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A expressão de Rina piorou de repente assim que ouviu aquelas palavras de Rei. Ela arqueou a sobrancelha e olhou com estranheza para o rosto do garoto. 

— C-Como? 

— Hum? O seu relato. Não foi por isso que veio com a gente? — disse em seguida Rei, fazendo uma expressão de dúvida enquanto olhava para ela com curiosidade.

Nessa hora, ela ficou em silêncio por um breve momento, antes de responder: 

— Mas é óbvio que não, acompanhei vocês meramente para cumprir a minha promessa com a Tyrant. Não é como se… eu… quisesse ficar com vocês. 

Ela mentiu descaradamente, criando uma desculpa para não ter que admitir em palavras que o que realmente queria era estar próximo deles. 

Após ouvi-la, a vidente tampou o rosto de repente com as duas mãos, e por conta disso a menina até sentiu um calafrio percorrer suas costas. 

— Rina… 

— Você realmente… é uma pessoa íntegra, Rina! Como eu pude desconfiar de você? Sabia que era uma pessoa correta e de boa índole — confessou Tyrant, estendendo os braços para um aperto de mãos apertado, com um pensamento futuro de como ensinaria as lições para sua futura aluna. 

“Céus, ela realmente caiu nessa…” 

Pensou assustada Rina, sem conseguir tirar o sorriso irônico do rosto.

Tyrant havia dito com um rastro de felicidade em seu rosto que Rina nunca tivera antes. 

E, no momento em que ela dirigiu sua visão para a vidente, Tyrant segurou o seu olhar continuamente, de forma impassível, o que fez até mesmo os batimentos cardíacos de Rina acelerarem, e seu rosto ficar levemente corado.

Era um sentimento estranho que a menina nunca pensou que sentiria, até mesmo o seu corpo respondeu aquela aproximação inebriante de Tyrant.

— C-Chega disso! — disse Rina. 

— V-Vamos logo. Já descansamos o suficiente, pare de chorar Tyrant! Não tem ninguém morrendo aqui, mas que exagero — exclamou em seguida, enquanto se levantava e dava alguns passos curtos para frente. 

Rei e Kazuki apenas riram da situação, e levantaram-se momentos depois, caminhando logo atrás  junto de Rina e Tyrant. 

O breve descanso que tiveram no percurso foi o suficiente para recarregar as energias e o fôlego novamente, principalmente as duas meninas, que pareciam morrer a qualquer momento após caminhar por poucos minutos. 

No entanto, o ambiente contratava com o cenário. 

Estava bem tranquilo, e, apesar das dificuldades no percurso, como: Insetos, rochas que poderiam se desprender e cair na estrada e animais selvagens, tudo ocorre de forma tranquila, até chegarem próximo a Svishtar. 

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No caminho de volta até a região de Svishtar, Rei e Kazuki notaram de longe que o ambiente da estrada não estava igual a antes, por algum motivo, tudo havia mudado de um dia para o outro.

A estrada parcialmente pisoteada, as plantas ao redor estavam destruídas e a grama e arbustos próximos queimados grosseiramente. Era como se uma manada de ursos ou animais tivessem passado pelo local, mas isso ainda não explicava o queimado decorrente.

Todas as laterais da estrada até Svishtar, que antes era estreita, agora parecia mais ampla. 

Neste momento em que Kazuki e Rei estavam cautelosos com a situação, e redobraram a guarda, dois cavalos passaram alguns metros de distância de suas localizações. 

Em cima dos cavalos estavam dois homens revestidos de um tipo de armadura branca. Elas eram adornadas com alguns tipos de enfeites de coloração preta envolta. 

Onde encontrava-se a parte superior de seus peitos estava localizada uma enorme ilustração de leão vermelha estampada, quase como se estivesse destacando as suas identidades. 

Por conta dessa armadura e do capacete singular que usavam, não era possível ver ao certo o formato de seus rostos ou suas características físicas.

Apenas a expressão mal humorada que faziam no momento, enquanto seguiam em frente sem ligar para mais nada em seu percurso. 

Dessa maneira, os homens apenas passaram por Rei, Tyrant, Rina e Kazuki, ignorando o fato de que havia outras pessoas na estrada, seguindo apressadamente em direção à Svishtar. 

— …

— O que foi isso? — questionou Rina. 

— Eu não sei — respondeu Tyrant, dobrando a cabeça para o lado, de maneira a olhar para ela.

Kazuki colocou o dedo indicador no queixo e olhou de longe para eles. 

— Vocês viram como eles estavam marchando rapidamente em direção a Svishtar? Talvez tenha acontecido algo lá — disse Kazuki 

— Eu não acho que seja isso — respondeu Tyrant. 

— Mesmo se algo acontecesse em Svishtar, não haveriam pessoas para os ajudar. Eles são elfos isolados do mundo, quem iria os auxiliar? Os humanos? Homens fera? Improvável que seja isso — acrescentou.

— Como você pode ter tanta certeza disso? Eles podem ter contato com outros reinos, ou até mesmo outras seitas — perguntou Rina, transparecendo em seu tom de voz receio e dúvida. 

Assim que a ouviu, a vidente respondeu com sinceridade, soltando um suspiro fraco:

 — Quando eu estava abrigada durante alguns anos em Svishtar, acabei me acostumando com a rotina. Os elfos de lá são como um livro aberto, não são pessoas que têm motivos ou razões para esconder algo.

— É por isso que eu sei da relação deles com o mundo exterior melhor do que ninguém. Mesmo que tentem pedir ajuda aos homens feras, humanos ou outros elfos, seus esforços seriam em vão. Por que ajudar um bando de elfos que estão isolados do mundo? É o que diriam! Sem benefícios, logo, sem auxílio.

— Eu acredito que apenas alguns grupos que cultuam a deusa Vênus ajudariam eles, mas mesmo assim, isso ainda seria muito improvável de acontecer. Infelizmente — implementa. 

— Droga… entendo — comentou Rina. 

— A propósito, você sabe de alguma coisa, Kazuki? Aquelas armaduras, você não reconhece elas? — questionou o garoto. 

Nesse momento, Tyrant virou a cabeça para o chão, após lembrar o símbolo que estava estampado na armadura dos cavaleiros.

— Bem, a única coisa que consegui prestar atenção foi nos cavalos… Eram cavalos Árabes com algumas peças de armadura para proteção — esfrega timidamente a parte de trás de sua cabeça, olhando para o rosto de Rei.

— O único local em que tem esse tipo de raça de cavalo é no reino dos elfos e humanos, então poderia ser um desses. Se eu fosse chutar, provavelmente seriam os humanos — complementou.

— …

— Certo galera, o jeito é chegarmos em Svishtar, não está muito longe de qualquer forma. Não vamos pensar muito nessa questão, beleza? Se acontecer algo que não planejamos, a gente começa a correr, fechado? — disse Rei, olhando em direção a eles com um sorriso no rosto.

Todos acenaram com a cabeça com a afirmação, não tinham muito o que fazer nesse tipo de ocasião, então o sensato era optar por essa escolha. 

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À medida que caminhavam,  inúmeras pessoas começaram a aparecer na estrada. Algumas estavam apoiadas em árvores, e outras sentadas no chão, sussurrando sobre algo com as outras pessoas próximas. Algumas cavalarias estavam posicionadas nas redondezas.

Até certo ponto, todas as pessoas pareciam em boas condições, sem sinais de machucados ou ferimentos visíveis aparentes em suas peles. 

Saindo da floresta, assim que Rei e Kazuki aproximavam-se da entrada de Svishtar, na parte exterior, eles perceberam de longe que havia uma tropa de cavalaria enorme em formação estratégica.

Estavam todos organizados de maneira sistemática em frente a porta do refúgio. Próxima da porta, estava Círdan que parecia conversar com um homem todo revestido com um tipo de armadura inteiramente preta.

Uma armadura singular se comparado com as outras, mas chegava a ser imponente e assustadora.

— Esse é o exército do reino humano… — declarou Tyrant, com o olhar cabisbaixo e recuando após dar alguns passos para trás.

— Como você sabe disso? — perguntou Rei. 

— Está vendo aquelas bandeiras? — apontou ela para o tecido perto dos cavalos. — Aquelas bandeiras com um leão vermelho e uma coroa… Elas representam uma força do reino dos humanos. 

Ao olhar para as bandeiras, o garoto notou que elas eram bem únicas em design. 

A figura de um leão branco prevalecia, enquanto sobre ele estava uma coroa toda coberta de ouro. De fato, era uma bandeira que causa imponência. 

— Não acredito… Por que eles estão aqui? — indagou Kazuki, sem acreditar em seus próprios olhos. 

Nada fazia sentido, nunca que o reino humano iria oferecer ajuda, ainda mais levando em consideração os elfos do refúgio, que eram apenas estranhos em um território estrangeiro. 

Continua… 

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