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A respiração de Perez era sentida na minha pele exposta.

Mordi discretamente o lábio inferior e virei para trás, dizendo de forma casual:

— Perez, me diz sinceramente. Você gosta de me surpreender, não é?

— Fui pego.

Perez riu baixinho.

Cadê o majestoso Imperador? Aquele que vi na sala de conferências há pouco tempo atrás?

Havia até um sorriso brincalhão em seu rosto.

Eu disse, acariciando gentilmente sua bochecha.

— Perez.

Fico feliz por ele poder sorrir assim.

— Por que você estava daquele jeito na sala de conferências?

— Ah…

Com minha pergunta, o rosto de Perez ficou sério novamente.

— Sim, esse olhar. O que está acontecendo?

— Porque seus dedos estão vazios.

As pontas dos dedos um pouco ásperos e firmes de Perez esfregaram o meu quarto dedo.

— O anel de noivado, onde está?

— Ah!

Agora eu percebo.

Não havia o anel de diamante vermelho que deveria estar no quarto dedo da minha mão esquerda.

— Bem, você sabe?

— … você perdeu?

— Não, eu não perdi, só esqueci de colocá-lo de novo depois de tirar para tomar banho de manhã.

Para ser sincera, não me lembro direito, mas decidi isso.

Mas, nesse meio-tempo, minha cabeça estava ocupada.

Onde eu coloquei o anel?

— Tudo bem, mesmo se eu tiver perdido.

Como se tivesse lido minha mente, Perez disse, beijando brevemente meu quarto dedo vazio em voz baixa.

— Vou te dar o mesmo de novo. Até cem.

— … eu não perdi. Eu tenho quando voltar para casa.

— Fico feliz em ouvir isso.

O rosto de Perez ainda estava sério, mesmo falando de forma casual.

— Eu sempre uso o que a Tia me deu.

Perez disse, mostrando o anel de esmeralda no quarto dedo da mão esquerda.

Nosso noivado era de dois anos, então dei a ele quando ele disse que precisava de uma prova de promessa para manter nesse meio-tempo.

Pensei que ele só estava pedindo qualquer coisa, mas inesperadamente, ele escolheu uma esmeralda verde.

O motivo era que era a cor dos meus olhos que vinham à mente.

Então pedi ao ateliê do avô Croily para fazer um anel com platina e esmeralda.

E desde o dia em que ele recebeu, o Anel de Esmeralda nunca deixou seu quarto dedo.

— … sinto muito.

Quais outras desculpas o culpado diria?

Eu disse, segurando a mão de Perez firmemente.

— Hmm.

… algo está estranho.

Quando levantei a cabeça, vi um cara cobrindo a boca com o punho ligeiramente cerrado.

— Você… de novo!

Ah, fui enganada de novo!

— Pare de me provocar! Onde você aprendeu todas essas coisas estranhas?

— Desculpe. Tia é tão fofa que eu não sei o que fazer.

— Quem é? Quem te ensinou isso?! São os caras da academia de novo? É o Lignite Luman, certo?!

— Haha.

Perez riu alto enquanto me olhava com raiva.

Então ele subitamente me levantou e começou a caminhar.

— O que, o que!

Envolvi meus braços em volta do pescoço dele surpresa e, depois de um tempo, aterrissei em um sofá muito fofo.

— As cadeiras na sala de conferências são muito desconfortáveis.

Perez sorriu enquanto os olhos dele ficavam na altura dos meus sentando-se.

— É verdade. Como você sabe disso?

O assento de Perez na sala de conferências era uma cadeira muito macia.

Era assim quando ele era o Príncipe Herdeiro, e ainda mais agora como Imperador do Império de Lambrew.

Um cara assim não teria sido capaz de sentar em uma cadeira dura para os nobres.

Então perguntei, mesmo que não conseguisse passar pela minha cabeça.

— Você gostaria de se sentar no meu lugar e ver?

— …

Em vez de responder, Perez se afastou dos meus olhos.

Era uma expressão que ele fazia quando não conseguia responder à minha pergunta.

— Por que está no meu lugar?

— … às vezes, tenho curiosidade sobre o que Tia vê.

— Às vezes?

— Às vezes, quando penso nisso.

Acho que ‘às vezes’ é sempre.

— Porque não posso ir te ver sempre que penso em você.

— Ah…

Era inevitável.

Perez é o Imperador e eu sou a Matriarca de Lombardi.

Então, não podíamos passar tanto tempo juntos como qualquer outro casal.

Eu disse, engolindo um suspiro, que estava prestes a escapar.

— Eu só tenho curiosidade sobre isso, de qualquer forma.

De forma constrangedora.

Enquanto eu acrescentava isso, Perez estendeu a mão grande.

Então ele disse, colocando o meu cabelo que fluía para o lado atrás da orelha.

— Eu tenho curiosidade sobre tudo de você. Você comeu muitos morangos favoritos no café da manhã hoje à noite, e com o que sonhou na última noite?

Sua voz suave me relaxou, mas meu coração batia cada vez mais rápido.

— Que tipo de pessoas você encontrou hoje e quais são seus pensamentos. E…

Os dedos de Perez, que estavam brincando com o meu lóbulo da orelha, cutucaram levemente entre meu pescoço e cabelo.

— Se você pensou em mim.

Uma voz baixa chegou bem perto.

— Tia, você também sentiu minha falta?

Foi em um instante que os lábios se aproximaram.

Junto com a sensação de respiração, a temperatura corporal de Perez foi transmitida para a minha pele sensível.

— Haa.

Assim que não pude mais segurar a respiração, Perez se ergueu e se aproximou.

De repente, meu corpo foi enterrado profundamente, no fundo do sofá, e minha cabeça foi levantada para cima.

Tudo o que estava fora e complicava minha mente desapareceu, e um mundo foi preenchido por Perez.

— Tia.

Naquele breve momento em que os lábios dele encontraram e se separaram, Perez continuou a sussurrar meu nome.

Ah, é mesmo.

Estreitei meus braços ao redor do pescoço dele ainda mais.

Agora sei como me acostumar com isso.

Sempre que Perez olhava para o rosto de um homem assim, eu ainda não estava familiarizada com ele.

Com os beijos contínuos, as lacunas entre nossos corpos gradualmente desapareceram.

A temperatura do corpo subiu ainda mais, tornando o vestido insuportavelmente volumoso.

A esse ritmo…

Agarrei Perez pelo ombro e falei com dificuldade através de um intervalo nos lábios que não se afastavam de mim.

— Perez.

Chamei seu nome apenas uma vez, mas Perez parou de se mover como se entendesse o significado.

Mas foi só isso, ele exalou como se estivesse prestes a retomar.

Julgando por algumas pausas, parecia que sua razão e instinto estavam travando uma batalha acirrada.

— Vamos… adiantar nosso casamento por alguns meses?

Perez me perguntou com olhos vermelhos como brasas acesas.

— Sabe que isso não funciona.

— Não, Tia. Talvez haja uma maneira. Sempre encontramos um jeito.

Os olhos, ardendo em vermelho como carvão, percorreram todo o meu rosto.

— É assim que são as coisas.

Ah, deveríamos?

Tateei a barra da túnica de Perez, que ainda estava em minha mão, e apertei os lábios com firmeza.

Perez e eu queremos isso dessa forma.

Mas no final, a razão colocou a última barreira.

Eu disse, encostando a testa de Perez na minha.

— Craney ainda está viajando, Perez.

— Ha.

No final, Perez, com um suspiro profundo, murmurou entre os dentes cerrados.

— Craney.

Eventualmente, Craney conseguiu se formar antecipadamente no ano passado no topo do departamento de artes liberais.

Em primeiro lugar, o nosso noivado, eu e Perez, era um período de graça até que Craney se formasse, pois ele poderia me ajudar a trabalhar como governante da Lombardi.

Não consigo esquecer o rosto de Perez, que estava radiante depois de ouvir a notícia.

No entanto, Craney, que estava hesitante, revelou que queria viajar com os amigos da Academia por um ano.

Para mim, que sabia o quanto Craney havia estudado até agora, dizendo que ele estaria à altura das minhas expectativas, não tive escolha senão fazer um favor a ele.

Além disso, se ele começasse a trabalhar para Lombardi, viajar o levaria a uma vida que ele nem mesmo poderia sonhar.

Craney, que começou sua viagem imperial, estava recentemente no meio de uma viagem para o Leste a tempo do casamento de Larane.

Craney saiu para uma viagem de um ano. Depois de saber disso, Perez tentou colocar um anúncio de procura em todo o país, mas ainda não tinha chegado à área central.

Eu disse, usando meu dedo para apagar os vestígios dos meus lábios nos lábios de Perez.

— Vamos ficar juntos no cruzeiro enquanto viajamos para o Leste, Perez.

— Oh, cruzeiro.

Quando mencionei a história de viajar para o leste, o rosto do cara, que parecia coberto por nuvens escuras, se iluminou.

Então, movi o corpo que estava se sobrepondo a mim e o fiz sentar ao meu lado.

Se é um lugar ao lado de mim, é o mais próximo que você pode chegar seu corpo.

— Mas tem certeza, Perez?

— … o quê?

Respondi a ele gentilmente, brincando com os dedos dele.

— De qualquer forma, você ficará ausente por semanas. Mas me pergunto o que vai acontecer agora.

O Imperador não age descuidadamente.

Era para segurança, mas, ao mesmo tempo, para poder.

De qualquer forma, haverá um espaço vazio.

Alguém poderia ser ganancioso pela vaga.

Perez, que piscava lentamente diante da minha pergunta, respondeu.

— Não sou um Imperador tão negligente a ponto de causar problemas só porque estou ausente por um tempo. Está tudo bem, Tia.

Ah, é verdade. Ele não é.

Balancei a cabeça ao perceber o quão poderoso era o Imperador Perez.

— Sim, é verdade. Incrível, você.

Afaguei a cabeça dele com um coração sincero e orgulhoso.

Então Perez inclinou a testa no meu ombro e riu como um menino tímido.

Depois, olhou para cima e disse em voz baixa.

— Você fez assim, Tia.

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Olá, eu sou o Babi.Bia!

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