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Ao andar pela esquerda, cheguei a um corredor coberto por carpete branco. No final, havia uma escada que levava para cima.

— Eu vou lhe matar…!

Balancei meu escudo contra o capacete de um soldado que me atacava.

Bam!

Subi a escada em espiral.

Durante a subida, uma porta se abriu e um cavaleiro com armadura pesada apareceu.

O cavaleiro brandiu uma espada cravejada de pedras preciosas e começou a falar com voz digna.

— Eu sou Kyle von Strauss! A espada da família Strauss! Um Cavaleiro Sagrado representando a ira da deusa! Destruirei o mal diante de mim…

Passei pelo cavaleiro, continuando a subir.

— Ei, espere. Estou me apresentando… Espere! Não me ignore!

Ao lado do corrimão da escada, vi um pilar cilíndrico com uma jarra em cima. Chutei o pilar, derrubando-o, e o fiz rolar escada abaixo.

— Ah, droga, espere…!

Continuei a subir.

No topo da escada em espiral havia um longo corredor.

Pelas janelas de vidro na lateral do salão era visível uma parte da praça, então dei uma olhada. Soldados armados se reuniam ao redor do templo por todos os lados.

Segui pelo corredor.

Uma das muitas portas do corredor se abriu.

— Eu sou…

Bam!

Empurrei a porta com força.

A porta parcialmente aberta colidiu fortemente com o cavaleiro que tentava sair.

— Opa!

O cavaleiro enrugou o rosto e caiu no chão.

Corri para o fundo do corredor. No caminho encontrei algumas pessoas, mas elas passaram por mim como se não me enxergassem. Ao que parece, dentro do templo havia quem pudesse nos ver e quem não pudesse.

No final do corredor havia um amplo e esplêndido jardim.

A luz do sol entrava no jardim através de frestas no teto. No fundo do jardim ficava o terraço que eu tinha visto da praça. Sombras de pessoas apareceram além das cortinas penduradas no terraço.

‘Está ali.’

Faltavam mais ou menos três minutos.

O tempo estava se esgotando.

Abri a porta do jardim e entrei. Três cavaleiros emergiram das sombras das árvores. Eles tinham expressões solenes enquanto olhavam para mim e ajustavam as viseiras.

— Morte aos hereges.

Os cavaleiros se aproximaram lentamente com suas espadas longas apontadas para mim.

Suas posturas eram diferentes das dos soldados indisciplinados, exibindo treinamento formal de esgrima.

Uma sombra dentro do terraço se moveu.

Outra sombra apareceu atrás da cortina, mostrando o contorno da túnica de um sacerdote.

— Agora, é a minha vez?

— Sim, minha princesa. As pessoas reunidas na praça estão esperando.

— Mas o que é a comoção lá fora?

— Parece que alguns intrusos apareceram. Em breve iremos repeli-los, então, por favor, não se preocupe.

Duas figuras além do terraço conversavam.

Um pouco mais atrás, os três cavaleiros se aproximaram de mim. Eles tinham uma formação bem feita.

Respirei fundo e exerci força na mão direita segurando a espada.

— Aaah!

O cavaleiro do meio exalou bruscamente e atacou com a espada. Eu bloqueei com meu escudo. Os outros dois ao lado seguiram com suas estocadas em momentos diferentes. Dando um passo para a direita, desviei o golpe com minha espada. Mas os três cavaleiros trabalhavam em harmonia, atacando com suas lâminas sem invadir o espaço uma da outra.

Uma das espadas roçou minha bochecha.

O sangue saiu do corte, manchando a grama do jardim.

Rolei pelo chão, evitando dois golpes, e depois balancei minha espada em um amplo arco. Um dos cavaleiros bloqueou naturalmente. Ao me levantar, pisei com força em seu pé direito.

— …?!

Bam.

Movi minha espada para baixo acertando o pé esquerdo, fazendo o cavaleiro cambalear. Peguei a espada que ele segurava e cortei seu pescoço. Então, joguei a espada manchada de sangue no cavaleiro que estava atrás de mim. Ele recuou alguns passos e desviou usando a espada.

Ele caiu alguns metros para trás, permitindo que eu me concentrasse no cavaleiro diante de mim enquanto eu retirava minha espada.

O cavaleiro me atacou com três golpes rápidos, que desviei com meu escudo. Logo após isso, enfiei a lâmina na abertura de seu capacete, fazendo o cavaleiro cair enquanto o sangue jorrava de sua viseira. Ele desabou sem forças.

Restou apenas um cavaleiro.

Ele agarrou sua espada longa com ambas as mãos e assumiu uma postura defensiva.

Sorri enquanto avançava em sua direção, brandindo a espada e cortando seu pescoço.

O jardim ficou vermelho com o sangue dos cadáveres.

Limpei o sangue da espada e avancei para além do jardim.

— Agradeço a oportunidade que você me deu. Não vou esquecer isso.

— Não é um problema. A deusa certamente ficará satisfeita também.

— Então, lá vou eu.

Afastei as cortinas do terraço.

A brilhante luz do sol me cegou brevemente. Semicerrei os olhos e observei a vista além do terraço.

— …!

Olhei para um velho sacerdote que ali estava e seus olhos enrugados se arregalaram em descrença. Ele brandiu apressadamente seu bastão, mas não era eu o seu alvo. Estava mirando na pessoa que estava atrás de mim, indo em direção à grade do terraço.

Uma energia escura se reuniu na ponta do cajado, girando.

Eu já havia visto isso antes. Era a flecha mágica que o Sacerdote Obscuro usou no décimo andar.

Tung!

Eu cortei o pescoço do sacerdote do jeito que estava.

Kiiiiing!

A energia acumulada na ponta do cajado quebrou o teto do terraço e explodiu. E então a pessoa no terraço voltou o olhar para mim.

Era uma garota em um vestido branco.

Ela usava uma coroa dourada sobre seus cabelos prateados e esvoaçantes.

Ela parecia estar no meio da adolescência. A garota olhou para mim e levantou a voz surpresa.

— Quem é você?

Eu respondi brevemente.

— Você não precisa saber.


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Olá, eu sou o Nimsay!

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