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A caminho de Berugamotto, a lenda viva desconversa com os jovens mosqueteiros…

— Então, como eu estava dizendo a vocês: ser um mosqueteiro de verdade não é um simples sonho de infância, e sim, a maior responsabilidade que se pode ter nessa região. E acompanhada dessa responsabilidade, ocorrem perdas quanto menos você esperar. Sem falar na firmeza que se deve ter, com todas essas adversidades, em teu posto diante do Shirei Kan.

— Imagino que seja uma experiência de sua jornada, mestre. Mas se o senhor suportou tudo isso, nós também conseguimos! — disse Lup, de maneira incisiva.

Renāto fez uma pausa após a última frase, como se estivesse refletindo pelo que passou até aquele momento. Após acordar de seus pensamentos, suspirou e continuou.

— Eu servi Gurenāru I desde a Shirīzu Senkyo, ainda jovem, acompanhado de meus irmãos mosqueteiros. Aquela batalha foi devastadora, e quando me dei conta, tinham restado apenas outros dois, além de mim. Se essa guerra não tivesse terminado, nenhum mosqueteiro teria sobrevivido…

— Foi um massacre e tanto. — responde Telly, pensativo — Ouvi histórias da primeira guerra na academia, mas nada muito detalhado.

— Então… Decidam enquanto podem, se seguirão meus passos ou não — diz Renāto, convencido de seu argumento — depois não digam que eu não avisei. É um caminho sem volta.

— Estranho… — pensou alto Lup, distante do que Renāto estava dizendo.

— O que é estranho, pirralho? Ainda em dúvida do porquê me amarrar naquela armadilha em Fosigua? É bem simples, é que eu…

— Não é sobre isso, senhor. É que estudei a história de Hue com Telly, e sabemos o que causou o início da guerra, devido a toda a tradição que nós mosqueteiros temos que ter, para aprimorar nossa Dentō.

— Humm… — diz desconfiado Renāto — correto. E?

— Mesmo com todo o estudo que tivemos, nunca soube de alguém que pudesse me responder qual a razão da guerra ter terminado.

— Verdade — complementou Telly — nunca tinha percebido isso.

Renāto olha para o alto, se esforçando para lembrar do que aconteceu.

— Também não sei o que houve. Eu, Bapinoza e Dereon estávamos desacordados quando tudo terminou. Ao despertar, vimos Gurenāru I junto a Iraku, que nos disseram que a guerra tinha acabado, e que iríamos viver em uma terra chamada Araukaria. Então, acompanhado dos chimara sobreviventes, viemos para cá. Ele não comentou mais nada sobre o assunto depois disso.

— Que mistério. Esses outros chimaras que sobreviveram devem saber o que houve, não?

— Por que você não vai lá até o território deles e pergunta pessoalmente? — ironiza o kyapen.

Um silêncio reflexivo pairou entre ambos os jovens mosqueteiros, que deixaram a ideia de lado.

— Bem, seja o que for, aconteceu. E acho ótimo ter acontecido, senão não estaríamos aqui conversando sobre.

— Verdade, guri. Quem sabe um dia a verdade seja revelada.

— Que seja… — diz Renāto, com uma cara de tédio — teve uma época que eu queria descobrir o que houve, mas não me incomodo mais com isso. Gurenāru devia ter um bom motivo para ocultar essa informação.

Enquanto os três caminhavam para Berugamotto, alguém familiar os intercepta. Um leão albino, vestindo uma camisa esportiva polo, e carregando em suas costas duas raquetes.

— Kiribuza… você por aqui. Normalmente só te vejo em um PUB ou no torneio.

— Você me deve uma revanche, Renāto! — diz o lutador, apontando as suas raquetes para o mosqueteiro

— No momento tenho que me encontrar com o Shirei-kan na capital, albino. Mas como assim, revanche? Você ganhou de mim no último torneio. Na teoria, eu que teria que te pedir uma revanche.

— Você sabe muito bem o que houve. Não considero aquilo uma vitória, você nem sequer usou esse trambolho que carrega consigo!

— Olha, eu até poderia ficar aqui com você, discutindo meus motivos. Mas como disse, não tenho tempo para isso. Vamos, meninos.

Eles caminham em direção a Kiribuza até passar por ele, paralelamente, na direção contrária. Após percorrerem um curto percurso, uma bola de tênis fumegante parte em direção aos três, e então, Renāto intercepta o projétil rapidamente com a sua grande arma enfaixada, sem precisar desenrolar o instrumento. A bola cai no chão, deixando um buraco marcado na arma enfaixada, que revela o brilho azul do grande objeto.

— Renato! — exclama os dois mosqueteiros. 

— Não me faça repetir… leão — ameaça Renāto.

Após testemunhar a agilidade do mosqueteiro, Kiribuza dá um leve sorriso

— Eu só queria provar que não estou errado. Nos vemos em breve, mosqueteiro.

Ele guarda as raquetes nas costas e vai embora.

— Ufa! — diz Telly, aliviado — ainda bem que o senhor tem a sua Hamburupi.

— A grande parceira de um Nebarizuo, guri! — completou Lup.

Isso é apenas um título — enfatiza Renāto, guardando sua arma nas costas — se não fosse a Hamburupi, essa bola teria me atravessado. Melhor irmos agora.

Os três seguem o seu destino, e ao fundo, a bola de tênis que atingiu Renāto se encontra no chão, emanando uma fumaça bicolor, com as cores vermelha e azul.

A caminho da capital!

Olá, eu sou o Silas Santos!

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