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Max sentiu seu mau humor desaparecer no momento em que a viu, e quando ela disse que tinha estado em casa, ele sentiu seu corpo relaxar.

E no momento em que viu seu rosto, sentiu suas bochechas corarem.

“Ah… será que peguei um resfriado?”

Desde que começara seu treinamento com a espada, nunca ficara doente nem um pouco. Estava convencido de que se sentia daquele jeito naquele momento porque estivera ocupado observando as pessoas ao redor de Juvelian.

“Ela pode estar me olhando com desdém.”

Com medo de que ela notasse seu estado atual, Max rapidamente desviou o olhar do rosto da mulher e falou.

— Entendi, agora me conta logo.

Ela hesitou por um momento antes de finalmente confessar.

— A verdade é… há um rumor malicioso sobre mim.

Max cerrou os punhos.

“Então, ela descobriu no final.”

Pensando que ela poderia se sentir magoada, Max a examinou cautelosamente.

— Mas, para ser honesta, não é isso que realmente me incomoda.

Se fosse qualquer outra dama nobre, teria sentido uma vergonha imensa, mas não parecia haver um único traço disso no rosto dessa mulher.

— Por quê?

— Não me envergonho de um relacionamento secreto porque nunca estive em um. É só…

— É só…?

Juvelian sorriu amargamente.

— É só… parece que essa é a razão pela qual todos que enviaram uma solicitação de acompanhante fugiram.

Max, sem perceber, cerrou ainda mais os punhos.

“Esses tolos, não entendo por que se deixam levar por esses rumores. Se fosse eu, nem mesmo prestaria atenção a um rumor tão absurdo…”

Max ficou assustado com o pensamento que acabara de ter.

“Eu o quê…?”

Enquanto uma sensação de vergonha o envolvia, a voz clara de Juvelian o trouxe de volta à realidade.

— Claro, isso não é o que me incomoda de verdade. Na verdade, estou bem mesmo sem um acompanhante.

Max soltou um suspiro antes de replicar bruscamente.

— O que diabos te incomoda então?

Ao ver os olhos da mulher perderem rapidamente o brilho, Max imediatamente lembrou do tom que acabara de usar.

“Será que falei alto demais?”

Normalmente, era um pensamento que nunca lhe passava pela cabeça, mas quando a mulher abriu a boca para falar, Max deixou de lado seu remorso para ouvir o que ela tinha a dizer.

— O problema… é que eu vi a lista de possíveis candidatos a marido do meu pai.

“Possível marido”. No momento em que ouviu as palavras inesperadas, Max sentiu a cabeça latejar.

— Uma lista de possíveis maridos?

— Sim, e até estava marcado, como se fosse acontecer independentemente da minha opinião. Sem mencionar que parecia ser uma lista composta apenas por homens de famílias decentes.

Max cerrou a mandíbula e pensou em seu mentor.

“Pensar que você vai empurrar sua filha para um casamento por conveniência…”

Se fosse antes, Max teria elogiado, pensando que seu mentor finalmente havia recuperado o juízo. No entanto, por algum motivo, Max ficou furioso com o comportamento de seu mentor.

“Será que isso foi tudo uma encenação? Será que tudo não passou de uma simulação, agir como se valorizasse sua filha na minha frente?”

Sobrecarregado por uma raiva desconhecida, Max manteve um olhar assassino em seu rosto.

— Por isso preciso encontrar um acompanhante.

Ao ouvi-la falar, Max, sem saber, desviou o olhar para olhá-la enquanto ela continuava.

— Não quero ir a um encontro às cegas.

Por muitas vezes que visse seus olhos, brilhando como um lago claro salpicado de violetas, nunca se cansava de olhar para eles. Incapaz de superar a estranha sensação de algo batendo em seu peito, Max abriu a boca.

— Talvez haja alguém perto que seja adequado para ser seu parceiro.

— Perto?

Ela perguntou gentilmente, olhando para ele com olhos tremeluzentes. Max sentiu um formigamento em seu peito.

“Você tem um bom olho para as pessoas… parece que está me olhando.”

No momento em que percebeu que poderia deixar escapar uma risada se não tivesse cuidado, Max rapidamente virou a cabeça.

“O que estou pensando…!”

— Você está certo.

— O quê?

Max a olhou fixamente; ele não pensou que ela o reconheceria tão facilmente assim. Antes que ele percebesse, ela pegou e segurou sua mão, com um sorriso radiante no rosto.

Mãos pálidas, macias, delicadas, frágeis. Se ele quisesse se livrar dela, poderia fazê-lo facilmente, mas Max não se moveu nem um centímetro, permanecendo completamente imóvel enquanto Juvelian continuava.

— Fui tola. Na verdade, havia um acompanhante adequado por perto, mas nem sequer percebi.

Max ficou tenso com seu comentário. Sua boca gradualmente ficou mais seca e a mão presa entre as dela começou a esquentar.

“Estou nervoso agora mesmo?!”

Max franziu a testa diante da reação que não conseguia entender.

“Por essa mulher fraca…”

Ele olhou para Juvelian, mas no momento em que seus olhos encontraram os dela, ficou em um dilema. Max rapidamente puxou a mão presa pela mulher e deu um comentário cortante.

— Você só percebeu isso agora?

Um sorriso brilhante logo apareceu no rosto claro de Juvelian.

— Sim, se não fosse fosse por você, teria passado o dia inteiro me preocupando com isso.

Suas palavras apenas aumentaram a sensação de formigamento em seu peito.

“Acompanhante… bem, sim. É complicado, mas não é nada que eu não possa lidar.”

Max estava pensando em comparecer à festa quando Juvelian falou.

— Há alguém em quem meu pai confia e reconhece… Gerald. Terei que perguntar a Gerald.

Um nome que não era Mikhail, nem mesmo um dos homens que lhe haviam enviado uma solicitação de acompanhante, era um nome completamente novo. Além disso, aparentemente era alguém que até mesmo seu mentor reconhecia. O humor de Max caiu drasticamente.

— Quem é esse?

Perguntou com voz rouca, mostrando seu desconforto, mas Juvelian respondeu alegremente, talvez porque não tivesse ideia de como ele estava se sentindo ou porque estava muito absorta na sensação de alívio depois de resolver suas preocupações.

— Ah, ele é meu guarda. Ele é um parente por parte de minha mãe, então não terei que me preocupar com os rumores que se espalham, não há ninguém que possa ser uma melhor opção, certo?

Suas palavras suavizaram gradualmente seu desgosto.

“Bem, se é um parente, isso é reconfortante.”

Max reconheceu que o que estava sentindo era uma sensação de alívio e franziu o cenho.

“O que isso tem a ver comigo? Ela é apenas a fraqueza do meu mentor e eu…”

Enquanto Max lembrava de suas intenções originais, o sorriso da mulher indefesa chamou sua atenção.

— Obrigada.

Ele sentiu um formigamento no peito e percebeu as batidas de seu coração quando viu seu sorriso radiante. Quando percebeu que não conseguia controlar as batidas do coração, Max sentiu um medo.

— Estou indo embora.

Se ficasse aqui por mais tempo, sentia que perderia o controle e ficaria estranho. Quando Max estava prestes a partir, como se estivesse fugindo, Juvelian o chamou.

— Espere, espere!

Em vez de uma resposta, Max lançou-lhe um olhar feroz. Foi um aviso para não se aproximar mais.

Talvez ela tenha entendido o aviso, mas Juvelian não se aproximou mais e Max sentiu uma estranha batida dentro do peito ao vê-la.

Juvelian o encarou. Não parecia assustada, pelo contrário, parecia satisfeita, era a mesma expressão que tinha depois de confirmar seu rosto na primeira vez que o viu.

— Leve isso com você.

Disse, colocando uma bolsa no chão e recuando.

“O que é isso…”

Ele pegou a bolsa e, depois de verificar o conteúdo, franziu o cenho.

“Dinheiro? Por que ela está me dando algo assim?”

Ao considerá-lo inútil, estava prestes a jogar a bolsa de dinheiro para ela, mas seus olhos brilhantes apareceram em sua mente, como quando o cobriu com um cobertor ou quando lhe deu seus sanduíches favoritos. Max baixou lentamente a mão levantada.

— Não vou te dar de graça, só preciso que me dê uma mão se chegar um momento em que eu precise de sua ajuda.

— …

Originalmente, ele ia dizer que não planejava voltar, mas essas palavras nunca saíram. Max guardou aproximadamente o dinheiro que ela lhe deu e estava prestes a sair quando acrescentou.

— Se por acaso você não tiver para onde ir, você é bem-vindo aqui a qualquer momento, ok?

Ao ver seu sorriso bonito e caloroso, Max se viu sem outra escolha senão concordar com a cabeça.


A capacidade de cuidar de Boromir com apenas uma palavra e, no entanto…

Foi um erro de cálculo de sua parte, pensar que seu oponente atual seria como os dois homens que ele tinha conhecido antes.

Será que era por ser filho daquele astuto chefe do Ministério das Relações Exteriores?

Regis olhou para o jovem que estava tomando chá à sua frente. Apesar de ser alvo de um olhar mortal, o jovem permaneceu calmo.

— Então, Sua Graça, você veio aqui para me avisar para não me aproximar de sua filha porque estou abaixo dos padrões?

Em termos de aparência, o rosto sorridente do jovem era algo que Regis reconhecia, mas ainda estava infinitamente aquém em comparação com Juvelian.

— Sim.

Respondeu Regis sem hesitar, mas o jovem permaneceu relaxado.

— Bem, claro. Eu posso admitir que essa pessoa é na verdade mais perfeita do que qualquer outra dama que eu já vi.

Embora Regis concordasse com seu comentário, isso não significava que o jovem à sua frente estivesse qualificado.

— Eu lhes dei claramente meu aviso e disse para não se aproximarem de minha filha, Ronald Helmann Crocus.

Regis se levantou de sua cadeira depois de dar seu último aviso.

“Pensando bem, esse jovem também estava na lista de propostas de casamento.”

Decidido a reescrever a lista que o havia incomodado o dia todo, Regis tentou sair do salão para voltar para casa.

— Sua Excelência, logo mudará de ideia porque eu agradarei sua filha.

Ao ouvir as grandes palavras vindo atrás dele, Regis se virou para olhar o jovem. Naquele momento, o rosto que Regis viu era o mesmo que o belo rosto de Mikhail, aquele que sua filha amava tanto.

Os olhos de Regis se escureceram.

— Você acha que minha filha se apaixonaria por alguém como você?

O jovem lutou para manter a compostura, mas se sentiu sufocado pela aura assassina que o Duque emanava.

“Este é o Duque de Floyen…”

Teria sido útil no futuro se pudesse contar com o apoio e o respaldo de alguém que era considerado um herói nacional e tinha um alto status como duque. Por essa razão, ele só tinha a intenção de provocar Regis levemente para chamar a atenção do duque, mas parecia que tinha ido longe demais.

— Eu vi muitas pessoas como você. Oportunistas que tratam as pessoas como ferramentas.

Desde jovem, Ronald sempre ouvira de seu pai, o atual chefe do Ministério das Relações Exteriores, que nunca deveria perder em um duelo de olhares com seu oponente.

Um jovem tão bem-educado confiava que poderia permanecer calmo sob qualquer circunstância, confiava que não tinha ninguém a temer. E ainda assim…

— Minha filha parecia fácil para você?

No momento em que encontrou o olhar gélido do Duque de Floyen, o jovem ficou petrificado.

— Eu, eu… desculpe.

Quando finalmente começou a articular uma desculpa, a energia intangível que o cercava e o pressionava se dissipou.

— Um erro é suficiente.

Depois de pronunciar suas últimas palavras, Regis saiu da residência do Marquês com os olhos azuis cheios de amargura.

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Olá, eu sou o Babi.Bia!

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