena, o que foi?” Jade inclinou o corpo para frente para chegar até o rosto da garota, dando um vislumbre de seu decote. 

Mayck evitou olhar. 

Lorena se afastou de Mayck com a cabeça baixa e abraçou a irmã, sem falar nada. 

É normal ela ficar muda assim o tempo todo?

O garoto se perguntava se não era preocupante o quão calada a garotinha era. 

Ela se parecia com ele cinco anos atrás. 

“Vamos pegar um pouco de água, tudo bem?”

Lorena assentiu balançando a cabeça levemente. 

“Você vem com a gente?”

“Vou. Também estou com um pouco de sede.”

Mayck se levantou do banco e seguiu as duas até um bebedouro que estava por perto. 

Os três tomaram um pouco de água para saciarem sua sede. 

“Acho que já está na hora de irmos para a estação”, Jade lembrou olhando para o relógio. “Vamos. Talvez eles já tenham chegado.”

O garoto acenou com a cabeça e seguirem para a rua. No entanto, quando estavam se afastando da multidão, Mayck notou uma figura estranha os observando e isso o incomodou. 

“Jade, vocês duas podem ir na frente. Eu tenho que fazer uma coisa.”

“Hm? O que aconteceu? Está apertado?”

“Basicamente isso.” Dando lugar a imaginação da garota, ele apenas se poupou do ter que explicar e se distanciou. “Eu vou encontrar vocês depois.”

“Tá bom.”

|×××|

Mayck começou a procurar a figura, que havia se escondido na multidão. 

Ela sabia que, mesmo que não a encontrasse, aquela pessoa viria até ele, mais cedo ou mais tarde. 

O sol já tinha passado do seu pico, mas ainda estava muito calor e aquele monte de gente reunida só deixava mais insuportável. 

Por causa do abafamento, o garoto começou a arfar, enquanto o ar quente passava por suas narinas. 

Onde você está?

No centro do parque, havia um pequeno palco. Mayck pesou que, talvez, se subisse lá em cima poderia ter uma visão melhor da área. 

Eu me lembro do rosto…. Não muito, mas lembro. 

Quando visse iria reconhecer, era o que ele queria dizer. 

Como subir em cima do palco chamaria muita atenção, ele optou por ficar atrás das grandes caixas de som, que estavam fazendo muito mais barulho que toda a multidão. 

Aqui deve ter uma cem pessoas ou mais… como vou encontrar uma pessoa em específico?

Ele poderia ver desde pessoas que estavam perto do palco até o meio delas, mas a partir daí, era difícil diferenciar os rostos. 

Por favor, venha para um lugar em que eu possa te encontrar, ele clamava. 

Abruptamente, ele sentiu uma dor aguda como se uma agulha perguntasse seu pescoço. 

O que é isso? É como se eu estivesse correndo perigo. 

Instintivamente ele cobriu o local e olhou para uma certa direção. 

Te achei. 

Já não se importando se chamaria atenção ou não, Mayck apenas correu até uma pessoa que julgou ser a que procurava. 

Se esgueirando pela multidão, ele chegou até seu alvo e agarrou seu braço. 

Quando viu que foi encontrada, a pessoa se soltou à força e começou a correr. 

Droga. Não vai fugir.

Mayck seguiu seus passos e os dois saíram da multidão com muita dificuldade. 

Por um momento o perdeu de vista, mas o avistou correndo pela rua e dobrando a esquina. 

Obviamente, o seguiu. 

A pessoa em questão, estava usando roupas pretas e um chapéu de côco.

Seu cabelo esvoaçando dava a entender que era uma mulher, mas seu grande porte lembrava o de um homem. 

Ele é rápido pra caramba. Mas…

Mayck utilizou um pequeno impulso elétrico e acelerou o movimento de suas pernas. 

Eu não sei se vai dar bom, mas não custa tentar. 

Deu certo. Quando estava prestes a agarrar o casaco da figura, ela deu um salto e caiu em cima do telhado de uma casa. 

“Nem fudendo!” Surpreso, Mayck acabou soltando um palavrão. 

A figura começou a correr e pular pelos telhados tentando respirar o garoto, que o seguiu insistentemente. 

Mas logo, ele acabaria tendo sucesso. 

Eu vou acabar ficando cansado. Droga. Eu não posso deixar ele fugir. 

Mayck pensou que não tinha problema em usar suas habilidades. Como a figura conseguiu saltar tão alto, era provável que ela tivesse uma ID ou alguma habilidade que o permitia pular grandes alturas. 

Deixe-me ver… Uma habilidade que seja útil e não chame atenção… Já sei. 

Mayck manteve seus olhos em seu caminho e concentrou sua energia nos pés. 

Depois de alguns passos ele parou e uma explosão de ar ocorreu debaixo de seus pés o jogando para cima, bem no alto. 

A figura pareceu surpresa, mas não parou de se mover. 

Agora, vamos pro segundo teste. 

Enquanto ainda estava no ar, Mayck estendeu a mão para o seu alvo, fazendo um gesto de ‘pistola’ e concentrou eletricidade na ponta dos dedos. 

Uma mini-esfera de eletricidade se formou e foi disparada na direção do alvo que, sentindo o perigo, parou de correr e cortou a esfera no meio com um tipo de agulha gigante. 

Esse cara tá me tirando.

Como último recurso, Mayck utilizou a habilidade [observação] e, em seguida, estendeu a mão e usou [manipulação de alma]. 

Após os cinco segundos, ele puxou a figura para a esquerda e para baixo, junto consigo. 

De forma hábil, Mayck caiu em pé, diferente da figura que, não esperando o ataque, caiu como se tivesse sido puxado por um ímã. 

“Dessa vez eu te peguei.”

O garoto poderia mantê-lo assim por mais tempo, mas a cada segundo que passava ele sentia sua energia sendo sugada pela habilidade. Por isso desativou o ataque. 

A figura se levantou e Mayck correu até ele e deu um chute giratório, que foi bloqueado pelo braço musculoso da figura. 

Não vou conseguir vencer ele na força. 

Ele rangeu os dentes ao notar essa desvantagem. 

A figura se distanciou após o ataque. 

Em guarda, Mayck pensou em reunir informações. 

“Quem é você? Gostaria que me dissesse.”

“Me perdoe por isso. Mas eu não posso revelar minha identidade.”

Então ele fala japonês?

“Bom, pelo menos você é honesto. Creio que não vai me dizer nem qual o seu objetivo, certo?”

“Está correto. Meu trabalho por aqui terminou, então, se me der licença…” 

O homem fez um movimento de quem estava de partida. 

“Desculpe, amigo, mas se eu te deixar ir, sinto que é o meu fim. Então vamos resolver isso de um modo fácil para os dois: me derrote e pode ir tranquilo.”

“É uma boa proposta. Eu nunca recuso um desafio. Muito bem, vamos fazer isso.”

Aceitando a proposta, o homem balançou o braço e saiu uma segunda agulha de sua manga. Mas, diferente da primeira que era prateada, a segunda tinha uma coloração negra e dava para notar que havia umas partes serrilhadas perto da ponta afiada. 

“Não quer tirar o chapéu? Talvez fique mais fácil pra você.” Mayck sugeriu e se pôs em posição. 

“E você? Não vai usar a famosa chave?

“Eu também gostaria de saber como você sabe sobre isso.”

“Bom, terá que me vencer para descobrir”, ele falou em tom de deboche. 

O primeiro movimento foi do homem. Com a agulha prateada ele avançou em uma velocidade alucinante, na intenção de perfurar o garoto. 

A velocidade era tão grande que uma ventania veio após ele. 

Que rápido! Mas não tão rápido assim, já que meus olhos podem te ver. 

Mayck deu um passo para o lado e esquivou. 

O homem passou direto por ele, mas voltou a atacar. 

Como estava desarmado e lutando contra duas agulhas afiadíssimas, tudo o que podia fazer era desviar dos ataques imparáveis. 

O garoto via o quão persistente era seu adversário e sabia que uma hora ou outra perderia naquela situação. Sem contar o físico dele, que era maior que o seu. 

No entanto, mesmo não tendo uma força capaz de pará-lo com um soco, ele ainda podia lutar usando sua mente, que mesmo não sendo um gênio, era capaz de pensar em coisas como essas.

Você é rápido. Te elogio por isso. Contudo, você pode apenas me perfurar, não pode me cortar. 

Encontrou uma brecha entre os ataques e agarrou as duas armas. 

Energizou suas mãos e mandou uma descarga elétrica pelas agulhas, o que foi muito eficaz contra o homem de chapéu de côco. 

Por ser um objeto metálico, as agulhas conduziram bem a eletricidade e o corpo do homem fraquejou e ele ficou estático. 

“Foi mal. Eu nem tentei medir os volts, mas ainda bem que você não morreu.”

“Tem razão. Ainda bem que não morri.”

Ligeiramente o homem atacou com as agulhas e a ponta passou raspando no braço do garoto. 

“Como você ainda pode se mover?”

“Para falar a verdade, eu possuo uma grande resistência contra ataques físicos e outras coisas. Eu posso, por exemplo, sobreviver ao fogo na temperatura em que o ferro é derretido por 15 segundos.”

“Entendi. Você é um pouco assustador.”

“Você me surpreendeu. Se eu soubesse que você usa eletricidade, não teria utilizado essas armas sem o equipamento adequado”, enquanto falava, ele tirou dos bolsos um par de luvas de borracha.

“Uau, que inteligente, borracha é um perigo pra mim. Mas você não vai acabar derrubando suas armas?”

“Não se preocupe. Farei tudo como o planejado.”

Em outras palavras, ele tem muita confiança o em si mesmo. 

“Já que é assim, então eu vou lutar um pouco mais a sério.” Mayck estendeu a mão e, como um passe de mágica, seu manto, máscara e espada surgiram em seu corpo como se ele tivesse equipado uma armadura em um RPG. 

A espada estava presa em um pequeno suporte nas suas costas, que a deixava um pouco inclinada para cima, facilitando na hora de desembainha-la. 

“Me deixa feliz saber que você não está me subestimando.”

Os dois se posicionaram e o garoto sacou sua espada, assim como o homem que deixou as agulhas em uma posição perfeita para perfurar o oponente. 

“Uma última coisa. Como forma de honrar a sua honestidade e coragem, direi meu nome. Sou Alexander.”

“Bem, muito prazer.”

Assim que fechou a boca, Mayck avançou a uma velocidade em que os olhos humanos não podiam acompanhar a trajetória. 

Alexander, porém, imaginou qual seria o movimento do garoto e cruzou as agulhas em ‘X’ para defender o corte vertical da katana. 

Ele separou as agulhas e a espada desceu. Em seguida ele se distanciou e apontou as agulhas para Mayck, projetando vários traços luminosos no ar, que foram disparados como balas de um rifle. 

Mayck, por sua vez, previu a trajetória do ataque e desviou dos primeiros, mas alguns que vinham em sua direção e não poderiam ser evitados foram bloqueados pela lâmina da espada. 

“Certo. Agora é minha vez.”

Mayck correu empunhando a espada e desferiu vários golpes que foram bloqueados pelas mãos ágeis de Alexander, que ao encontrar uma oportunidade, tomou distância. 

Mas o garoto não parou. Como se fosse arrastar a lâmina no chão, ele fez um corte no ar que se projetou como uma poderosa lâmina de água indo em direção ao oponente. 

Fez mais três cortes, totalizando quatro. 

Alexander desviou de um, mas os outros três que vieram em seguida o atingiram em cheio, causando cortes em suas roupas. 

Em seguida, Mayck energizou sua espada e partiu para cima de Alexander dando um salto e um giro. A energia contida na espada fez com que ela realizasse um corte extremamente rápido, não dando tempo para o alvo desviar. Sua única reação foi proteger seu abdômen com as agulhas, mas ele foi arremessado contra uma parede, fazendo a rachar. 

Mayck se preparou para correr novamente, mas uma dor aguda e inesperada o parou. 

Droga. Eu esqueci do meu tornozelo.

Com o aquecimento da batalha, ele havia esquecido completamente disso. Porém, ela veio a tona para lembrá-lo. 

Depois de bater contra a parede, Alexander caiu no chão. Contudo, ele não sentiu dor, por causa de sua ID, então se recuperou rapidamente. 

“Você está dificultando as coisas pra mim, ciança problemática”, ele sussurrou para si mesmo. Quando levantou os olhos, notou que algo estava errado no garoto e viu a sua chance de acabar com aquilo. 

Manejou as agulhas e apertou o passo. Em menos de 2 segundos a ponta de sua agulha estava a poucos centímetros dos olhos de Mayck. 

No entanto, parou antes de atingir. 

Os dois ficaram se olhando em silêncio. O motivo foi um som vindo ao longe. 

Dobrando a esquina, uma multidão de pessoas marchava e cantarolava algum tipo de hino, acompanhado pelo tremular de bandeiras. 

Imediatamente, os dois saltaram para cima de um telhado alto e observaram a multidão. 

“Parece que fomos interrompidos.”

“Sim. Agora não há o que fazer. Teremos que terminar isso um outro dia.”

“Não sei de deveria ficar feliz com isso, mas realmente não podemos fazer nada.”

“Poderíamos ir para um local afastado. No entanto, creio que você não está em condições de continuar com isso agora.” Alexander deu uma leve olhada para o pé de Mayck. 

“Agradeço a sua consideração”, Mayck falou, enquanto escondia seu pé direito atrás da perna esquerda. 

Aquele duelo não foi sido finalizado. Ele foi apenas adiado.

Alexandre olhava a multidão com um olhar indiferente, assim como o garoto ao seu lado. Ele fechou os olhos por um breve momento e abriu a boca. 

“Faz tempo que um inimigo não me encurrala desse jeito. Bem, eu não sei o porquê você estava me perseguindo, mas meu único alvo era você. Aceite isso como uma premiação por ter sobrevivido contra mim.”

“Acho que vou aceitar.”

Sem falar mais nada, Alexander saltou para outro telhado e sumiu no horizonte. Mayck decidiu sair de lá também, não seria bom se alguém o visse lá em cima. 

|×××|

Já se aproximando da estação, Mayck avistou Jade e Lorena próximas a entrada da estação. 

Ele se perguntava se elas estava esperando por ele. Mesmo que tivesse pensado que elas já teriam ido embora por causa de sua demora. 

Além de ter gastado quase meia hora com Alexander, ainda teve que andar devagar por causa de seu pé ferido. 

“Você demorou bastante. Estava tão apertado assim?”

“Demorou mais do que o esperado. E quanto a sua família?”

“Já chegaram. Eles decidiram ir até um mercado comprar alguma coisas. E disse que ia te esperar e Lorena quis ficar comigo.”

“Bom, me desculpe por isso.”

“Ta de boa. Vamos andando?” Jade começou a caminhar, seguida de Lorena. 

“Você não vai esperá-los?” Mayck se sentiu um pouco confuso com a decisão de saída da garota. 

Ele até pensou que ela só queria fazê-lo andar, mas tinha que ter outro motivo para ela querer ir sem eles. 

Eu espero que não seja nada complicado…

“Jade… eu estou com calor”, Lorena sussurrou para a irmã, como se não quisesse que mais ninguém ouvisse. 

“Desculpe, mas aguente mais um pouco.”

Mayck percebeu essa troca de diálogo entre ela, embora não tenha conseguido ouvir o que era. 

Eles retornaram para casa bastante exaustos. 

Mayck hgistaria de tomar um banho imediatamente, mas teve que dar preferência para as duas garotas. 

E quanto esperava por elas, o garoto foi ouvir as histórias que Takafumi com com muito entusiasmo. 

Tomoko estava preparando o jantar que seria servido para os convidados que chegariam logo, então, para fugir das histórias intermináveis do avô, Mayck decidiu ajudá-la. 

Depois do banho, o garoto se trocou e esperou na sala, até que as visitas chegassem. 

Depois de algum tempo, a campainha tocou. 

“Oh, eles chegaram.”

“Jade, pode ir abrir o portão?”

“Claro.” 

Mayck se levantou e se pôs de forma apresentável. Não sabia que eles estava esperando e nem conseguia dizer exatamente quem havia entrado. 

Com o passar dos anos, ele esqueceu como eram as vozes das pessoas da família de sua mãe. 

“Boa noite.” 

Com um sorriso no rosto, uma mulher não muito alta, de cabelos castanhos, entrou pela porta, sendo seguida por um homem e duas crianças de idades diferentes. 

Um a um, o garoto reconheceu aquelas pessoas e uma nostalgia desagradável tomou conta de seu coração. 

A mãe de Jade, Célia e seu marido Bruno. As crianças eram Manuela e Arthur. 

Jade era mais velha, seguida de Arthur e Manuela que tinham um ano de diferença em suas idades. Lorena era a mais nova. 

“Olá, minha querida”, Célia cumprimentou sua filha menor, que a abraçou com um sorriso. 

“Espero não estarmos atrapalhando”, Bruno falou. 

“Que isso. Não se preocupem. Estamos felizes por terem vindo.” Takafumi e Tomoko recepcionaram a família. 

Depois que todos se cumprimentaram, os olhos dos recém-chegados se voltaram para Mayck, que permanecia parado, apenas observando. 

“Mayck? Olha só como você cresceu. Ficou bonito e já se parece um homem independente.”

“Obrigado, tia.” Ela se aproximou e o abraçou. 

Diferente de quando cumprimentou seus avós, o garoto não sentia nada. Tudo o que ele via ali era apenas um teatro muito bem ensaiado. 

“É bom ver que você está bem, Mayck.” Foi a vez de Bruno cumprimentá-lo. 

“Eu digo o mesmo, tio.”

Só faltava as duas crianças. 

Nas lembranças de Mayck, eles já brincaram juntos várias vezes, mas, assim como os pais, eles estavam apenas seguindo um roteiro. Era o que ele pensava. 

“Há quanto tempo, Mayck”, disse Manuela. 

Arthur apenas sorriu e estendeu a mão para ele. 

“Ah, Tomoko, nós trouxemos algumas coisas do mercado.” Célia entregou uma sacola de compras para a senhora. 

“Muito obrigada, querida. Não precisava se importar com isso.”

“Já que iríamos passar a noite, achei que precisávamos, ao menos, trazer algum presente.”

“Então vou colocar isso na mesa. Quando tiverem vontade, pode ir lá pegar. Tudo bem, crianças?”

“Claro”, Manuela respondeu por todos. 

O jantar foi servido e por conta do pouco espaço na mesa, alguns deles tiveram que ir para a sala. 

Quando terminaram de comer, eles mataram tempo até a hora de dormir, falando sobre o passado, o presente e o futuro. 

Os quartos foram organizados de modo que duas pessoas pudessem ocupá-los e como era óbvio desde o começo, Mayck iria dividir seu quarto com Arthur. 

“Sabe, quando a vovó disse que você viria, nós ficamos bem felizes. Não tivemos informações de você desde que foi embora.”

Depois que apagaram as luzes, Arthur decidiu conversar. 

“Hm… Eu apenas preferi ficar quieto. Tinha que me focar nos estudos também.”

“Entendi. Quando você partiu, nós…”

“Minha avó já me contou sobre isso. Eu não queria preocupar vocês.” Mayck cortou o garoto e deu uma resposta direta, tentando finalizar a conversa. 

“Ela já te contou… Eu queria te perguntar uma coisa.” Arthur ainda insistia em continuar a conversa. “Você ainda fica abalado quando lembra de Alana? Quer dizer, vocês eram muito próximos…”

“Não. Eu não sinto nada ruim.”

“Ah… tá. Boa noite.”

“Hm.”

Finalmente ele entendeu que Mayck não estava disposta a conversar e decidiu fechar a boca. 

Ter uma conversa quando um dos dois lados não está se importando era contraproducente. 

Com o silêncio, Mayck pode pensar nas coisas que o atormentaram durante o dia todo. 

Alexander… quem é ele? Ele falou que veio atrás de mim, mas porquê? Não parece que ele faz parte da Ascension, mas ele sabe sobre a chave… Aliás, o que foi que houve com Lorena mais cedo? Ela estava muito assustada para ser apenas por ter se perdido. 

A esta altura, Mayck percebeu que suas férias não seriam férias. 

Cada dia que passava, criava-se um amontoado de problemas com que ele tinha que lidar e cada vez mais piorava. 

O que será que tá rolando por lá?

Se algo estivesse ocorrendo no Japão, então teria uma justificativa para o que estava ocorrendo ali. 

Acho que é melhor eu perguntar logo, senão, essa tentação não vai sair da minha cabeça. 

Mayck pegou seu celular e abriu o aplicativo de mensagens. Procurou o perfil de Chika e enviou uma mensagem para ela. 

Ela provavelmente já estaria acordada, dado a diferença de horários entre os dois países. 

A mensagem foi respondida rapidamente.

Ele decidiu que seria melhor ir direto ao ponto e perguntou sobre a situação da Operação Primavera e se algo ruim aconteceu por lá. 

[Ah, não se preocupe. A operação está indo bem e não houve nada incomum por aqui. Mas… por que a pergunta?]

[Não é nada demais. Apenas fiquei preocupado. Bom, eu vou dormir agora. Apague essas mensagens. Até mais.]

Ela enviou uma figurinha de uma gato dando boa noite balançando a patinha. 

Por que eles enviam tantas figurinhas?

Chika e Haruki eram, de certa forma, parecidos. 

Finalizando a conversa, Mayck guardou o celular e fechou os olhos, deixando sua mente viajar até que pegasse no sono. 

Pelo bem da minha paz nas férias, eu vou começar a investigar amanhã. 

Olá, eu sou o RxtDarkn!

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