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『 Tradutor: MrRody 』

Caminhei pelo esgoto por sei lá quanto tempo. Depois de um tempo, Missha e Hikurod começaram a ficar entediados.

— Não tem absolutamente nada aqui.

— Não é? Espero que algo apareça logo, nyah…

Não é de se surpreender que eles tenham pedido para vir. O que eles esperavam? — Eu já disse. É apenas uma comissão de patrulha, só isso.

Este pedido era simples. Colocando o dispositivo de gravação de vídeo que eu havia emprestado na minha cabeça, eu só tinha que percorrer um trajeto definido e procurar por qualquer pessoa se escondendo lá. Bem, uma briga poderia acontecer no processo, mas disseram que meu antecessor havia encontrado menos de trinta pessoas em dois anos. A frequência de encontros com estranhos em si era baixa. E mesmo que eu encontrasse alguém, expliquei, não precisava perseguir cada um e lutar com eles.

— Huh? Você não precisa persegui-los?

— Há um pagamento extra se eles forem pegos, mas não há necessidade de se apegar a isso.

— Prrr quê? — Missha perguntou.

— Isso porque o pedido que recebi foi ‘Patrulha do Esgoto’. A captura e as prisões serão feitas por novos funcionários depois que o Escritório Administrativo verificar os registros de vídeo.

— Entendi…

Enquanto eu explicava o pedido para Missha, Brown, que estava na frente liderando o grupo, de repente parou de andar. — Eu consigo sentir algo por perto.

Havia um murmúrio infundado sobre seus sentidos, mas com aquela única palavra, todos no grupo olharam ao redor. Como o esgoto estava cheio de um cheiro mofado, seus atributos olfativos não brilhariam tão intensamente aqui, mas Brown tinha +50 em seu atributo de Sexto Sentido e +20 de Sorte da essência do Mímico.

Depois de um momento, Missha apontou para algum lugar e gritou: — Oh! É uma pessoa!

Quando desviei meu olhar para onde ela estava apontando, vi um homem assustado.

“Huh, como ela viu ele?”

Uma pequena fenda, seria difícil de caber um corpo humano ali, mas o homem estava se escondendo no buraco mesmo assim, encolhido como um camarão. — Eek! — Eu enfiei minha mão dentro e puxei o homem pelo colarinho. Ele era bastante alto, mas porque era tão magro, era como pegar um goblin. Seu comportamento não era muito diferente de um goblin também. — Morra!

Enquanto era puxado para fora, o homem lançou a adaga que segurava em mim. Foi uma boa tentativa. Você tem que fazer o que tem que fazer para sobreviver, certo?

— Ugh! — A luta acabou prontamente quando eu agarrei o pulso que segurava a adaga e o dobrei para trás.

— Por que você estava se escondendo aí?

O homem rapidamente mudou de ideia diante da minha pergunta. — T-Tenha piedade! Por favor! E-Eu não machuquei ninguém, eu só não tinha dinheiro!

Essa não foi a resposta que eu estava procurando, mas se eu tivesse que adivinhar, ele provavelmente estava dizendo que não podia pagar seus impostos e fugiu. Claro, ninguém acreditava nisso.

— Isto me lembra dos velhos tempos! — disse Hikurod. — Antigamente, quando eu estava trabalhando em uma ferraria, bandidos com tatuagens como essa frequentemente vinham me visitar. Hahaha!

As tatuagens desse homem eram diferentes do padrão geométrico de uma tatuagem de bárbaro; sua pele estava coberta por imagens de caveiras, mulheres nuas e monstros. Claro, eu não julgava o interior de uma pessoa pela aparência exterior.

— Bjorn, olhe para a marca na testa dele — apontou Brown. — Ele deve ser um criminoso que escapou para os esgotos.

A marca na testa escondida sob seu capuz era evidência de um crime hediondo que não poderia ser perdoado nem mesmo com uma multa. Não havia espaço para simpatia. Bem, mesmo que realmente não tivesse pago seus impostos, isso não teria mudado muito.

— Bjorn, o que você vai fazer com ele agora? — perguntou Hikurod.

— Eu não sei.

— O Escritório Administrativo não deveria ter lhe dado algumas diretrizes com antecedência?

Bem, eles certamente me deram alguns conselhos. Sua política básica era pegar os criminosos e trazê-los de volta, mas contanto que o vídeo fosse gravado corretamente, não havia problema se eu os matasse e os jogasse nos esgotos.

— Você pode matá-lo? E se ele for apenas uma pessoa comum?

— Eles disseram que não há tal coisa como uma pessoa comum que entra em um lugar como este por acidente — respondi.

— Hahaha! Esse é o Escritório Administrativo sem coração que eu conheço!

Bem, na minha opinião, eles estavam apenas sendo considerados com os aventureiros sem coração. Porem, isso não era algo para se preocupar agora.

— Então, o que você vai fazer?

— Por enquanto, vamos levá-lo. — Se eu estivesse sozinho, seria diferente, mas como éramos cinco, tínhamos mãos extras. Acima de tudo, trazê-lo de volta vivo nos daria um pagamento adicional de cinco mil pedras.

— P-Por favor, me deixem ir apenas desta vez. Vocês só precisam fingir que nunca viram nada. Eu só acabei assim porque queria viver…

— Pare. — Conversas longas eram desnecessárias. Se ele fosse um inadimplente fiscal, um criminoso, ou tivesse cometido um crime por necessidade, e daí? — Eu fui contratado, então vou levá-lo. Eles serão os responsáveis por fazer qualquer julgamento.

— …Maldição! Seus desgraçados! Como vocês são diferentes de mim?

“Nós somos muito diferentes. Se fôssemos iguais, você não estaria me implorando como está agora.”

— Dwalkie, feche a boca dele.

— E-Está bem. — Dwalkie usou seu feitiço recém-aprendido de Veneno Paralisante para silenciar o homem. Seu corpo ficou rígido. Carreguei o prisioneiro em meus ombros como se estivesse carregando um saco de arroz.

Passou-se cerca de uma hora.

— Rotmillerrr, falta muito para chegarmos?

— Estamos na metade do caminho agora.

— Eh? Ainda temos metade pela frente? — Missha suspirou profundamente, sugerindo que ela lamentava ter vindo. Então ela abriu a boca como se estivesse curiosa sobre algo. — Dwalkie, prrr que você parece tão normal? Da última vez que estávamos no labirinto, você estava vomitando por todo lado.

— Haha, aquilo? Eu aprendi um feitiço que faz alguém perder o sentido do olfato. Acontece que isso é considerado uma parte essencial da magia entre os magos que viveram como aventureiros.

— Ohh, entendi. Mas você não pode lançá-lo em outras pessoas também?

— Uh… e-eu não sei como mudar as fórmulas ainda… — Dwalkie, que estava explicando orgulhosamente seus novos feitiços, se calou.

Eu ri. Não era que ele não soubesse como… ele simplesmente não conseguia fazer. ‘Mudar a fórmula’ era praticamente o que mantinha os magos da Torre Mágica alimentados. Embora ensinassem feitiços básicos em troca de dinheiro, eles nunca revelavam como converter a magia ou criar novos tipos de feitiços.

Quando os efeitos do Veneno Paralisante acabaram, meu prisioneiro de repente começou a gritar e se contorcer. — V-Vamos fazer um acordo! Se me soltarem, eu lhes darei informações!

Impedi Dwalkie de lançar o Veneno Paralisante novamente. — Informações? — perguntei.

— Aquela vadia! — o homem acrescentou apressadamente. — Se você pegar aquela vadia, ganhará muito mais do que comigo!

— Bjorrrn, por que está ouvindo ele? Está claro que ele está fazendo tudo o que pode para sobreviver.

Isso foi o que eu pensei também, mas uma palavra ficou comigo. — …Me conte mais sobre a vadia. — Valeu a pena ouvir.

Negociação: o ato de persuadir alguém e discutir coisas para chegar a uma decisão. Isso era tanto um processo razoável quanto irracional. Se as duas partes não estivessem em pé de igualdade, alguém acabaria perdendo no final… Assim como acontecia agora.

— …Antes de lhe contar, preciso de uma promessa!

— Dwalkie, apenas deixe-o como estava antes…

— V-Vou lhes contar! — Não querendo perder essa oportunidade, o homem começou a explicar sua situação. — Existem muitas outras pessoas vivendo neste esgoto além de mim. Normalmente, é difícil vê-los porque conhecem as rotas dos patrulheiros para poderem evitá-los…

— Mais simples.

— …Alguma vadia roubou meu esconderijo alguns dias atrás.

Para resumir a história do homem, foi assim: ele estava se saindo muito bem nos esgotos quando uma mulher chegou e tomou seu lar. E ela não era uma mulher comum. Embora parecesse pequena, ele não teve escolha a não ser sair porque ela estava liderando um bando de esqueletos ao redor dela.

Missha inclinou a cabeça. — Esqueletos? Não eram apenas pessoas que absorveram a essência de um Nekramia?

Mas o homem parecia convencido. — Eu não sei exatamente o que eram. Mas! Era completamente diferente dos esqueletos no labirinto! Eu já fui um aventureiro também, então tenho certeza!

— Então, qual é o seu veredito?

— Tem que ser uma magia negra. Se você entregá-la ao templo, certamente receberá uma compensação. Dinheiro que nem se comparará ao que você receberá de mim!

Ponderei sobre isso por um momento. O timing1 era muito coincidente para simplesmente ignorar. Uma mulher que havia se escondido nos esgotos por alguns dias e usava magia negra…

— Pode ser aquela mulher?

— Elisa Behenk. Sem dúvida ela não teve outra escolha senão se esconder aqui.

Brown e Hikurod aparentemente pensaram a mesma coisa. Eles engoliram em seco e deram seus palpites.

‘Droga, será que poderia realmente ser aquela vadia?”

Eu precisava saber mais porque não havia evidências suficientes para ter certeza. — O que ela estava vestindo? Descreva em detalhes.

— Ela estava usando um manto e seu rosto estava coberto com um capuz, então não pude ver claramente. Eu sabia que era uma mulher pelas linhas do corpo e pela voz dela, mas isso é tudo.

— Entendi.

— Oh! Agora que penso nisso, ela estava usando um colar muito incomum…

— Que forma era?

— É difícil explicar em palavras.

Eu tinha uma ideia do que era e rapidamente tirei um item da minha bolsa, o símbolo da igreja de Karui que encontrei enquanto vasculhava a mochila de Hans outro dia. — Era algo assim?

— Sim! Era exatamente assim!

Deixei escapar um suspiro profundo enquanto olhava para o homem assentindo. A possibilidade de que realmente fosse aquela vadia havia aumentado drasticamente.

— O que você vai fazerrr?

— Estou pensando — eu disse a Missha.

— Hahaha, no que você está pensando?! Precisamos pegá-la agora e fazer justiça!

“Justiça é o cacete, você só quer o dinheiro da recompensa.”

De qualquer forma, se Hikurod fosse um extremista, Brown estava do lado moderado. — Acho que seria melhor voltar para o Escritório Administrativo e registrar um relatório oficial. Não temos certeza se é aquela mulher ainda, então por que deveríamos arriscar?

Ambas as opiniões eram definitivamente válidas. Se a pegássemos nós mesmos, ganharíamos o dinheiro da recompensa, mas se não assumíssemos o risco, registrar o relatório permitiria que outra pessoa lidasse com o assunto.

“Algo não parece certo.”

Se Elisa fosse a vadia louca de quem esse cara estava falando, eu me sentia especialmente desconfortável com a ideia de voltar assim. Elisa não era apenas uma vadia – ela era uma com rancor contra mim. Por causa disso, eu estava internamente preocupado que ela pudesse estar tramando algo nas sombras.

“Mesmo que o escritório de administração ou o templo se mobilizassem para enviar pessoas aqui, levaria vários dias.”

E se ela fugisse no meio tempo, eu teria que continuar me sentindo assim. — Eu quero conferir, mas o que vocês acham?

Missha concordou imediatamente. Dwalkie, que era neutro, igualmente deu seu voto de acordo com a opinião de seu melhor amigo, o anão.

Brown estava preocupado, mas seguiu a regra da maioria. — Já que os quatro estão de acordo, eu vou junto. Mas antes disso, que tal terminarmos a missão de patrulha?

— Você está certo. Vamos fazer isso.

Logo, nos movemos um pouco mais rápido e terminamos de patrulhar a rota estabelecida pelo Escritório Administrativo.

— Onde é o seu esconderijo? Me leve até lá — ordenei ao prisioneiro.

— Prometa que você vai me soltar.

— Se for a mulher que estamos procurando, ou se eu sentir que vale a pena, eu vou te soltar.

— Ok, me sigam.

Eu o parei. — Espere, vista isso primeiro.

— Hã?

Amarrei uma corda em volta da cintura do homem. Ele tinha uma expressão confusa no rosto. Então eu peguei a corda restante como uma guia de cachorro, já que seria irritante se ele fugisse.

— Ok, agora que isso está feito, siga na frente.

— …A rota não está no mapa, então me sigam.

Logo, o homem começou a encontrar seu caminho pelos esgotos como um labirinto. Foi então que percebi como a estrutura era complicada. Até agora, só tínhamos caminhado na via principal onde a água dos calhas fluía, mas se você se espremesse por uma fenda estreita que parecia um poço, encontraria uma área nova. Depois havia uma bifurcação no meio e um buraco no teto que você tinha que subir.

Havia uma pergunta na minha mente neste ponto. — Por que você foi pego se escondendo em um lugar assim?

— …Eu estava vagando procurando um novo esconderijo. Então ouvi vocês, então não tive escolha senão me esconder com pressa.

Entendo. Ele também teve um pouco de azar.

— Chegamos.

O homem parou em um buraco com cerca de 1,80m de diâmetro. Eu não sabia para que esse lugar foi projetado, mas parecia que se você seguisse o caminho até o buraco, encontraria uma área grande e aberta.

— De agora em diante, todos, abaixem suas vozes — instruí.

— Haha, isso é bem preocupante.

Ao contrário de Hikurod, que parecia um pouco excitado, ou Missha, que parecia um pouco assustada, eu não estava muito preocupado. Por coincidência, todos os cinco estavam nos esgotos juntos. Todos estavam muito mais fortes do que eram no encontro prévio. Então, se a mulher escondida lá embaixo fosse Elisa Behenk…

— Ei, há algum lugar por onde você possa escapar daqui? — Perguntei ao prisioneiro.

— Não há entradas além desse buraco.

Desta vez, eu seria capaz de mostrar a ela o que é a justiça.

  1. Timing, sincronização; O ‘momento’ []
Olá, eu sou o MrRody!

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